Correio da Manhã, 24.03.2008
segunda-feira, março 24, 2008
Sem comentários [mesmo]
A Direcção-Geral de Impostos (DGCI) está a exigir a casais recém-casados informações sobre os serviços prestados nos seus casamentos, ameaçando com a aplicação de coimas, que vão de 100 a 2500 euros, caso não respondam ao questionário enviado pelo correio no prazo de 15 dias.
Correio da Manhã, 24.03.2008
Correio da Manhã, 24.03.2008
Dúvidas subversivas (XXXII)
Palavra d’honra que ainda não consegui perceber muito bem de quem é que se fala aqui. Será daqueles que vivem apenas dependentes do seu trabalho e que na sua maioria (e se calhar estamos mesmo a falar na maioria dos nossos semelhantes) estão no limite da pobreza? Ou será daqueles que conseguiram o muito que os outros deixaram nas instituições onde se passeiam (dizem que trabalhando).
A uns e a outros o mesmo Alguém ofereceu uma história: A parábola do Fariseu e do publicano.
A uns e a outros o mesmo Alguém ofereceu uma história: A parábola do Fariseu e do publicano.
domingo, março 23, 2008
Outros olhares
Pedro Alexandrino (1730-1810)Salvador do Mundo
óleo sobre tela
Museu Nacional de Arte Antiga , Lisboa, Portuga
Imagem daqui
sábado, março 22, 2008
Filhos do tempo
Filhos do vento nos assinalaram
E do sopro nos modelaram
Com o cinzel da própria respiração.
Filhos do Sol nos marcaram
E da Lua nos preencheram
Em serena e harmoniosa reincarnação.
Filhos da palavra nos declinaram
E do verbo nos ensinaram
Novos tempos de um tempo já manifestado.
Filhos do homem nos descobriram
E da terra nos preencheram
Com a força geradora de novos seres.
Filhos dos deuses nos chamaram
E dos céus nos avisaram
Em permanentes eternidades.
E do sopro nos modelaram
Com o cinzel da própria respiração.
Filhos do Sol nos marcaram
E da Lua nos preencheram
Em serena e harmoniosa reincarnação.
Filhos da palavra nos declinaram
E do verbo nos ensinaram
Novos tempos de um tempo já manifestado.
Filhos do homem nos descobriram
E da terra nos preencheram
Com a força geradora de novos seres.
Filhos dos deuses nos chamaram
E dos céus nos avisaram
Em permanentes eternidades.
Até que enfim, que alguém lá chega
Ainda sobre o vídeo (por estes dias só há um), João Grancho, coordenador da linha SOS Professor, disse: "Este foi um acto condenável, mas recorrente." Na quinta-feira, assustei-me com o vídeo. Ontem, assustei-me porque o que me dá sustos é, afinal, banal. A sério? Um professor ser arrastado por um aluno durante longos minutos, ser tratado por tu e aos gritos, ser gozado pela turma inteira (e não à socapa), ter toda a cena filmada, e ter como solução fugir, porta fora, é "recorrente". Isto é, acontece aqui e ali e a tantos que é normal na sala dos professores o encolher de ombros: "Lá me aconteceu, levei nas trombas. Passas-me o jornal?" A sério? Com risco de passar por ingénuo, garanto: não fazia ideia. Não tenho soluções para os males do mundo, excepto a recusa de achar natural o que não é. Se a escola é aquilo que vi, pergunto: como é que uma classe que se revelou tão mobilizada ainda há dias suporta o fascismo recorrente que lhe é infligido por miúdos?
Ferreira Fernandes
CONTRA O COMER E CALAR
Diário de Notícias, 22.03.2008
Ferreira Fernandes
CONTRA O COMER E CALAR
Diário de Notícias, 22.03.2008
sexta-feira, março 21, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
Desabafos em tempo de Semana Santa
Mas que mundo este em que vivemos. Que sociedade esta onde estamos e vivemos. Que tempos estes que nos trazem as mais das vezes sentimentos de impotência perante os obstáculos que vamos encontrando no caminho que não podemos deixar de percorrer. Por todos os motivos, mas sobretudo porque, afinal, é o nosso.
Por vezes damos por nós a pensar que esta é uma terra onde os deuses se foram esfumando na poeira da nossa própria maneira de estragar as coisas que são nossas. E, creio bem, que uma terra sem deuses [para alguns, apenas Deus], é uma terra finita, sem futuro. Sem origem, nem ocaso. Sem alfa, nem ómega. Sem norte e sem destino.
Já sei que alguns, amigos meus de verdade, estou certo, não vão perder esta oportunidade para me desancarem e abanarem com uma discussão enorme sobre a eterna questão da existência de Deus. Para esses, que o livre-arbítrio lhes dê a tranquilidade e a serenidade que eu peço aos deuses que me concedam.
Mas que mundo este em que vivemos. Mas que mundo este em que nos querem fazer acreditar que os seres humanos, em vez de terem nascidos todos iguais, frutos da mesma origem, nascem afinal bem diferentes entre si. Alguns nascem para uma vida cheia de coisas boas, com o necessário para desfrutarem uma existência sem problemas. Outros, por ventura menos, surgem para deter nas suas mãos [na sua vida] a quase totalidade dos bens colectivos, com o respectivo poder para a sua permanência. E outros há, se calhar muitos, se calhar a grande maioria, que apenas nascem. E de vida, apenas conhecem a palavra sobreviver. As mais das vezes garantindo e suportando a vida dos outros.
E por vezes damos por nós a pensar que esta é uma terra onde os deuses se foram esfumando. Até porque quando esperávamos que os representantes desses deuses fossem entre os homens os arautos das vozes dos supremos, acabamos a maior parte das vezes apenas por descobrir que esses arautos mais não são que medrosos subservientes do poder vigente [dos homens, é bem de ver].
Na verdade, o que esta terra precisa é que os deuses que nos acompanham tenham entre nós vozes claras, simples e livres que anunciem neste mundo por ora meio adormecido, que no fundo, os homens nasceram e nascem todos da mesma maneira. E da mesma fonte. Que os torna, sem apelo nem agravo, membros da mesma família.
