quarta-feira, junho 18, 2008

A ler

ONDE PÁRA A ESQUERDA?Baptista-Bastos – [Diário de Notícias]

Divagações [3]

Tenho na minha caneta
A tinta que escorre breve
E me preenche os papéis
Com que procuro afirmar
A minha essência de vida.

segunda-feira, junho 16, 2008

Pensamentos subversivos (LXIX)

Não. Não vou falar do treinador da nossa selecção nacional de futebol. Nem do jogo de ontem.

DI: É evidente que o que mais quero é que os nossos ganhem o Europeu!

domingo, junho 15, 2008

Outras Leituras [perdidas no tempo]

Açorda à portuguesa

Pão de trigo, sem ter sombra de joio;
Azeite do melhor, de Santarém;
Alho do mais pequeno, e do saloio,
Ponha em lume brandinho e mexa bem;

Sal que não seja inglês – porque é remédio.
Toda a criança assim alimentada
É capaz de deitar abaixo um prédio
Quatro meses depois de desmamada.

Com este bom pitéu, sem refogados,
Invenção puramente lusitana,
Os ilustres varões assinalados
Passaram ‘inda além da Taprobana.

Fortes p’la açorda, demos nós aos mouros,
Como se sabe, uma fatal derrota;
E abiscoitámos majestosos louros
Para os nobres troféus de Aljubarrota.

In A Cosinheira das Cosinheiras,
Por Rosa Maria
Empresa Literária Universal, Lisboa, [Século passado]

sexta-feira, junho 13, 2008

Outros olhares

Imagens africanas (Zaire) de Stº António datas do séc XIX
Museu fur Volkerkunde de Berlim
Imagem daqui

terça-feira, junho 10, 2008

Os meus olhares


A ler

Mas qual, Senhor, mas qual?

“Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”
Público, 09.06.2008

segunda-feira, junho 09, 2008

Outras leituras

«(…) De facto, para que serve uma "off-shore"? Para esconder dinheiro - nada mais. E porque se quer esconder dinheiro? Por más ou menos boas razões. As más são para ajudar governantes corruptos a roubar os respectivos países ou branquear lucros de actividades criminosas, tais como droga, contrabando de armas, de meninas do Leste ou compras e vendas de jogadores de futebol por valores diferentes dos declarados. A razão menos boa é, singelamente, para fugir ao Fisco. Parece que os muito ricos sofrem de uma síndroma incurável, que é uma natural repulsa em compartilhar parte da sua fortuna com o Estado, por via fiscal. E o Estado, compreensivo, aceita a sua repulsa de acordo com o princípio patriótico de que mais vale um rico que foge ao Fisco do que um rico que foge ao país. O "off-shore" da Madeira foi criado em obediência a esta fatalidade: "Se o não fizermos, eles põem o dinheiro no Luxemburgo ou nas ilhas Caimão". Eis porque é uma hipocrisia o Ministério Público andar agora desconfiado do "off-shore" da Madeira. Desconfiado de quê - de que ele serve para o que serve? (…)»
Miguel Sousa Tavares
Heróis do ar
Expresso, 09.06.2008

domingo, junho 08, 2008

Questões pertinentes

Será justa, será legítima, uma sociedade em que a coisa mais intocável, se não «sagrada», é a margem de lucro?
José Carlos de Vasconcelos
Não fechar portas
Visão, 05.06.2008

sábado, junho 07, 2008

sexta-feira, junho 06, 2008

Os 'enganos' do nosso tempo

Vale bem a pena ler o artigo de opinião que Boaventura de Sousa Santos nos ofereceu, ontem, na revista Visão [ainda não o descobri ‘linkado’], assim chamado: “A cultura do ludíbrio”.

