quarta-feira, junho 18, 2008
Divagações [3]
Tenho na minha caneta
A tinta que escorre breve
E me preenche os papéis
Com que procuro afirmar
A minha essência de vida.
A tinta que escorre breve
E me preenche os papéis
Com que procuro afirmar
A minha essência de vida.
terça-feira, junho 17, 2008
Pensamentos subversivos (LXX)
Estranho. Muito estranho, o silêncio agora de gente que antes com força se fez ouvir…
segunda-feira, junho 16, 2008
Pensamentos subversivos (LXIX)
Não. Não vou falar do treinador da nossa selecção nacional de futebol. Nem do jogo de ontem.
DI: É evidente que o que mais quero é que os nossos ganhem o Europeu!
DI: É evidente que o que mais quero é que os nossos ganhem o Europeu!
domingo, junho 15, 2008
Outras Leituras [perdidas no tempo]
Açorda à portuguesa
Pão de trigo, sem ter sombra de joio;
Azeite do melhor, de Santarém;
Alho do mais pequeno, e do saloio,
Ponha em lume brandinho e mexa bem;
Sal que não seja inglês – porque é remédio.
Toda a criança assim alimentada
É capaz de deitar abaixo um prédio
Quatro meses depois de desmamada.
Com este bom pitéu, sem refogados,
Invenção puramente lusitana,
Os ilustres varões assinalados
Passaram ‘inda além da Taprobana.
Fortes p’la açorda, demos nós aos mouros,
Como se sabe, uma fatal derrota;
E abiscoitámos majestosos louros
Para os nobres troféus de Aljubarrota.
In A Cosinheira das Cosinheiras,
Por Rosa Maria
Empresa Literária Universal, Lisboa, [Século passado]
Pão de trigo, sem ter sombra de joio;
Azeite do melhor, de Santarém;
Alho do mais pequeno, e do saloio,
Ponha em lume brandinho e mexa bem;
Sal que não seja inglês – porque é remédio.
Toda a criança assim alimentada
É capaz de deitar abaixo um prédio
Quatro meses depois de desmamada.
Com este bom pitéu, sem refogados,
Invenção puramente lusitana,
Os ilustres varões assinalados
Passaram ‘inda além da Taprobana.
Fortes p’la açorda, demos nós aos mouros,
Como se sabe, uma fatal derrota;
E abiscoitámos majestosos louros
Para os nobres troféus de Aljubarrota.
In A Cosinheira das Cosinheiras,
Por Rosa Maria
Empresa Literária Universal, Lisboa, [Século passado]
sexta-feira, junho 13, 2008
terça-feira, junho 10, 2008
Mas qual, Senhor, mas qual?
“Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”
Público, 09.06.2008
Público, 09.06.2008
segunda-feira, junho 09, 2008
Outras leituras
«(…) De facto, para que serve uma "off-shore"? Para esconder dinheiro - nada mais. E porque se quer esconder dinheiro? Por más ou menos boas razões. As más são para ajudar governantes corruptos a roubar os respectivos países ou branquear lucros de actividades criminosas, tais como droga, contrabando de armas, de meninas do Leste ou compras e vendas de jogadores de futebol por valores diferentes dos declarados. A razão menos boa é, singelamente, para fugir ao Fisco. Parece que os muito ricos sofrem de uma síndroma incurável, que é uma natural repulsa em compartilhar parte da sua fortuna com o Estado, por via fiscal. E o Estado, compreensivo, aceita a sua repulsa de acordo com o princípio patriótico de que mais vale um rico que foge ao Fisco do que um rico que foge ao país. O "off-shore" da Madeira foi criado em obediência a esta fatalidade: "Se o não fizermos, eles põem o dinheiro no Luxemburgo ou nas ilhas Caimão". Eis porque é uma hipocrisia o Ministério Público andar agora desconfiado do "off-shore" da Madeira. Desconfiado de quê - de que ele serve para o que serve? (…)»
Miguel Sousa Tavares
Heróis do ar
Expresso, 09.06.2008
Miguel Sousa Tavares
Heróis do ar
Expresso, 09.06.2008
domingo, junho 08, 2008
Questões pertinentes
Será justa, será legítima, uma sociedade em que a coisa mais intocável, se não «sagrada», é a margem de lucro?