Por vezes damos por nós a pensar que esta é uma terra onde os deuses se foram esfumando na poeira da nossa própria maneira de estragar as coisas que são nossas. E, creio bem, que uma terra sem deuses [para alguns, apenas Deus], é uma terra finita, sem futuro. Sem origem, nem ocaso. Sem alfa, nem ómega. Sem norte e sem destino.
Já sei que alguns, amigos meus de verdade, estou certo, não vão perder esta oportunidade para me desancarem e abanarem com uma discussão enorme sobre a eterna questão da existência de Deus. Para esses, que o livre-arbítrio lhes dê a tranquilidade e a serenidade que eu peço aos deuses que me concedam.
Mas que mundo este em que vivemos. Mas que mundo este em que nos querem fazer acreditar que os seres humanos, em vez de terem nascidos todos iguais, frutos da mesma origem, nascem afinal bem diferentes entre si. Alguns nascem para uma vida cheia de coisas boas, com o necessário para desfrutarem uma existência sem problemas. Outros, por ventura menos, surgem para deter nas suas mãos [na sua vida] a quase totalidade dos bens colectivos, com o respectivo poder para a sua permanência. E outros há, se calhar muitos, se calhar a grande maioria, que apenas nascem. E de vida, apenas conhecem a palavra sobreviver. As mais das vezes garantindo e suportando a vida dos outros.
E por vezes damos por nós a pensar que esta é uma terra onde os deuses se foram esfumando. Até porque quando esperávamos que os representantes desses deuses fossem entre os homens os arautos das vozes dos supremos, acabamos a maior parte das vezes apenas por descobrir que esses arautos mais não são que medrosos subservientes do poder vigente [dos homens, é bem de ver].
Na verdade, o que esta terra precisa é que os deuses que nos acompanham tenham entre nós vozes claras, simples e livres que anunciem neste mundo por ora meio adormecido, que no fundo, os homens nasceram e nascem todos da mesma maneira. E da mesma fonte. Que os torna, sem apelo nem agravo, membros da mesma família.
quarta-feira, março 19, 2008
“O dinheiro da infâmia”
«(…) Qual o grau de sofrimento infligido a um povo que nos faz reavaliar a noção de vítima e de mártir, a fim de podermos julgar a dimensão infernal do algoz? Tudo é relativo; porém, nem tudo resulta de um mal-entendido. O carácter da invasão do Iraque resulta da premeditação de uma violência que, um pouco por todo o lado, vai alimentando a sede de domínio do Império.»
Baptista-Bastos
O DINHEIRO DA INFÂMIA
Diário de Notícias, 19.03.2008
Baptista-Bastos
O DINHEIRO DA INFÂMIA
Diário de Notícias, 19.03.2008
terça-feira, março 18, 2008
Vale [mesmo] a pena ler
- ALGUÉM ME ARRANJA UM PARTIDO EM QUE VOTAR? – João Miguel Tavares – [Diário de Notícias]
Olhares sobre a [nossa] história
Às vozes dos senhores da guerra, prefiro muito mais outras vozes. Pelo menos, mais tranquilas, mais serenas. Como esta, por exemplo:
segunda-feira, março 17, 2008
Como é que diz que disse?
O advogado Daniel Proença de Carvalho diz que Luís Filipe Menezes não é uma alternativa ao actual Governo e que Sócrates e os socialistas merecem uma nova maioria absoluta.
Público, 17.03.2008
Público, 17.03.2008
"Meditabundando"
Cegueira de Olhos Abertos
A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas: e tal era a dos Escribas e Fariseus. Homens com os olhos abertos e cegos. Com olhos abertos, porque, como letrados, liam as Escrituras e entendiam os Profetas; e cegos, porque vendo cumpridas as profecias, não viam nem conheciam o profetizado.
(...) Esta mesma cegueira de olhos abertos divide-se em três espécies de cegueira ou, falando medicamente, em cegueira da primeira, da segunda, e da terceira espécie. A primeira é de cegos, que vêem e não vêem juntamente; a segunda de cegos que vêem uma coisa por outra; a terceira de cegos que vendo o demais, só a sua cegueira não vêem.
Padre António Vieira, in "Sermões"
Citação daqui
A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas: e tal era a dos Escribas e Fariseus. Homens com os olhos abertos e cegos. Com olhos abertos, porque, como letrados, liam as Escrituras e entendiam os Profetas; e cegos, porque vendo cumpridas as profecias, não viam nem conheciam o profetizado.
(...) Esta mesma cegueira de olhos abertos divide-se em três espécies de cegueira ou, falando medicamente, em cegueira da primeira, da segunda, e da terceira espécie. A primeira é de cegos, que vêem e não vêem juntamente; a segunda de cegos que vêem uma coisa por outra; a terceira de cegos que vendo o demais, só a sua cegueira não vêem.
Padre António Vieira, in "Sermões"
Citação daqui
domingo, março 16, 2008
Dixit
«(…) Tudo isto comprova o pior da cosmogonia suburbana em que assentam a cultura e a vocação política de Menezes: o império da táctica sobre a estratégia, da manchete sobre o ciclo político, da cor da gravata sobre o enunciado de medidas (ou, no futebolês de que ele gosta, o primado da finta sobre o remate). Nas suas mãos, o poder esboroa-se. Quer um estatuto como um fim pessoal e não como um instrumento para a realização de objectivos políticos. Chamem-lhe tudo, mas ambicioso não.»
Nuno Brederode Santos
O PERMANENTE SOBRESSALTO
Diário de Notícias, 16.03.2008
Nuno Brederode Santos
O PERMANENTE SOBRESSALTO
Diário de Notícias, 16.03.2008
sábado, março 15, 2008
Pensamentos subversivos (LXIII)
Eu até nem sou apreciador da coisa, mas caramba, tudo isto já parece mania fundamentalista. E, como é hábito, tudo sempre por causa da saúde pública…
E já agora, também sobre o mesmo assunto, é delicioso o texto “GOVERNO SIMPLIFICA A LÍNGUA” de Ferreira Fernandes, hoje no Diário de Notícias.