Termina assim:

“Para disfarçar o problema moral, os cúmplices da guerra e da destruição têm recorrido a tudo. Um comentador de direita socorreu-se recentemente da mais desconcertante justificação da guerra: se não havia ADMs [armas de destruição maciça], havia pelo menos a convicção de que elas existiam. Ora o livro de McClellan acaba de lhe retirar este argumento. De qual se socorrerá agora?
O trágico é que a ‘máquina’ de propaganda continua montada e está agora dirigida ao Irão. O seu funcionamento será mais difícil e sê-lo-á tanto mais quanto melhores condições tiverem os jornalistas para cumprir o seu Código Deontológico.”

quinta-feira, junho 05, 2008

quarta-feira, junho 04, 2008

A ler

terça-feira, junho 03, 2008

Boa questão

E quem paga tudo isto?
Quais são as consequências práticas para um serviço do Estado ou para um ministério que aplica os dinheiros públicos à margem da lei? Como é possível que existam 1700 milhões de euros em irregularidades na Conta Geral do Estado?

Miguel Alexandre Ganhão
Correio da Manhã, 03.06.2008

segunda-feira, junho 02, 2008

domingo, junho 01, 2008

Dia Mundial da Criança [Era bom que se pensasse nisto!]

«Muitas crianças da grande Lisboa não comem jantar completo
Geralmente sentem-se felizes, gostam da escola e do bairro onde vivem. Mas quase metade (45,8 por cento) das cinco mil crianças inquiridas em sete concelhos da Grande Lisboa dizem que sentem que a família tem dificuldades financeiras.
Apesar de serem raras as que afirmam que não têm comida em casa quando têm fome (2,4 por cento), só uma pequena parcela (12 por cento) costuma fazer uma refeição completa de sopa, prato e fruta ao jantar. O que, segundo um grupo de investigadores, indicia “potenciais problemas ao nível da dieta alimentar”.
Chama-se "Um olhar sobre a pobreza infantil – Análise das condições de vida das crianças" e é um estudo de Amélia Bastos, Graça Leão Fernandes e José Passos, do Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, e de Maria João Malho, do Instituto de Apoio à Criança.»
Público, 01.06.2008

Os meus olhares [Rock in Rio]




sábado, maio 31, 2008

Os meus olhares


“HAIKU” [XXVI]

Cigarra da tarde,
Não sabes que o dia finda
Sem a tua ajuda?

DEN SUTEJO (1633-1698)

sexta-feira, maio 30, 2008

Os meus olhares


"Meditabundando"

O Verdadeiro é Simples
O verdadeiro, o bom, o inigualável é simples e é sempre idêntico a si mesmo, seja qual for a forma sob a qual ocorre. Pelo contrário, o erro, sobre o qual sempre recairá a censura, é de uma extrema diversidade, diferente em si mesmo, em luta não apenas contra o verdadeiro e bom mas também consigo mesmo, sempre em contradição consigo próprio. É por isso que em todas as literaturas as expressões de censura hão-de ser sempre muito mais que as palavras destinadas aos louvores.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
Citação
daqui

quinta-feira, maio 29, 2008

Os meus olhares


Há horas assim…

Debate, esta noite, na SIC. Candidatos à liderança no PSD.
Reacção cá em casa: “Valha-nos Deus!”

quarta-feira, maio 28, 2008

terça-feira, maio 27, 2008

Viajando o tempo

Às vezes é mesmo preciso que deixemos a distância manifestar-se para descobrirmos que a nossa vida do dia a dia mais não é do que apenas o passar dos próprios dias. Sem mais que isso mesmo. Mesmo que nos julguemos importantes actores da encenação que conhecemos por vida.

segunda-feira, maio 26, 2008

terça-feira, maio 20, 2008

“HAIKU” [XXV]

Com a mãe doente
As crianças já não brigam –
Seu jantar é frio.

YOSHINO YOSHIKO (n. 1915)

segunda-feira, maio 19, 2008

A ler

  • São coisas da vidaMiguel Sousa Tavares – [Expresso]

domingo, maio 18, 2008

Divagações [2]

Este é o tempo de obrigar o silêncio
A manifestar o seu sentir.
Tenho para mim que apenas
Podemos aprender a escutar
Se o ar que respirarmos
Possuir a serenidade e a paz
Que só os pacientes atentos
Conhecem e podem saborear.

sexta-feira, maio 16, 2008

“Lounge” [Caldas da Rainha]

Estive lá. Está bem giro. Ambiente calmo, sereno e agradável, como convém a quem gosta de passar um tempo agradável em boa companhia.

























