
A Irmandade do Santo Sudário
Júlia Navarro
Editora Gótica
Colecção Cavalo de Tróia, 2004
“É realmente o rosto de Cristo que está gravado no Santo Sudário?
O Santo Sudário é um pano de linho puro com três pés e sete polegadas de largura por catorze pés e três polegadas de comprimento, que ostenta a imagem pormenorizada, de frente e de costas, de um homem que foi crucificado de maneira idêntica à de Jesus de Nazaré segundo é descrito pelas Escrituras.”
Quem teria interesse em destruir o Santo Sudário? É verdadeiro o Sudário, ou uma cópia? Convivem connosco, no silêncio, subterrâneos, discretas, comunidades secretas?
Tendo partido da notícia da morte de um dos cientistas que estudou a autenticidade do Santo Sudário – datado para alguns do século XIII, a autora constrói uma ficção em torno do que poderia ter sido o percurso até aos nossos dias da relíquia. Enquanto a equipa de investigadores do Departamento de Arte tenta descobrir quem se esconde por detrás dos incêndios que quase destruíram Santo Sudário, guardada em Turim desde o século XVI, uma jornalista vai desvendando a importância dos Templários na guarda da relíquia.
Da Turquia a Constantinopla, de França aos subterrâneos de Turim, a viagem faz-se entre tempos e lugares. Do passado ao presente mantém-se o mistério, o secretismo que envolve ainda hoje o Santo Sudário.
Os protagonistas são homens de negócios cultos e refinados, cardeais e outras importantes figuras da Igreja, ou seja, uma elite cujo único elemento comum é serem solteiros, ricos e muito, muito poderosos.
“O cavaleiro templário esporeou a montada. (…) Retumbava-lhe nos ouvidos a voz profunda de Jacques de Molay convocando Filipe, o Belo, e o papa Clemente para o Juízo de Deus. (…)
A Jacques de Molay arrancaram a vida, mas não a dignidade, porque nunca houvera homem mais digno e corajoso nos últimos momentos da sua existência.”
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