domingo, fevereiro 22, 2009

Avoamentos [de um Domingo em boa companhia]

O tempo de descobrir o que mais importa é sempre o tempo de encontrar o que mais difícil temos de procurar. Porque o momento que sonhamos ali bem perto e, por vezes, mais parece em galáxias longínquas, não se alcança sem procura incessante.

Passamos os dias, as horas, os minutos, todos bem contados, não vão os céus lembrar-se de contabilidades inoportunas. Os nossos passos seguem-se como filas ordenadas de flamingos em busca de novas manhãs. Desejamos dos nossos amanhãs, os ontens que não conseguimos viver hoje.

E, no entanto, sabem-nos bem os momentos que passamos em amena e serena convivência com quem queremos e desejamos bem perto de nós. Os nossos tempos são, então, os tempos da descoberta do que é, na verdade, o mais importante. E isso é o que nos faz mais humanos, seres em tranquila comunhão.

Na mesa que ousamos partilhar, encontram-se apenas os sabores e os aromas que nos animam e aquecem. Porque de calor e de gosto se declamam os poemas da fraternidade e da alegria.

Na mesa que arriscamos celebrar, nós e os outros. Os outros e nós. Por mais diferentes que nos consigamos distinguir, a mesma família humana, tão-somente.

É o que importa, afinal.

2 comentários:

Luis Portugal disse...

Olá
Tem um bonito blog, parabéns!
Voltarei mais vezes.
Abraços amistosos de,
Luís Portugal

Efigênia Coutinho disse...

Gostei muito deste seu texto, e deveria ser lido por muitos, pois você tão somente mostra o lado humano da vida em vida, gratificante, meus cumprimentos,
com admiração,
Efigênia Coutinho
obs: novas postagens em Minha viagem a Nwe York (link)
http://poesiasefigeniacoutinho.blogspot.com/