Vale a pena aparecer por lá. Vão ver que sabe bem.
E não é por acaso. É que quem está lá a receber-nos é o meu David e o amigo Sérgio, que se embrenharam nesta aventura.

quarta-feira, maio 14, 2008

terça-feira, maio 13, 2008

Divagações [1]

Quando a voz se levanta
Tornando visível o escondido
O sonho revela-se.

Quando a música se expande
Envolvendo o tempo eterno
O sonho revela-se.

Quando a palavra se sente
Absorvendo o ar que se respira
O sonho revela-se.

segunda-feira, maio 12, 2008

domingo, maio 11, 2008

"Meditabundando"

Bem e Corrupção
Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas: não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem se poderiam corromper se não fossem boas. Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis, e se não tivessem nenhum bem, nada haveria nelas que se corrompesse. De facto, a corrupção é nociva, e se não diminuísse o bem, não seria nociva. Portanto, ou a corrupção nada prejudica - o que não é aceitável - ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem. Isto não admite dúvida. Se, porém, fossem privadas de todo o bem, deixariam inteiramente de existir. Se existissem e já não pudessem ser alteradas, seriam melhores porque permaneciam incorruptíveis. Que maior monstruosidade do que afirmar que as coisas se tornariam melhores com perder todo o bem?
Por isso, se são privadas de todo o bem, deixarão totalmente de existir. Logo, enquanto existem são boas. Assim sendo, todas as coisas que existem são boas e aquele mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse substância seria um bem. Na verdade, ou seria substância incorruptível, e então era certamente um grande bem, ou seria substância corruptível, e nesse caso, se não fosse boa, não se poderia corromper.
Santo Agostinho, in 'Confissões'
Citação
daqui

quarta-feira, maio 07, 2008

Outros olhares

Sônia Menna Barreto
Enxuta

Imagem daqui

Digo eu, já agora

Silêncio não é ausência de som.

terça-feira, maio 06, 2008

Há histórias que merecem [mesmo] ser contadas

«(…) Há uns anos, e também no Algarve - em Loulé, se bem me lembro -, um jovem casal saiu para uma noite de Carnaval. Deixou no apartamento um bebé e a filha de cinco anos para dar lhe dar o biberão. A meio da noite, a catraia atrapalhou-se com o choro do irmãozito e foi bater à porta dos vizinhos. Estes resolveram o problema do momento. E ajudaram a resolver a causa do problema: de manhã, quando os pais foliões regressaram, os vizinhos deram-lhes uma tareia. É bom saber quando as instituições, como a boa vizinhança, funcionam.»
Ferreira Fernandes
ELE HÁ HISTÓRIAS EDIFICANTES
Diário de Notícias, 06.05.2008

Citação do dia

O mal nunca está no amor
Gide , André
Citação
daqui

segunda-feira, maio 05, 2008

Se calhar, o melhor é pensarmos muito a sério nisto tudo

«(…) Provavelmente, o que de mais grave tem acontecido em Portugal desde 2002 e que mais consequências dramáticas pode ter no futuro é a pauperização da classe média. E um país sem classe média é uma auto-estrada para o banditismo, a violência e a criminalidade. É sobre isto que têm obrigatoriamente de reflectir os governantes e os empresários: os primeiros porque têm conduzido uma política orçamental onde uma das pedras de toque foi o congelamento salarial durante três anos na função pública; os segundos porque as estatísticas mostram que, da riqueza produzida no país, cada vez é menor a fatia que cabe ao factor trabalho e maior a que vai para o factor capital. (…)»
Nicolau Santos
Os graves riscos do empobrecimento da classe média
Expresso, 05.05.2008

domingo, maio 04, 2008

Pontos de vista [2]

Já agora, sobre o conhecimento e a história, vale bem a pena ler o que o J Faustino nos deixa aqui, no seu Abécula.