E já agora, também sobre o mesmo assunto, é delicioso o texto “GOVERNO SIMPLIFICA A LÍNGUA” de Ferreira Fernandes, hoje no Diário de Notícias.
sexta-feira, março 14, 2008
Ler os outros
- Pacto de loucura – Ricardo Costa – [Diário Económico]
. - A POLÍTICA DO ACASALAMENTO – Fernanda Câncio – [Diário de Notícias]
. - O calcanhar de Aquiles (Elogio da dignidade) – João Marques dos Santos – [Correio da Manhã]
“Bases ou eleitores?”
É assim que este discurso populista interno de regresso às bases fecha o partido em vez do o abrir. Menezes pode ganhar o coração dos militantes, mas não ganha a maioria dos eleitores. É por isso que é tão contestado pelos que já perceberam tudo. E é essa pequena diferença que faz dele o líder errado na altura errada.
Filipe Luís
Bases ou eleitores?
Visão, 14.05.2008
Filipe Luís
Bases ou eleitores?
Visão, 14.05.2008
quinta-feira, março 13, 2008
Se quem o diz é quem o diz…
Esta semana o PSD contribuiu para a mexicanização do regime: enfraqueceu-se como partido de alternância e reforçou o 1.º ministro.
Paula Teixeira da Cruz
Correio da Manhã, 13.03.2008
Paula Teixeira da Cruz
Correio da Manhã, 13.03.2008
quarta-feira, março 12, 2008
Desabafos clubistas (4)
Acabei de ver os últimos minutos do meu Clube, em Madrid. Segundo me dizem, ainda bem que só acabei por ver os últimos (cerca de 10) minutos.
Quer-me cá parecer que por agora, até ao final desta época, vão mesmo acabar estes desabafos.
Quer-me cá parecer que por agora, até ao final desta época, vão mesmo acabar estes desabafos.
terça-feira, março 11, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
Reflexões de fim-de-semana
Isto de ter na família dois irmãos que são professores obriga-nos a olhar para tudo o que se vai passando de uma forma mais cuidada, mais participada. E mesmo que queiramos que as coisas evoluam, se modifiquem, não continuem na mesma, vamos aprendendo também a procurar olhar as coisas de ambos os lados.
Para que não restem dúvidas: sei bem o que significa para os meus irmãos serem professores. E sei que são excelentes professores, que trabalham muito e com afinco. Chego a afirmar que sortudos os pais cujos filhos são seus alunos. Porque conheço as suas vidas. E por isso sei que não são nenhuns privilegiados. E não admito, portanto, que lhes chamem o que já ouvi chamar.
Neste caso, estou convencido que as coisas como estão não levam a nenhum lado. É preciso mudanças, é preciso trabalhar mudando o que precisa de ser mudado e mantendo o que se justifica manter. Por exemplo, na grande questão que se tem colocado, também eu estou convencido que a avaliação de professores é uma necessidade. Como as avaliações em todos os sectores da sociedade. E o curioso é que os meus irmãos também estão perfeitamente de acordo com tudo isto.
E como disto de educação apenas conheço [se calhar mal] o que o cidadão comum conhece, apenas desejo que no fundo, no fundo, todos possam aprender que a vida nos pede continuamente que saibamos descobrir a cada passo a sabedoria serena, que faz avançar a história da humanidade.
E, já agora, porque vem a propósito, aconselho a leitura do texto de Mário Lopes, A Educação, a bateria e a especialização, publicado há já algum tempo, no jornal Tinta Fresca.
Para que não restem dúvidas: sei bem o que significa para os meus irmãos serem professores. E sei que são excelentes professores, que trabalham muito e com afinco. Chego a afirmar que sortudos os pais cujos filhos são seus alunos. Porque conheço as suas vidas. E por isso sei que não são nenhuns privilegiados. E não admito, portanto, que lhes chamem o que já ouvi chamar.
Neste caso, estou convencido que as coisas como estão não levam a nenhum lado. É preciso mudanças, é preciso trabalhar mudando o que precisa de ser mudado e mantendo o que se justifica manter. Por exemplo, na grande questão que se tem colocado, também eu estou convencido que a avaliação de professores é uma necessidade. Como as avaliações em todos os sectores da sociedade. E o curioso é que os meus irmãos também estão perfeitamente de acordo com tudo isto.
E como disto de educação apenas conheço [se calhar mal] o que o cidadão comum conhece, apenas desejo que no fundo, no fundo, todos possam aprender que a vida nos pede continuamente que saibamos descobrir a cada passo a sabedoria serena, que faz avançar a história da humanidade.
E, já agora, porque vem a propósito, aconselho a leitura do texto de Mário Lopes, A Educação, a bateria e a especialização, publicado há já algum tempo, no jornal Tinta Fresca.
domingo, março 09, 2008
Desabafos clubistas (3)
Sem surpresas, cumpriu-se o que se estava já há algum tempo a prever. Hoje, José António Camacho, o até agora técnico encarnado, despediu-se e foi-se embora. Depois de mais uma jornada em que o habitual deste ano se mostrou mais uma vez.
Continuo a pensar que cada vez que o meu Clube se tem de deslocar ao Estádio do SLB é um cabo de trabalhos. É o factor de jogar fora de casa, estou quase convencido. Mas lá que aquilo, de equipa apenas tem o nome, lá isso parece ser a verdade actual.
Parece que lá para as bandas de Benfica, ainda não se percebeu lá muito bem que gerir um clube de futebol é mais que saber gerir a economia da coisa. É gerir uma equipa de futebol, com tudo o que isso quer dizer: balneário, técnicos e jogadores. Parece que é o que não se vê lá para os lados de Benfica.
O técnico foi-se embora. Parece que os dirigentes ficaram. Ainda, espero bem.
Continuo a pensar que cada vez que o meu Clube se tem de deslocar ao Estádio do SLB é um cabo de trabalhos. É o factor de jogar fora de casa, estou quase convencido. Mas lá que aquilo, de equipa apenas tem o nome, lá isso parece ser a verdade actual.