José Carlos de Vasconcelos
Não fechar portas
Visão, 05.06.2008
José Carlos de Vasconcelos
Não fechar portas
Visão, 05.06.2008
sábado, junho 07, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
Os 'enganos' do nosso tempo
Vale bem a pena ler o artigo de opinião que Boaventura de Sousa Santos nos ofereceu, ontem, na revista Visão [ainda não o descobri ‘linkado’], assim chamado: “A cultura do ludíbrio”.
Termina assim:
Termina assim:
“Para disfarçar o problema moral, os cúmplices da guerra e da destruição têm recorrido a tudo. Um comentador de direita socorreu-se recentemente da mais desconcertante justificação da guerra: se não havia ADMs [armas de destruição maciça], havia pelo menos a convicção de que elas existiam. Ora o livro de McClellan acaba de lhe retirar este argumento. De qual se socorrerá agora?
O trágico é que a ‘máquina’ de propaganda continua montada e está agora dirigida ao Irão. O seu funcionamento será mais difícil e sê-lo-á tanto mais quanto melhores condições tiverem os jornalistas para cumprir o seu Código Deontológico.”
quinta-feira, junho 05, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
A ler
- Os heróis do regime – Baptista-Bastos – [Diário de Notícias]
- O petróleo e o futuro do mundo – Domingos Amaral – [Diário Económico]
terça-feira, junho 03, 2008
Boa questão
E quem paga tudo isto?
Quais são as consequências práticas para um serviço do Estado ou para um ministério que aplica os dinheiros públicos à margem da lei? Como é possível que existam 1700 milhões de euros em irregularidades na Conta Geral do Estado?
Miguel Alexandre Ganhão
Correio da Manhã, 03.06.2008
Quais são as consequências práticas para um serviço do Estado ou para um ministério que aplica os dinheiros públicos à margem da lei? Como é possível que existam 1700 milhões de euros em irregularidades na Conta Geral do Estado?
Miguel Alexandre Ganhão
Correio da Manhã, 03.06.2008
segunda-feira, junho 02, 2008
domingo, junho 01, 2008
Dia Mundial da Criança [Era bom que se pensasse nisto!]
«Muitas crianças da grande Lisboa não comem jantar completo
Geralmente sentem-se felizes, gostam da escola e do bairro onde vivem. Mas quase metade (45,8 por cento) das cinco mil crianças inquiridas em sete concelhos da Grande Lisboa dizem que sentem que a família tem dificuldades financeiras.
Apesar de serem raras as que afirmam que não têm comida em casa quando têm fome (2,4 por cento), só uma pequena parcela (12 por cento) costuma fazer uma refeição completa de sopa, prato e fruta ao jantar. O que, segundo um grupo de investigadores, indicia “potenciais problemas ao nível da dieta alimentar”.
Chama-se "Um olhar sobre a pobreza infantil – Análise das condições de vida das crianças" e é um estudo de Amélia Bastos, Graça Leão Fernandes e José Passos, do Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, e de Maria João Malho, do Instituto de Apoio à Criança.»
Público, 01.06.2008
Geralmente sentem-se felizes, gostam da escola e do bairro onde vivem. Mas quase metade (45,8 por cento) das cinco mil crianças inquiridas em sete concelhos da Grande Lisboa dizem que sentem que a família tem dificuldades financeiras.
Apesar de serem raras as que afirmam que não têm comida em casa quando têm fome (2,4 por cento), só uma pequena parcela (12 por cento) costuma fazer uma refeição completa de sopa, prato e fruta ao jantar. O que, segundo um grupo de investigadores, indicia “potenciais problemas ao nível da dieta alimentar”.
Chama-se "Um olhar sobre a pobreza infantil – Análise das condições de vida das crianças" e é um estudo de Amélia Bastos, Graça Leão Fernandes e José Passos, do Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, e de Maria João Malho, do Instituto de Apoio à Criança.»