As coisas [os minutos de silêncio, por ex.] nos seus devidos lugares

Os meus representantes nesta ilustre casa abandonaram a sala para não se sujeitarem à marosca. Os outros, bem, os outros, esses não me representam mesmo.

Vá lá, nem tudo está perdido: ainda existe gente [
Arrastão] que se inquieta e manifesta a sua indignação.

Os meus olhares [do dia]


sábado, maio 03, 2008

Pontos de vista

Parece estar hoje na moda falar-se da sociedade que somos, pela visão que dela têm os jovens.

Basta termos estado atentos a algumas vozes recentes, das quais o Presidente da República se tornou a mais pública e sonora.

Também hoje
Manuel Maria Carrilho e João Miranda, nas suas crónicas do Diário de Notícias, nos trazem este assunto à reflexão.

Na verdade, nos dias que correm, o que mais se vê e ouve por aí, é um quase profundo desinteresse pelas coisas da política. Então da partidária, nem se fala. E o que nos devia preocupar mesmo é que esse desinteresse, essa apatia, afinal, apenas tem a ver com uma coisa que nos diz respeito a todos. Tem a ver com o que nos habituámos a chamar de ‘coisa pública’ [a ‘res publica’, diziam ao antigos].

Mas no meio de tudo isto, não acho, como diz o JM, que a sociedade construída pela geração do 25 de Abril, seja uma sociedade falhada. Pode ser uma sociedade complicada, problemática, com mais dúvidas que certezas, pecadora até [como dirão alguns], mas falhada não.

Uma simples palavra

Às vezes basta uma simples palavra para deixar passar por nós a nossa memória, a nossa história.

Como aqui. Vale a pena ler, para descobrir a vontade de querer saber mais.

sexta-feira, maio 02, 2008

Tempos de inquietação

«(…) Não, numa história como esta não podemos falar de aumento de penas nem de mais polícia nem vociferar contra "a insegurança". Numa história como esta só podemos olhar para o rosto de Fritzl e tentar decifrar-lhe os sinais, aqueles que deveriam ter alertado toda a gente para o monstro que ali estava, e perceber que não havia maneira, que não há maneira. Nem de perceber - porque se no lugar da filha ainda nos conseguimos projectar, não há forma de pensar como será estar no dele, ser ele - nem de prevenir nem de evitar nem de adivinhar quando e como e porque é que estas coisas acontecem. Nem de encontrar castigos que apazigúem o nosso medo, e a dor e a perda horríveis, tenebrosas, destas vidas. Nenhum sistema penal ou moral nos responde a isto, nada nos protege deste mal. Porque está dentro. Das nossas casas, da nossa família, de tudo o que devia ser seguro e certo. De nós. Porque é humano, tão pavorosamente humano.»
Fernanda Câncio
A HUMANIDADE DO MAL
Diário de Notícias, 02.05.2008

quinta-feira, maio 01, 2008

Relembrar as Maddy’s desaparecidas

Esta noite, as televisões [re]lembraram-nos Madeleine Mccann. Ouvimos mais uma vez a dor daqueles pais. Faz [amanhã] um ano de desaparecimento. Não se pode esquecer, querem dizer-nos. E bem, diga-se.

Mas, curiosamente, não vi nem ouvi nas mesmas televisões falarem, por exemplo, de Alexandre da Silva Gabriel, Cláudia Alexandra Sousa, Rita Monteiro, Rui Pedro Mendonça, Sofia Oliveira. Nem reparei que tivessem também ouvido a dor dos pais destas crianças.

Por mim, ingénuo e crédulo, acredito que um dia os deuses me hão-de explicar porque [como] é que, no meio disto tudo ainda acreditamos ser todos “seus filhos”.

Já agora, para os inquietos da vida: ir
aqui e ver.

Outros olhares

Pintura de A. Galvão

quarta-feira, abril 30, 2008

É boa!