Parece que lá para as bandas de Benfica, ainda não se percebeu lá muito bem que gerir um clube de futebol é mais que saber gerir a economia da coisa. É gerir uma equipa de futebol, com tudo o que isso quer dizer: balneário, técnicos e jogadores. Parece que é o que não se vê lá para os lados de Benfica.
O técnico foi-se embora. Parece que os dirigentes ficaram. Ainda, espero bem.
E nós continuamos a olhar para o ar
Vale a pena ler o texto de Nuno Brederode Santos, de hoje, no Diário de Notícias, e que titula com alguma perspicácia “EM MEMÓRIA DO GUARDA RICARDO”.
Já agora, como ele diz: “Fica à consciência dos deputados da Nação. Que devem estar mais próximos da sageza de Estado do que o tal polícia de giro.”
Já agora, como ele diz: “Fica à consciência dos deputados da Nação. Que devem estar mais próximos da sageza de Estado do que o tal polícia de giro.”
sexta-feira, março 07, 2008
Mas isto anda tudo doido ou quê?
Agentes quiseram saber quantos professores pretendem ir à manifestação
Escolas no Porto e em Ourém questionadas pela PSP sobre participação no protesto de sábado
Público, 06.03.2008
Escolas no Porto e em Ourém questionadas pela PSP sobre participação no protesto de sábado
Público, 06.03.2008
Uma questão de ondas, é verdade
Vale a pena dar uma olhadela à crónica da Fernanda Câncio, de hoje, no Diário de Notícias, sobre a questão da violência nas nossas sociedades. Na verdade, hoje, assiste-se, em Portugal, a um recrudescer das notícias bombásticas sobre crimes. A cada dia que passa, lá vamos lendo, ouvindo e vendo mais um caso de violência que acontece à nossa volta. E depois, olhamos os dados estatísticos e surpreendemo-nos.
Mas estou de acordo com a jornalista, nomeadamente como termina o texto:
“Quer isto dizer que não devemos preocupar-nos? Que o que sucedeu na última semana não tem importância? Claro que devemos preocupar-nos com o facto de ter havido seis (ou sete, ainda não é certo) mortes violentas em poucos dias. Mas confundir isso com "um aumento da criminalidade" é um pouco como dizer, no dia das enxurradas de 18 de Fevereiro, que 2008 não vai ser um ano seco. As ondas são assim: vistas de perto fazem um grande efeito, mas de longe fundem-se no mar.”
Mas estou de acordo com a jornalista, nomeadamente como termina o texto:
“Quer isto dizer que não devemos preocupar-nos? Que o que sucedeu na última semana não tem importância? Claro que devemos preocupar-nos com o facto de ter havido seis (ou sete, ainda não é certo) mortes violentas em poucos dias. Mas confundir isso com "um aumento da criminalidade" é um pouco como dizer, no dia das enxurradas de 18 de Fevereiro, que 2008 não vai ser um ano seco. As ondas são assim: vistas de perto fazem um grande efeito, mas de longe fundem-se no mar.”
Desabafos clubistas (2)
Eu não dizia? Eu não dizia?
Ai, ai. O que vale é que o meu coitado do coração já começa a olhar para tudo isto com o mesmo olhar que o meu pai sempre teve para com o seu Belém: Seja qual for o resultado dos jogos, os nossos ganham sempre. Nem que seja em pensamento. É a maneira que vamos tendo para a desilusão se diluir na serena tranquilidade dos nossos desejos.
É o que nos vai restando.
Ah, é verdade: Como sempre, não fui capaz de ver o jogo. Preferi uma amena cavaqueira de amizade partilhada. Fiquei eu a ganhar.
Ai, ai. O que vale é que o meu coitado do coração já começa a olhar para tudo isto com o mesmo olhar que o meu pai sempre teve para com o seu Belém: Seja qual for o resultado dos jogos, os nossos ganham sempre. Nem que seja em pensamento. É a maneira que vamos tendo para a desilusão se diluir na serena tranquilidade dos nossos desejos.
É o que nos vai restando.
Ah, é verdade: Como sempre, não fui capaz de ver o jogo. Preferi uma amena cavaqueira de amizade partilhada. Fiquei eu a ganhar.
quinta-feira, março 06, 2008
Desabafos clubistas
Hoje é dia de grande ânsia (para não dizer outra coisa) para o meu coitado coração.
É que o meu Benfica lá vai ter uma terrível deslocação ao Estádio do SLB, para o jogo da Taça UEFA, com os espanhóis do Getafe.
Até por isso, bem gostava de uma boa vitória do meu emblema.
Boa! Vamos nisso, malta?
É que o meu Benfica lá vai ter uma terrível deslocação ao Estádio do SLB, para o jogo da Taça UEFA, com os espanhóis do Getafe.
Até por isso, bem gostava de uma boa vitória do meu emblema.
Boa! Vamos nisso, malta?
quarta-feira, março 05, 2008
“HAIKU” [XIII]
Perdida nos bosques –
Apenas um som de folha
Cai no meu chapéu.
TAGAMI KIKUSHA (1753-1826)
Apenas um som de folha
Cai no meu chapéu.
TAGAMI KIKUSHA (1753-1826)
terça-feira, março 04, 2008
Ler os outros
- A política oba oba – Inês Pedrosa – [Expresso]
. - Expressão atractiva – Leonor Pinhão – [Correio da Manhã]
. - A lição de Obama – Pedro Adão e Silva – [Diário Económico]
Um pouco de auto-estima [q.b.] nunca fez mal a ninguém [antes pelo contrário!]
Tenho confiança no futuro de Portugal - e dos portugueses -, sempre tive. Mesmo nos anos cinzentos e tão tristes da ditadura. Durou de mais, é verdade, mas a liberdade chegou-nos, finalmente. Nos últimos trinta anos, Portugal progrediu imenso. É incontestável! E não é agora por a Europa estar em crise – e o mundo a entrar em recessão – ou por sentirmos, é verdade, "um difuso mal-estar" que os órgãos de comunicação social ampliam, que nós vamos perder a confiança em nós próprios e no destino português!