Público, 01.06.2008
sábado, maio 31, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
"Meditabundando"
O Verdadeiro é Simples
O verdadeiro, o bom, o inigualável é simples e é sempre idêntico a si mesmo, seja qual for a forma sob a qual ocorre. Pelo contrário, o erro, sobre o qual sempre recairá a censura, é de uma extrema diversidade, diferente em si mesmo, em luta não apenas contra o verdadeiro e bom mas também consigo mesmo, sempre em contradição consigo próprio. É por isso que em todas as literaturas as expressões de censura hão-de ser sempre muito mais que as palavras destinadas aos louvores.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
Citação daqui
O verdadeiro, o bom, o inigualável é simples e é sempre idêntico a si mesmo, seja qual for a forma sob a qual ocorre. Pelo contrário, o erro, sobre o qual sempre recairá a censura, é de uma extrema diversidade, diferente em si mesmo, em luta não apenas contra o verdadeiro e bom mas também consigo mesmo, sempre em contradição consigo próprio. É por isso que em todas as literaturas as expressões de censura hão-de ser sempre muito mais que as palavras destinadas aos louvores.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
Citação daqui
quinta-feira, maio 29, 2008
Há horas assim…
Debate, esta noite, na SIC. Candidatos à liderança no PSD.
Reacção cá em casa: “Valha-nos Deus!”
Reacção cá em casa: “Valha-nos Deus!”
quarta-feira, maio 28, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
Viajando o tempo
Às vezes é mesmo preciso que deixemos a distância manifestar-se para descobrirmos que a nossa vida do dia a dia mais não é do que apenas o passar dos próprios dias. Sem mais que isso mesmo. Mesmo que nos julguemos importantes actores da encenação que conhecemos por vida.
segunda-feira, maio 26, 2008
domingo, maio 25, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
“HAIKU” [XXV]
Com a mãe doente
As crianças já não brigam –
Seu jantar é frio.
YOSHINO YOSHIKO (n. 1915)
As crianças já não brigam –
Seu jantar é frio.
YOSHINO YOSHIKO (n. 1915)
segunda-feira, maio 19, 2008
domingo, maio 18, 2008
Divagações [2]
Este é o tempo de obrigar o silêncio
A manifestar o seu sentir.
Tenho para mim que apenas
Podemos aprender a escutar
Se o ar que respirarmos
Possuir a serenidade e a paz
Que só os pacientes atentos
Conhecem e podem saborear.
A manifestar o seu sentir.
Tenho para mim que apenas
Podemos aprender a escutar
Se o ar que respirarmos
Possuir a serenidade e a paz
Que só os pacientes atentos
Conhecem e podem saborear.
sexta-feira, maio 16, 2008
“Lounge” [Caldas da Rainha]
Estive lá. Está bem giro. Ambiente calmo, sereno e agradável, como convém a quem gosta de passar um tempo agradável em boa companhia.
Vale a pena aparecer por lá. Vão ver que sabe bem.
E não é por acaso. É que quem está lá a receber-nos é o meu David e o amigo Sérgio, que se embrenharam nesta aventura.
E não é por acaso. É que quem está lá a receber-nos é o meu David e o amigo Sérgio, que se embrenharam nesta aventura.
quarta-feira, maio 14, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
Divagações [1]
Quando a voz se levanta
Tornando visível o escondido
O sonho revela-se.
Quando a música se expande
Envolvendo o tempo eterno
O sonho revela-se.
Quando a palavra se sente
Absorvendo o ar que se respira
O sonho revela-se.
Tornando visível o escondido
O sonho revela-se.
Quando a música se expande
Envolvendo o tempo eterno
O sonho revela-se.