Se Alberto João Jardim decidir candidatar-se à liderança do PSD, já temos um responsável. Chama-se Cavaco Silva
Miguel Carvalho
A nódoa
Visão, 30.04.2008

terça-feira, abril 29, 2008

Coisas da vida

Há dias assim. Quando menos esperamos, surge-nos sempre algo, ou alguém, que nos leva a pensar que a vida é qualquer coisa que mexe connosco. Bem ou mal, nem importa, quase sempre. Mas que mexe, lá isso mexe.

Há alturas assim. Que, quase sempre sem o esperarmos, nos aparecem pela frente alguns que não nos deixam esquecer que a vida é para isso mesmo, para vivermos. E viver é isso mesmo. Percorrer o caminho, não com a certeza do rumo ou do cais a alcançar, mas com a dúvida, a incerteza do próprio terreno que pisamos.

Há momentos assim. Que, inesperados e súbitos, se descobrem assim mesmo, inesperados e súbitos. E que nos lembram e relembram que os nossos dias são isso mesmo, inesperados e súbitos.

Ah! E também há bolos assim. Que nos sabem bem com’ó caraças…

segunda-feira, abril 28, 2008

sábado, abril 26, 2008

Outros olhares

Jose António Gonzalez Escobar
Procesión Chichicastenango
Oil on canvas
Imagem
daqui

sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril

Sei que para muitos talvez já não haja palavras
Porque o tempo que agora se respira
É um tempo de outros verbos
De outros respirares
E sentires.

Sei que para muitos talvez já não haja poemas
Porque as canções que hoje nos soam
Trazem-nos novos sons
Novos ritmos
A sentir.

Talvez que para muitos, hoje,
Já não faça sentido
A canção escrita em Abril.
E que o sonho de uns tantos
Pareça ter-se diluído
Na espuma do tempo.

Talvez que já não haja sentir
Agora que outros sentires
Nos fascinam e seduzem.

Sei que talvez até para mim próprio
A vida não seja mais do que um outro talvez.

Sei tudo isso e sobre tudo isso
Talvez não saiba, afinal, nada de nada.

Mas lá que num Abril
Dum ano que ainda posso recordar
Me surpreendi,
Me alegrei,
Me redescobri
Com palavras e sons que eram novos
Lá isso não posso esquecer,
Nem deixar de lembrar.

Mesmo que talvez para muitos
O tempo hoje seja outro tempo.

Olhares do dia

Imagem sacada daqui

quinta-feira, abril 24, 2008

“HAIKU” [XXIV]

Sob a lua cheia,
Os corvos amedrontados
Refreiam a voz.

KAWAI CHIGETZU (1634?-1718)

terça-feira, abril 22, 2008

[Em tempo de] Memorial

No silêncio do murmúrio
Ouviram-se, intemporais,
As vozes dos que em tempos já gastos
Descobriram que muitas vezes
Apenas nos sabemos fechados no medo.

No silêncio de uma manhã aberta
Ouviram-se, serenas e tranquilas,
As vozes de alguns que nos tempos de hoje
Ainda querem continuar a descobrir
Que os homens sobem também o desafio.

No silêncio de hoje, como no de ontem,
Vamos aprendendo, afinal e tão-somente,
Que homens e mulheres apenas somos.

segunda-feira, abril 21, 2008

Também a mim, também mim

Esta viagem de Cavaco à Madeira serviu para me explicar, se eu não soubesse já, a razão pela qual jamais votei ou votarei neste homem. Porque, ao contrário do que ele parece pensar, não é o cargo que está ao serviço dele, mas ele que deveria estar ao serviço do cargo. E não esteve.
Miguel Sousa Tavares
Cavaco no estrangeiro
Expresso, 21.04.2008

Pensamentos subversivos (LXVII)

Não sei porquê, mas ao olhar o resultado que o meu clube teve lá em cima, cada vez mais me parece que, afinal, o SLB até nem andou lá muito mal.

É que depois de ter perdido em casa por 3-0 com a Académica, ter perdido ontem apenas por 2-0, lá em cima, até acaba por ser um bom resultado.

Nada a fazer…

domingo, abril 20, 2008

Outros olhares

Aurelio Cabañas González
Hashima
Imagem daqui

sábado, abril 19, 2008

Porque hoje é Sábado

Palavra de honra que hoje não me está a apetecer registar nada, aqui neste espaço que, afinal, serve para isso mesmo, para registar alguma coisa.