Mário Soares
PORTUGAL E O FUTURO
Diário de Notícias, 04.03.2008
Mário Soares
PORTUGAL E O FUTURO
Diário de Notícias, 04.03.2008
segunda-feira, março 03, 2008
Provérbios
Quem vai para o céu por não saber pecar, pouco tem que louvar.
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora
domingo, março 02, 2008
Isto, subscrevo
Um médico declarou que o comando remoto do televisor é amigo da obesidade. Em condições normais, a notícia bem podia sulcar as águas mansas da minha total indiferença. Mas agora, ferido de asa, inquieta-me logo a ideia de isto galvanizar o Chico George (desculpa lá o mau jeito). Sou um sexagenário inactivo. Estou mais cheiinho, mas (ainda) não sou obeso. Deixem-me lá continuar a usar o meu comando, sem ter de alçar as nalgas da poltrona. Só faço isso na minha casa, garanto.
Nuno Brederode Santos
DIREITO À PREGUIÇA
Diário de Notícias, 02.03.2008
Nuno Brederode Santos
DIREITO À PREGUIÇA
Diário de Notícias, 02.03.2008
sábado, março 01, 2008
Isto começa a ser giro…
O líder do PND, Manuel Monteiro, esclareceu hoje, em declarações à Lusa, que interpretou como "um recado" a Jorge Coelho a frase de Ana Gomes "Quem se mete com Paulo Portas leva!", a propósito de corrupção.
Expresso, 01.03.2008
Expresso, 01.03.2008
Contestação também dentro de casa?
"Apesar de pertencermos ao mesmo partido, isto só prova que temos diferentes modos de estar na vida, mais até do que na política. Eu só queria que me demonstrassem onde querem chegar, que escola quer esta equipa e como pretendem obtê-la com este controlo burocrático brutal, que só me lembro de ter visto no tempo em que Manuela Ferreira Leite era ministra."
Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação do PS
Diário de Notícias, 01.03.2008
Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação do PS
Diário de Notícias, 01.03.2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Outras leituras
- Censura – João Paulo Guerra – [Diário Económico]
. - O DESENCANTAMENTO DA POLÍTICA – Maria José Nogueira Pinto – [Diário de Notícias]
Mas c’um raio! Não me digam que era preciso isto tudo?!...
Almeida Pereira já não vai dirigir Judiciária do Porto
O magistrado do Ministério Público Almeida Pereira decidiu hoje voltar atrás quanto à aceitação do convite para ser o próximo director da Polícia Judiciária (PJ) do Porto
Sol, 28.02.2008
O magistrado do Ministério Público Almeida Pereira decidiu hoje voltar atrás quanto à aceitação do convite para ser o próximo director da Polícia Judiciária (PJ) do Porto
Sol, 28.02.2008
Há dias assim
O meu amigo Zé está triste. Pelo menos nos últimos tempos, quando nos encontramos, já não vejo nele aquele olhar limpo, claro, brilhante. Já não escuto a sua voz larga e bem audível, até para além dos nossos espaços, já não troa a sua gargalhada franca e tranquila. Já não me apertam os seus braços abrasantes quando chega ao pé de mim e me asfixia sem apelo nem agravo.
O meu amigo Zé tem andado triste. E, na sua tristeza, dei por mim a pensar na minha própria insatisfação. Na verdade, têm-me faltado, nos últimos tempos, a ardência da sua presença que me contagiava na satisfação que sentíamos no simples gesto de respirar.
O meu amigo Zé tem andado triste. E eu, cá por mim, apenas me sinto capaz de olhar os seus olhos ainda na penumbra da própria vida.
O meu amigo Zé tem andado triste. E, na sua tristeza, dei por mim a pensar na minha própria insatisfação. Na verdade, têm-me faltado, nos últimos tempos, a ardência da sua presença que me contagiava na satisfação que sentíamos no simples gesto de respirar.
O meu amigo Zé tem andado triste. E eu, cá por mim, apenas me sinto capaz de olhar os seus olhos ainda na penumbra da própria vida.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Dixit
Por mais que os protagonistas se afadiguem em explicações, a embrulhada sobre o casino de Lisboa é exactamente aquilo que parece: uma vergonha. Como fica claro na carta ao então ministro Telmo Correia, revelada há uma semana pelo EXPRESSO, a Estoril-Sol apostou e ganhou, permitindo-se, inclusive, explicar ao ministro do CDS como devia fazer as coisas. Está tudo dito. Pena não haver, ou não terem sido divulgados por enquanto, documentos igualmente esclarecedores sobre outros casos obscuros envolvendo ministros do CDS, desde os sobreiros de Benavente aos famosos submarinos. Que tantas suspeitas de favorecimento e compadrio recaiam sobre o partido cujo líder mais fala de ética e sentido de Estado, eis o que não deixa de ser admirável.
Fernando Madrinha
Uma espécie de Cavaco
Expresso, 25.02.2008
Fernando Madrinha
Uma espécie de Cavaco
Expresso, 25.02.2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Premonições
Mesmo sabendo que já não há muito para admirar
E que cada vez mais os dias que acabamos por percorrer
São tempos de permanente inquietação,
Sempre acreditei que o que nos estava destinado
Por uma qualquer predestinação ou apenas fugaz enigma,
Era uma simples e pragmática forma de vida.
Mesmo sabendo que já não há muito para admirar
E que cada vez mais o desconhecido e o estranho
Eram, afinal, os nossos teoremas por re-descobrir,
Sempre entendi os meus passos e os meus destinos
Como horizontes dispersos no distante da viagem
Que, inexoravelmente, acabaríamos por alvorar.
E, no entanto, mesmo sentindo a admiração perene,
Acabaremos sempre, no fundo e apesar de tudo,
Por apenas saber conjugar o verbo sobreviver.
E que cada vez mais os dias que acabamos por percorrer
São tempos de permanente inquietação,
Sempre acreditei que o que nos estava destinado
Por uma qualquer predestinação ou apenas fugaz enigma,
Era uma simples e pragmática forma de vida.
