terça-feira, fevereiro 17, 2009

Trova do caminho

Vou ao encontro do vento
Com os olhos abertos e atentos
De quem deseja encontrar a resposta
A solução do enigma por desvendar.
E os meus olhos não se cansam
E perscrutam bem para alem do óbvio.

Vou ao sabor da corrente
Com os braços largos e estendidos
De quem arrisca o rumo novo
A rota desconhecida e procurada.
E as minhas mãos abrem-se
E procuram o longe da distância.

Vou no rasto da luz
Com o coração a arder de ansiedade
Como anseia quem sabe o gostar
Quem busca somente o bem querer.
E os meus passos perdem-se, afinal,
No caminho ainda por descobrir.

2 comentários:

Efigênia Coutinho disse...

Vou ao encontro do vento
Com os olhos abertos e atentos
De quem deseja encontrar a resposta
A solução do enigma por desvendar.
E os meus olhos não se cansam
E perscrutam bem para alem do óbvio.

Que estrofe linda, encontrar o vento, para poder encontrar a resposta. Só um bardo, para escrever tão belamente estes versos que leio e releio em seu espaço.
Como a vida é generosa, pois estar aqui ao lado de Zé Maria, é viver a poesia.
Efigênia

Zé Maria disse...

Cara Efigênia
Agradeço-lhe as palavras. São mais da sua enorme simpatia, que por merecimento meu, estou certo.
E tem razão: a poesia é de facto algo que une e liga as pessoas.
Que bom. É o que vale a pena.
Até