Quando a palavra se sente
Absorvendo o ar que se respira
O sonho revela-se.
segunda-feira, maio 12, 2008
domingo, maio 11, 2008
"Meditabundando"
Bem e Corrupção
Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas: não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem se poderiam corromper se não fossem boas. Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis, e se não tivessem nenhum bem, nada haveria nelas que se corrompesse. De facto, a corrupção é nociva, e se não diminuísse o bem, não seria nociva. Portanto, ou a corrupção nada prejudica - o que não é aceitável - ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem. Isto não admite dúvida. Se, porém, fossem privadas de todo o bem, deixariam inteiramente de existir. Se existissem e já não pudessem ser alteradas, seriam melhores porque permaneciam incorruptíveis. Que maior monstruosidade do que afirmar que as coisas se tornariam melhores com perder todo o bem?
Por isso, se são privadas de todo o bem, deixarão totalmente de existir. Logo, enquanto existem são boas. Assim sendo, todas as coisas que existem são boas e aquele mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse substância seria um bem. Na verdade, ou seria substância incorruptível, e então era certamente um grande bem, ou seria substância corruptível, e nesse caso, se não fosse boa, não se poderia corromper.
Santo Agostinho, in 'Confissões'
Citação daqui
Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas: não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem se poderiam corromper se não fossem boas. Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis, e se não tivessem nenhum bem, nada haveria nelas que se corrompesse. De facto, a corrupção é nociva, e se não diminuísse o bem, não seria nociva. Portanto, ou a corrupção nada prejudica - o que não é aceitável - ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem. Isto não admite dúvida. Se, porém, fossem privadas de todo o bem, deixariam inteiramente de existir. Se existissem e já não pudessem ser alteradas, seriam melhores porque permaneciam incorruptíveis. Que maior monstruosidade do que afirmar que as coisas se tornariam melhores com perder todo o bem?
Por isso, se são privadas de todo o bem, deixarão totalmente de existir. Logo, enquanto existem são boas. Assim sendo, todas as coisas que existem são boas e aquele mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse substância seria um bem. Na verdade, ou seria substância incorruptível, e então era certamente um grande bem, ou seria substância corruptível, e nesse caso, se não fosse boa, não se poderia corromper.
Santo Agostinho, in 'Confissões'
Citação daqui
quarta-feira, maio 07, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
Há histórias que merecem [mesmo] ser contadas
«(…) Há uns anos, e também no Algarve - em Loulé, se bem me lembro -, um jovem casal saiu para uma noite de Carnaval. Deixou no apartamento um bebé e a filha de cinco anos para dar lhe dar o biberão. A meio da noite, a catraia atrapalhou-se com o choro do irmãozito e foi bater à porta dos vizinhos. Estes resolveram o problema do momento. E ajudaram a resolver a causa do problema: de manhã, quando os pais foliões regressaram, os vizinhos deram-lhes uma tareia. É bom saber quando as instituições, como a boa vizinhança, funcionam.»
Ferreira Fernandes
ELE HÁ HISTÓRIAS EDIFICANTES
Diário de Notícias, 06.05.2008
Ferreira Fernandes
ELE HÁ HISTÓRIAS EDIFICANTES
Diário de Notícias, 06.05.2008
segunda-feira, maio 05, 2008
Se calhar, o melhor é pensarmos muito a sério nisto tudo
«(…) Provavelmente, o que de mais grave tem acontecido em Portugal desde 2002 e que mais consequências dramáticas pode ter no futuro é a pauperização da classe média. E um país sem classe média é uma auto-estrada para o banditismo, a violência e a criminalidade. É sobre isto que têm obrigatoriamente de reflectir os governantes e os empresários: os primeiros porque têm conduzido uma política orçamental onde uma das pedras de toque foi o congelamento salarial durante três anos na função pública; os segundos porque as estatísticas mostram que, da riqueza produzida no país, cada vez é menor a fatia que cabe ao factor trabalho e maior a que vai para o factor capital. (…)»
Nicolau Santos
Os graves riscos do empobrecimento da classe média
Expresso, 05.05.2008
Nicolau Santos
Os graves riscos do empobrecimento da classe média
Expresso, 05.05.2008
domingo, maio 04, 2008
As coisas [os minutos de silêncio, por ex.] nos seus devidos lugares
Os meus representantes nesta ilustre casa abandonaram a sala para não se sujeitarem à marosca. Os outros, bem, os outros, esses não me representam mesmo.