Mesmo sabendo que já não há muito para admirar
E que cada vez mais o desconhecido e o estranho
Eram, afinal, os nossos teoremas por re-descobrir,
Sempre entendi os meus passos e os meus destinos
Como horizontes dispersos no distante da viagem
Que, inexoravelmente, acabaríamos por alvorar.
E, no entanto, mesmo sentindo a admiração perene,
Acabaremos sempre, no fundo e apesar de tudo,
Por apenas saber conjugar o verbo sobreviver.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Provérbios
Se difamar fosse virtude considerada, havia por aí muita gente beatificada.
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora
domingo, fevereiro 24, 2008
Outras leituras
- Dez dias que lhe abalaram o mundo – Nuno Brederode Santos – [Diário de Notícias]
. - Mudança, a palavra mágica… – Mário Soares – [Visão]
sábado, fevereiro 23, 2008
Ler os outros
É preciso distinguir entre causas e razões. Quando se age sob uma causalidade constringente, não há liberdade. Ser livre é propor-se ideais, deliberar e agir segundo razões e argumentos, impondo limites aos impulsos, inclinações e desejos, o que mostra que o Homem pode ser senhor dos seus actos e, assim, responsável, isto é, responder por eles.
Anselmo Borges
SOMOS LIVRES? DETERMINISMO E LIBERDADE
Diário de Notícias, 23.02.2008
Anselmo Borges
SOMOS LIVRES? DETERMINISMO E LIBERDADE
Diário de Notícias, 23.02.2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Vale a pena ler
- O preço – Miguel Carvalho – [Visão]
. - A mãe e o pai de Pedro Santana Lopes – Fernanda Câncio – [Diário de Notícias]
. - Tomada de Posição (Fevereiro 2008) – [SEDES]
Quando se tem razão, deve dizer-se que tem
«É conhecida a situação financeira do Município de Lisboa. Um passivo total de 1,5 mil milhões de euros, dos quais 360 milhões em dívidas de curto prazo a fornecedores, à data da minha posse.
Neste contexto, a prioridade da acção municipal é clara: rigor na gestão, pagar aos credores e sanear as finanças. Só assim, como sempre disse, a Câmara poderá voltar a funcionar e começar a preparar o futuro.
O enorme esforço que tem sido imposto aos serviços - e aos funcionários municipais - tem produzido resultados. Em 2007, Lisboa já não excedeu os limites de endividamento, conseguimos pagar cerca de 80 milhões de euros de dívidas a fornecedores e o Orçamento para o corrente ano de 2008 conseguiu um corte global de 34% na despesa.
(…)
A aprovação ontem, por unanimidade, na Câmara Municipal de Lisboa, juntando todas as forças políticas, da reacção ao Acórdão do Tribunal de Contas é um bom sinal. Desde logo para os credores. Mas também para todos os lisboetas, todos os que querem ver a sua cidade voltar a funcionar e com confiança no futuro.»
António Costa
CONFIANÇA NO FUTURO
Diário de Notícias, 22.02.2008
Neste contexto, a prioridade da acção municipal é clara: rigor na gestão, pagar aos credores e sanear as finanças. Só assim, como sempre disse, a Câmara poderá voltar a funcionar e começar a preparar o futuro.
O enorme esforço que tem sido imposto aos serviços - e aos funcionários municipais - tem produzido resultados. Em 2007, Lisboa já não excedeu os limites de endividamento, conseguimos pagar cerca de 80 milhões de euros de dívidas a fornecedores e o Orçamento para o corrente ano de 2008 conseguiu um corte global de 34% na despesa.
(…)
A aprovação ontem, por unanimidade, na Câmara Municipal de Lisboa, juntando todas as forças políticas, da reacção ao Acórdão do Tribunal de Contas é um bom sinal. Desde logo para os credores. Mas também para todos os lisboetas, todos os que querem ver a sua cidade voltar a funcionar e com confiança no futuro.»
António Costa
CONFIANÇA NO FUTURO
Diário de Notícias, 22.02.2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Dixit
«(…) Sócrates é, por isso, o primeiro interessado em que a esquerda, com a cumplicidade de alguma direita ingénua, o pinte como um político que governa em acordo com a direita e que, por isso, existe para além dos desvarios de Alegre, PCP e Bloco. Dá-lhe espaço para ir jogando com a sua própria ambiguidade ideológica, que, no fundo, é a ambiguidade do País. (…)»
Pedro Lomba
O TABU DE SÓCRATES
Diário de Notícias, 21.02.2008
Pedro Lomba
O TABU DE SÓCRATES
Diário de Notícias, 21.02.2008
“HAIKU” [XI]
Ameixeira de Inverno –
Botões juntos uns aos outros
À luz da tardinha.
ISHIBASHI HIDENO (1909-1947)
Botões juntos uns aos outros
À luz da tardinha.
ISHIBASHI HIDENO (1909-1947)
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Têm medo de quê?
PSD chumba audições a Jardim Gonçalves e Teixeira Pinto
Social-democratas foram os únicos a votar contra a proposta do PCP. Até o PS se absteve...
Expresso, 20.02.2008
Social-democratas foram os únicos a votar contra a proposta do PCP. Até o PS se absteve...
Expresso, 20.02.2008
Dixit
Quanto mais próximo um mito está de nós mais nos damos conta de um facto terra-a-terra: os mitos existem. E quanto mais vivo é um mito mais asfixia os humanos e lhes dá vontade de partir. Azar, o mito não deixa.
Ferreira Fernandes
DEUS NOS LIVRE DOS MITOS
Diário de Notícias, 20.02.2008
Ferreira Fernandes
DEUS NOS LIVRE DOS MITOS
Diário de Notícias, 20.02.2008
Pensamentos subversivos (LXI)
Cada vez mais me vai parecendo que há para aí um coro de virgens arrependidas que não param de vociferar “Aqui del’Rei!” cada vez que alguém apenas tem a vontade de nos vir falar a verdade com a linguagem chã e clara da gente simples.
Se calhar, esquecem, essas virgens arrependidas, as suas honras entretanto perdidas.