Talvez porque hoje é um daqueles dias em que se pode estar um pouquinho mais de tempo naquela modorra que nos sabe mesmo bem e que, nos dias que correm, já se vai tornando um luxo pecaminoso. Pelo menos, é o que nos querem fazer acreditar.

Cá por mim, cada vez mais vou exigindo o meu direito ao nada fazer. Já sei: Ai as vozes que se vão levantando por aí a invocarem alguns adjectivos a estas minhas, porventura insensatas, palavras. Devem ser os mesmos que, desta vida, apenas conhecem a insatisfação, a inquietação, o medo, a angústia, o correr sem se saber bem porquê. Devem ser os mesmos que, à realidade das coisas, à mera verdade das coisas, à simplicidade das coisas, preferem o politicamente correcto, o maneirismo educado da repressão dos sentimentos.

Palavra de honra que hoje não me está nada a apetecer registar aqui o que quer que seja. Hoje, estou perfeitamente irmanado com o meu gato que, aqui ao meu lado, no sofá que comigo diariamente disputa, se abandona a uma bem abençoada preguiça revigorante.

sexta-feira, abril 18, 2008

Dixit

Fez-se pois luz: Cavaco acha que a Madeira é o estrangeiro. Até se compreende, mas não se desculpa.
Fernanda Câncio
O INQUEBRANTÁVEL SENTIMENTO DO SR. SILVA
Diário de Notícias, 18.04.2008

quinta-feira, abril 17, 2008

Outros olhares

Chibinda Ilunga e Lweji
Angola
Imagem
daqui

“HAIKU” [XXIII]

O tufão passou –
Um homem perto da morte
A dormir tranquilo.

HASHIMOTO TAKAKO (1899-1963)

quarta-feira, abril 16, 2008

Desabafos ‘travesseirais’, depois de uma noite noite

Por acaso não querem comparar o Paulo com o Fernando, pois não?
Por acaso não querem comparar o Luís com…?

Palavra de honra que ainda não percebi lá muito bem até que ponto vai ser preciso descer ainda mais, para que as coisas possam encarreirar no percurso que se deseja.

Em verdade, em verdade se diga: quando nos desculpamos com a inclinação da sala para a nossa ‘azelhice’ no dançar…

A ler

terça-feira, abril 15, 2008

Força, amiga

A minha amiga A. está doente. Vai à faca, como se costuma dizer. Nos últimos dias acabou por descobrir que, às vezes, a vida surpreende-nos e não nos deixa acomodar nos nossos pequenos nadas.

A minha amiga A. está doente. Mas é só por uns dias, poucos, estou certo. Porque daqui a nada, vai acabar por descobrir que, afinal, ele há coisas que são passageiras. Ainda bem.

Não sei se a minha amiga A. vai ler estas palavras. Mas se as ler, saiba que elas apenas aqui estão para lhe dizer que cá estaremos para lhe dizer que, no fim de contas, como esperávamos, tudo não passou de um pequeno momento. Ainda bem. É que ainda temos muito que conversar.

segunda-feira, abril 14, 2008

“Quem apagou a chama olímpica?”

«(…) Seja como for, é certo que os interesses comerciais dos Jogos são tais, o poder do desporto é tão grande, que as velhas máximas do barão de Coubertin não podem ser aplicadas no mundo actual. (…)
A verdade é que a velha chama olímpica que anda agora protegida pela polícia, muito antes de ter sido apagada por manifestantes foi extinta pelos emaranhados e complicados interesses comerciais do desporto moderno.
Com boicote ou sem ele, o espírito já faleceu há largos anos...»
Henrique Monteiro
Expresso, 14.04.2008

domingo, abril 13, 2008

É por estas e por outras que o PSD tem, afinal, como desígnio, ajudar o PS a voltar a ter a maioria que já tem

PSD lança ataque à vida privada de José Sócrates
Diário de Notícias, 13.04.2008

Já agora, que vem a talhe de foice, vale a pena também ler o texto de Ferreira Fernandes, de hoje, no mesmo jornal. Transcreve-se só isto:
«(…) E tendo sido tola porque sendo política o parecia, foi tola também porque os argumentos de Rui Gomes da Silva foram tolos. Pequenez sobre a qual eu era capaz de generosamente deitar um manto, não fosse ela também uma pulhice. (…)»

Pensamentos subversivos (LXVI)

Nos tempos que correm, que tal ler [ou reler], obrigatoriamente, o livro de George Orwell, “1984”?