Vá lá, nem tudo está perdido: ainda existe gente [Arrastão] que se inquieta e manifesta a sua indignação.
Vá lá, nem tudo está perdido: ainda existe gente [Arrastão] que se inquieta e manifesta a sua indignação.
sábado, maio 03, 2008
Pontos de vista
Parece estar hoje na moda falar-se da sociedade que somos, pela visão que dela têm os jovens.
Basta termos estado atentos a algumas vozes recentes, das quais o Presidente da República se tornou a mais pública e sonora.
Também hoje Manuel Maria Carrilho e João Miranda, nas suas crónicas do Diário de Notícias, nos trazem este assunto à reflexão.
Na verdade, nos dias que correm, o que mais se vê e ouve por aí, é um quase profundo desinteresse pelas coisas da política. Então da partidária, nem se fala. E o que nos devia preocupar mesmo é que esse desinteresse, essa apatia, afinal, apenas tem a ver com uma coisa que nos diz respeito a todos. Tem a ver com o que nos habituámos a chamar de ‘coisa pública’ [a ‘res publica’, diziam ao antigos].
Mas no meio de tudo isto, não acho, como diz o JM, que a sociedade construída pela geração do 25 de Abril, seja uma sociedade falhada. Pode ser uma sociedade complicada, problemática, com mais dúvidas que certezas, pecadora até [como dirão alguns], mas falhada não.
Basta termos estado atentos a algumas vozes recentes, das quais o Presidente da República se tornou a mais pública e sonora.
Também hoje Manuel Maria Carrilho e João Miranda, nas suas crónicas do Diário de Notícias, nos trazem este assunto à reflexão.
Na verdade, nos dias que correm, o que mais se vê e ouve por aí, é um quase profundo desinteresse pelas coisas da política. Então da partidária, nem se fala. E o que nos devia preocupar mesmo é que esse desinteresse, essa apatia, afinal, apenas tem a ver com uma coisa que nos diz respeito a todos. Tem a ver com o que nos habituámos a chamar de ‘coisa pública’ [a ‘res publica’, diziam ao antigos].
Mas no meio de tudo isto, não acho, como diz o JM, que a sociedade construída pela geração do 25 de Abril, seja uma sociedade falhada. Pode ser uma sociedade complicada, problemática, com mais dúvidas que certezas, pecadora até [como dirão alguns], mas falhada não.
Uma simples palavra
Às vezes basta uma simples palavra para deixar passar por nós a nossa memória, a nossa história.
Como aqui. Vale a pena ler, para descobrir a vontade de querer saber mais.
Como aqui. Vale a pena ler, para descobrir a vontade de querer saber mais.
sexta-feira, maio 02, 2008
Tempos de inquietação
«(…) Não, numa história como esta não podemos falar de aumento de penas nem de mais polícia nem vociferar contra "a insegurança". Numa história como esta só podemos olhar para o rosto de Fritzl e tentar decifrar-lhe os sinais, aqueles que deveriam ter alertado toda a gente para o monstro que ali estava, e perceber que não havia maneira, que não há maneira. Nem de perceber - porque se no lugar da filha ainda nos conseguimos projectar, não há forma de pensar como será estar no dele, ser ele - nem de prevenir nem de evitar nem de adivinhar quando e como e porque é que estas coisas acontecem. Nem de encontrar castigos que apazigúem o nosso medo, e a dor e a perda horríveis, tenebrosas, destas vidas. Nenhum sistema penal ou moral nos responde a isto, nada nos protege deste mal. Porque está dentro. Das nossas casas, da nossa família, de tudo o que devia ser seguro e certo. De nós. Porque é humano, tão pavorosamente humano.»
Fernanda Câncio
A HUMANIDADE DO MAL
Diário de Notícias, 02.05.2008
Fernanda Câncio
A HUMANIDADE DO MAL
Diário de Notícias, 02.05.2008
quinta-feira, maio 01, 2008
Relembrar as Maddy’s desaparecidas
Esta noite, as televisões [re]lembraram-nos Madeleine Mccann. Ouvimos mais uma vez a dor daqueles pais. Faz [amanhã] um ano de desaparecimento. Não se pode esquecer, querem dizer-nos. E bem, diga-se.