Se calhar, esquecem, essas virgens arrependidas, as suas honras entretanto perdidas.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Notícia do dia
Tribunal de Contas chumba empréstimo
O Tribunal de Contas recusou dar o visto prévio ao empréstimo de 360 milhões de euros que a Câmara de Lisboa pretendia contrair. (…)
Costa apostou a quase totalidade do plano de saneamento financeiro da autarquia na contracção de um empréstimo de 360 milhões de euros junto da Caixa Geral de Depósitos. O dinheiro é crucial para a Câmara de Lisboa pagar aos seus fornecedores, evitando que a cidade fique paralisada.
Expresso, 19.02.2008
O Tribunal de Contas recusou dar o visto prévio ao empréstimo de 360 milhões de euros que a Câmara de Lisboa pretendia contrair. (…)
Costa apostou a quase totalidade do plano de saneamento financeiro da autarquia na contracção de um empréstimo de 360 milhões de euros junto da Caixa Geral de Depósitos. O dinheiro é crucial para a Câmara de Lisboa pagar aos seus fornecedores, evitando que a cidade fique paralisada.
Expresso, 19.02.2008
Bem dito
«(…) No dia em que a coisa pública, - ou seja, a política -, for apenas regulada por leis, sem que seja atendível nenhuma norma ética, nenhuma cláusula de consciência, nenhum princípio de transparência, nenhum impulso de serviço à comunidade, de cuidados aos outros, a política morrerá e os políticos não mais serão do que uma tecnocracia, uma casta na qual ninguém se reverá e na qual muito menos alguém encontrará legitimidade para governar a sociedade, cobrar-lhe impostos ou impor-lhe leis e restrições.
É este desplante de alguns políticos (ao nível local, regional e nacional e de muita gente na administração), que não é devidamente sancionado quando prevaricam, que é necessário denunciar. Não se trata de calúnias, trata-se de uma necessidade vital para que possamos manter uma sociedade livre na qual nos reconheçamos.
Tentar reduzir isto à mera má-língua ou ao disparate é um simples suicídio.»
Henrique Monteiro
Aproveitar as denúncias de Marinho e Pinto
Expresso, 18.02.2008
É este desplante de alguns políticos (ao nível local, regional e nacional e de muita gente na administração), que não é devidamente sancionado quando prevaricam, que é necessário denunciar. Não se trata de calúnias, trata-se de uma necessidade vital para que possamos manter uma sociedade livre na qual nos reconheçamos.
Tentar reduzir isto à mera má-língua ou ao disparate é um simples suicídio.»
Henrique Monteiro
Aproveitar as denúncias de Marinho e Pinto
Expresso, 18.02.2008
Sem um bom “tabuzinho”, não há notícia
Em 50 minutos de conversa uma única novidade: o primeiro-ministro ainda não decidiu se se recandidatará ao cargo nas legislativas do próximo ano. Sócrates também já tem um tabu.
Público, 19.02.2008
Público, 19.02.2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
N’alguma coisa, se tem que poupar
O Governo tem feito da redução da despesa pública um dos seus cavalos de batalha, mas se tem conseguido fazer com que o aumento dos gastos com salários seja menor, o mesmo não se pode dizer em relação à aquisição de serviços. Entre 2006 e 2007 a despesa com remunerações aumentou 63 milhões de euros, ou seja, 0,8 por cento, enquanto os gastos com a aquisição de serviços subiu perto de 155 milhões de euros, isto é, 19,3 por cento.
Correio da Manhã, 18.02.2008
Correio da Manhã, 18.02.2008
"Meditabundando"
Aparentes Fazedores do Tempo na Política
Tal como o povo, perante quem seja entendido no tempo e o preveja com um dia de antecedência, admite tacitamente que ele faz o tempo, assim também mesmo pessoas cultas e doutas, recorrendo a uma fé supersticiosa, atribuem aos grandes estadistas todas as alterações e conjunturas importantes que se deram durante o seu governo, como se estas fossem a sua obra mais pessoal, quando é simplesmente visível que aqueles souberam alguma coisa do assunto mais cedo do que outros e fizeram o seu cálculo em conformidade: portanto, são também tomados por fazedores do tempo... e essa crença não é o mais insignificante instrumento do seu poder.
Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'
Citação daqui
Tal como o povo, perante quem seja entendido no tempo e o preveja com um dia de antecedência, admite tacitamente que ele faz o tempo, assim também mesmo pessoas cultas e doutas, recorrendo a uma fé supersticiosa, atribuem aos grandes estadistas todas as alterações e conjunturas importantes que se deram durante o seu governo, como se estas fossem a sua obra mais pessoal, quando é simplesmente visível que aqueles souberam alguma coisa do assunto mais cedo do que outros e fizeram o seu cálculo em conformidade: portanto, são também tomados por fazedores do tempo... e essa crença não é o mais insignificante instrumento do seu poder.
Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'
Citação daqui
domingo, fevereiro 17, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
Ler os outros
Os recentes, e tristes, acontecimentos no Grémio Lisbonense fizeram-me pensar em como a miopia política muitas vezes não entende algo que é essencial: uma cidade não vive só de escritórios de empresas, de condomínios, de comércio. Vive, também, do dinamismo da cultura que a anima.
Fernando Sobral
Jornal de Negócios, [Gato no sofá], 15.02.2008
Fernando Sobral
Jornal de Negócios, [Gato no sofá], 15.02.2008
Por mais que goste deles, não consigo deixar de lhe dar razão
Já sei o que há para saber: perigosos são os cães perigosos, os donos dos cães perigosos e os criadores dos cães perigosos. Estes últimos com a agravante de terem ganho com as cicatrizes de Eva.
Ferreira Fernandes
PARA ACABAR DE VEZ COM OS 'ROTTWEILERS'
Diário de Notícias, 16.02.2008
Ferreira Fernandes
PARA ACABAR DE VEZ COM OS 'ROTTWEILERS'
Diário de Notícias, 16.02.2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Vale a pena ler
- É a saúde, estúpido! – Boaventura Sousa Santos – [Visão]
. - O aborto da Torredeita no aniversário do “Sim” – Fernanda Câncio – [Diário de Notícias]
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Pensamentos subversivos (LIX)
Cada vez me quer mais parecer cá a mim que no meio disto tudo, se calhar, afinal quem vai acabar por ser o único culpado vai ser o pobre do Ricardo Bexiga.