Outros olhares

Sônia Menna Barreto
Game Tour

Imagem daqui

sábado, abril 12, 2008

Brincadeiras com ‘apitos’

Fala-se em ‘Apito Final’. O quê? O ‘Apito Dourado’ não vai dissuadir ninguém de coisa nenhuma, a avaliar pelo que se vai observando neste final de temporada. Quem está dentro do futebol é óbvio que não quer mecanismos de controlo e fiscalização. Querem manter a política dos ‘sacos azuis’ (foi Vilarinho quem disse) e os segredos de conveniência. Querem lá saber da transparência no futebol! Conversa da treta. Eles querem opacidade e enganar os tolos. O problema é a corrupção começar no Estado. E, como tal, o circo vai continuar, não obstante o esforço meritório (mas insuficiente) de Hermínio Loureiro e Ricardo Costa.
Rui Santos
Monumento ao 'Apito'
Correio da Manhã, 12.04.2008

Pensamentos subversivos (LXV)

Têm razão o [ainda] presidente e o [por enquanto] treinador do meu clube: ele há coisas que são demais.

Depois da brincadeira de ontem, até estava à espera de os ouvir dizer mais uma vez que andam por aí seres a puxarem a casa para baixo. Devem ser os deuses que, conluiados com fantasmas recentes da nossa memória, não querem levar o [ainda] presidente e o [por enquanto] treinador do meu clube a subir o Olimpo, para lhes serem cingidas as iluminadas cabeças com as coroas das glórias sonhadas.

quinta-feira, abril 10, 2008

Os meus olhares


Dúvidas subversivas (XXXIV)

Porque é que será que já nem isto me surpreende?

quarta-feira, abril 09, 2008

“HAIKU” [XXII]

Tiro as mãos das luvas –
Na pérola do anel,
Uma nuvem ténue.

TAKESHITA SHIZUNOJO (1887-1951)

terça-feira, abril 08, 2008

Bem dito

O que Agostinho Branquinho não disse à Lusa, porque preferiu a insinuação cobardolas - mas eu digo por ele -, é que todo este episódio vergonhoso só existe para sugerir que José Sócrates andou a pressionar a RTP para fazer um favorzinho a Fernanda Câncio. Sócrates, que ainda há poucos anos era homossexual (lembram-se?, foi no tempo do amigo Santana), agora parece que se transformou num heterossexual furioso, empenhado em arranjar tachos à namorada. É este o PSD que temos. E é esta a gente que quer mandar no País. Só duas palavrinhas (muito simples): vade retro.
João Miguel Tavares
FERNANDA CÂNCIO, JOSÉ SÓCRATES E O PSD
Diário de Notícias, 08.04.2008

Obrigatório ler o texto todo aqui.

Convicções

Eu acredito que um dia ainda me hão-de explicar tudo isto muito bem…

Desígnios

Seguro de mim
Arrisco olhar de frente
A espera.

Certo do meu olhar
Ouso encarar às claras
O percurso.

Cioso do meu segredo
Procuro incessantemente
A sabedoria.

domingo, abril 06, 2008

sábado, abril 05, 2008

Pensamentos subversivos (LXIV)

Com tudo isto, sempre gostaria de ver quem é que teria coragem de nem sequer lá pôr os pés.

