E, curiosamente, nem sei lá muito bem porquê, nem a que título, ali, naquele espaço dito de paz e serenidade, me lembrei do meu grande e velho amigo Vasconcelos. Grande e velho como grande e velho é, afinal, o tempo.
Dizia-me ele, há uns tempos que nem sou capaz já de precisar, que de vez em quando, quando um azar lhe batia à porta, as suas palavras eram quase sempre: ‘bolas, que grande azar: se Deus quiser esta treta há-de passar!’ E olhava-me sorridente e matreiro, seguro da sua arreigada crença ateia. É que, dizia-me, ‘deixa-me lá ir dizendo isto, porque neste caso, de um Deus que eu não creio exitir, nunca se sabe como vai acabar. É que, se, por um furtuito acaso, Ele existir, então deverá lembrar-se que eu também já o lembrava...’
