Citação do dia
O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima
Georg Christoph Lichtenberg
Citação daqui
Georg Christoph Lichtenberg
Citação daqui
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Lá que dá que pensar, lá isso dá
"A mudança a que vamos assistir na CGTP vem impregnada de uma outra coisa que não augura nada de bom, vem impregnada de jovens (na idade) velhíssimos na mentalidade, jovens delegados sindicais a quem, logo que são nomeados, (é esta a palavra na maioria dos casos) é dada uma formação (no distrito de Setúbal é assim) em luta de classes na quinta da Atalaia no Seixal, ficando depois preparados para assumir um cargo na direcção do sindicato nas eleições seguintes".
António Chora [líder dos trabalhadores da Auto Europa]
Diário de Notícias, 13.02.2008
António Chora [líder dos trabalhadores da Auto Europa]
Diário de Notícias, 13.02.2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
É pá, o homem acordou
«Só quero que todo o desconforto criado por este processo no futebol português termine o mais rápido possível. Logo, espero que o processo seja julgado com justiça e com clareza»
Gilberto Madail, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)
In A Bola, 11.02.2008
Gilberto Madail, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)
In A Bola, 11.02.2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Uma questão de dignidade?…
Por acaso, não me quererão convencer que uma corda, um tiro na cabeça (ou noutra parte do corpo), uma injecção, por exemplo, terão mais dignidade para o ser humano, que uma cadeira?…
Na ‘mouche’
«(…) Acontece que Alípio Ribeiro disse uma coisa simples. Uma coisa, aliás, que eu pessoalmente partilho e que julgo ser consensual para quem não quer fazer de cada declaração um acto político, ou para quem pense que as pessoas e os seus sentimentos e emoções contam. (…)»
Henrique Monteiro
A declaração sensata de Alípio Ribeiro
Expresso, 11.02.2008
Henrique Monteiro
A declaração sensata de Alípio Ribeiro
Expresso, 11.02.2008
domingo, fevereiro 10, 2008
Tudo a decorrer, portanto, dentro da mais perfeita normalidade
Carrinhos de choque sem fiscalização seis meses após morte de menina de seis anos
O Instituto Português da Qualidade (IPQ) ainda não definiu qual a entidade responsável para inspeccionar as pistas de carrinhos de choque, apesar da legislação em vigor desde 2002 estipular que os divertimentos ambulantes devem ter um certificado de inspecção para funcionar.
Público, 10.02.2008
O Instituto Português da Qualidade (IPQ) ainda não definiu qual a entidade responsável para inspeccionar as pistas de carrinhos de choque, apesar da legislação em vigor desde 2002 estipular que os divertimentos ambulantes devem ter um certificado de inspecção para funcionar.
Público, 10.02.2008
sábado, fevereiro 09, 2008
Se não se acautela, ainda o mandam calar… [Podia estar nas minhas “dúvidas subversivas”]
«(…) Sem culpa, com culpa de um ou do outro ou dos dois, por vezes, "a separação é lícita e inevitável".
Quando já não há amor, já não são aquele e aquela que se conheceram e amaram. O tempo mudou-os.
Se, depois, em dignidade e na responsabilidade, refizeram a vida num novo casamento, deverá a Igreja, lembrando-se de Jesus, o da inclusão, manter para todos, definitivamente, a exclusão da comunhão?»
Anselmo Borges
O CARDEAL TETTAMANZI E OS CATÓLICOS DIVORCIADOS
Diário de Notícias, 09.02.2008
Quando já não há amor, já não são aquele e aquela que se conheceram e amaram. O tempo mudou-os.
Se, depois, em dignidade e na responsabilidade, refizeram a vida num novo casamento, deverá a Igreja, lembrando-se de Jesus, o da inclusão, manter para todos, definitivamente, a exclusão da comunhão?»
Anselmo Borges
O CARDEAL TETTAMANZI E OS CATÓLICOS DIVORCIADOS
Diário de Notícias, 09.02.2008
É pá, se ele o diz…
O presidente do governo regional dos Açores, Carlos César (PS), admite que aviões transportando alegados suspeitos de terrorismo para a base norte-americana de Guantanamo, em Cuba, tenham passado em território nacional, o que considera "lamentável".
Expresso, 09.02.2008
Expresso, 09.02.2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
"Meditabundando"
Todo o Amor é Imaginário
Os homens não amam aquilo que cuidam que amam. Por quê? Ou porque o que amam não é o que cuidam; ou porque amam o que verdadeiramente não há. Quem estima vidros, cuidando que são diamantes, diamantes estima e não vidros; quem ama defeitos, cuidando que são perfeições, perfeições ama, e não defeitos. Cuidais que amais diamantes de firmeza, e amais vidros de fragilidade: cuidais que amais perfeições Angélicas, e amais imperfeições humanas. Logo os homens não amam o que cuidam que amam. Donde também se segue, que amam o que verdadeiramente não há; porque amam as coisas, não como são, senão como as imaginam, e o que se imagina, e não é, não o há no mundo.
Padre António Vieira, in "Sermões"
Citação daqui
Os homens não amam aquilo que cuidam que amam. Por quê? Ou porque o que amam não é o que cuidam; ou porque amam o que verdadeiramente não há. Quem estima vidros, cuidando que são diamantes, diamantes estima e não vidros; quem ama defeitos, cuidando que são perfeições, perfeições ama, e não defeitos. Cuidais que amais diamantes de firmeza, e amais vidros de fragilidade: cuidais que amais perfeições Angélicas, e amais imperfeições humanas. Logo os homens não amam o que cuidam que amam. Donde também se segue, que amam o que verdadeiramente não há; porque amam as coisas, não como são, senão como as imaginam, e o que se imagina, e não é, não o há no mundo.
Padre António Vieira, in "Sermões"
Citação daqui
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
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