É que, passamos a vida a falar muito, mas quando toca a agir, acabamos sempre por nos acobardarmos aos mais diversos interesses que por aí abundam.

sexta-feira, abril 04, 2008

Os “futibóis” cá do burgo

«(…) A Liga de Futebol Profissional resolveu dar um arzinho da sua graça. Só por graça, bem entendido. Depois de anos e anos a olhar para o lado à espera de que os tribunais fizessem o seu trabalhinho (dela, Liga), lembrou-se de que afinal também tem uma Comissão Disciplinar. Fê-lo por várias razões: por julgar que Pinto da Costa está fragilizado. Por sentir que a família Loureiro pode estar ferida de morte. Por ter a certeza de que nem Boavista nem União de Leiria têm quem chore por eles. Por o FCP se estar a marimbar para perder seis ou mais pontos e provavelmente não levar a gracinha a mal. Mas, sobretudo, por julgarem que estão protegidos por um guarda-chuva que se chama ‘Apito Dourado’. Oportunismo, do pior. (…)»
João Marques dos Santos
Prendas, política e futebol
Correio da Manhã, 04.04.2008

quinta-feira, abril 03, 2008

Outros olhares

Carlos Teixeira
"City Girls"
Óleo sobre tela
Imagem
daqui

quarta-feira, abril 02, 2008

A ler

terça-feira, abril 01, 2008

“HAIKU” [XXI]

A mãe e o filho
À noite, jogando cartas –
A raposa uiva.

HASHIMOTO TAKAKO (1899-1963)

segunda-feira, março 31, 2008

“E ninguém se indigna?”

Dez mil milhões de dólares. Era este o montante que, no final de 2006, alguns portugueses tinham aplicados em paraísos fiscais. As seguradoras investiram 9,5 mil milhões e os bancos 4,1 mil milhões. Finalmente, o Estado, através de diversas entidades públicas, também fez aplicações de 235 milhões de dólares. (…)
Ora se esse dinheiro tivesse sido aplicado em Portugal, os cofres do Estado receberiam no mínimo um quinto daquele valor. Por isso, parece-me que é mais do que legítimo perguntar se ninguém se indigna com esta situação. É que esta é a prova provada de que a crise, quando chega, não é para todos. E que as "off-shores" são uma forma de promover a desigualdade entre cidadãos do mesmo país, sempre em favor dos mais ricos.
Nicolau Santos
Expresso, 31.03.2008

domingo, março 30, 2008

Outros olhares

Álvaro Apocalypse
Pescador ao luar
acrílica sobre papel
Imagem
daqui

sábado, março 29, 2008

Sem comentários [a sério, mesmo]

Se calhar, até nem deixa de ter alguma razão

O poder político enfraqueceu o poder dos professores perante os alunos. As aulas são, em grande medida, a imagem da bandalheira em que se transformou o País.
Rui Santos [Em nota na sua crónica ‘Avisos à Selecção’]
Correio da Manhã, 29.03.2008

Ainda bem que ainda há gente que não anda a correr como alguns outros

O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou que a declaração unilateral de independência do Kosovo "é algo muito anormal" e defende que Portugal tem de ser "cuidadoso" na decisão de reconhecimento ou não deste país.
Público, 29.03.2008

sexta-feira, março 28, 2008

Provérbios

Comida em casa de pobre, antes faça mal que sobre.
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora

quarta-feira, março 26, 2008

terça-feira, março 25, 2008

É mesmo

«(…) As crianças não são seres angélicos que o mundo corrompe. São bicharocos nem sempre encantadores, muitas vezes cruéis, que têm de ser educados para a vida e para se comportarem devidamente em sociedade. Alguém se esqueceu de fazer esse trabalho com aquela miúda do Porto, dez anos atrás. Tão simples – ou tão complicado – quanto isso.»
João Miguel Tavares
NEM ANJOS INOCENTES, NEM GERAÇÃO RASCA
Diário de Notícias, 25.03.2008

Dúvidas subversivas (XXXIII)

Mas porque é que será que agora a moda instituída é: fazer, desfazer, avançar, recuar?
Esta gente não aprenderá que quando temos de fazer uma coisa, devemos primeiro planear e pensar muito bem como a executar?
Ou será que tudo isto era assim mesmo?