Mas, curiosamente, não vi nem ouvi nas mesmas televisões falarem, por exemplo, de Alexandre da Silva Gabriel, Cláudia Alexandra Sousa, Rita Monteiro, Rui Pedro Mendonça, Sofia Oliveira. Nem reparei que tivessem também ouvido a dor dos pais destas crianças.
Por mim, ingénuo e crédulo, acredito que um dia os deuses me hão-de explicar porque [como] é que, no meio disto tudo ainda acreditamos ser todos “seus filhos”.
Já agora, para os inquietos da vida: ir aqui e ver.
Mas, curiosamente, não vi nem ouvi nas mesmas televisões falarem, por exemplo, de Alexandre da Silva Gabriel, Cláudia Alexandra Sousa, Rita Monteiro, Rui Pedro Mendonça, Sofia Oliveira. Nem reparei que tivessem também ouvido a dor dos pais destas crianças.
Por mim, ingénuo e crédulo, acredito que um dia os deuses me hão-de explicar porque [como] é que, no meio disto tudo ainda acreditamos ser todos “seus filhos”.
Já agora, para os inquietos da vida: ir aqui e ver.
quarta-feira, abril 30, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
Coisas da vida
Há dias assim. Quando menos esperamos, surge-nos sempre algo, ou alguém, que nos leva a pensar que a vida é qualquer coisa que mexe connosco. Bem ou mal, nem importa, quase sempre. Mas que mexe, lá isso mexe.
Há alturas assim. Que, quase sempre sem o esperarmos, nos aparecem pela frente alguns que não nos deixam esquecer que a vida é para isso mesmo, para vivermos. E viver é isso mesmo. Percorrer o caminho, não com a certeza do rumo ou do cais a alcançar, mas com a dúvida, a incerteza do próprio terreno que pisamos.
Há momentos assim. Que, inesperados e súbitos, se descobrem assim mesmo, inesperados e súbitos. E que nos lembram e relembram que os nossos dias são isso mesmo, inesperados e súbitos.
Ah! E também há bolos assim. Que nos sabem bem com’ó caraças…
Há alturas assim. Que, quase sempre sem o esperarmos, nos aparecem pela frente alguns que não nos deixam esquecer que a vida é para isso mesmo, para vivermos. E viver é isso mesmo. Percorrer o caminho, não com a certeza do rumo ou do cais a alcançar, mas com a dúvida, a incerteza do próprio terreno que pisamos.
Há momentos assim. Que, inesperados e súbitos, se descobrem assim mesmo, inesperados e súbitos. E que nos lembram e relembram que os nossos dias são isso mesmo, inesperados e súbitos.
Ah! E também há bolos assim. Que nos sabem bem com’ó caraças…
segunda-feira, abril 28, 2008
Vale a pena ler
- Razões conducentes a pensar no estado civil da culpa – Comendador Marques de Correia – [Expresso]
. - Um Benfiquista não trai! – José Nuno Martins – [Correio da Manhã]
sábado, abril 26, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de Abril
Sei que para muitos talvez já não haja palavras
Porque o tempo que agora se respira
É um tempo de outros verbos
De outros respirares
E sentires.
Sei que para muitos talvez já não haja poemas
Porque as canções que hoje nos soam
Trazem-nos novos sons
Novos ritmos
A sentir.
Talvez que para muitos, hoje,
Já não faça sentido
A canção escrita em Abril.
E que o sonho de uns tantos
Pareça ter-se diluído
Na espuma do tempo.
Talvez que já não haja sentir
Agora que outros sentires
Nos fascinam e seduzem.
Sei que talvez até para mim próprio
A vida não seja mais do que um outro talvez.
Sei tudo isso e sobre tudo isso
Talvez não saiba, afinal, nada de nada.
Mas lá que num Abril
Dum ano que ainda posso recordar
Me surpreendi,
Me alegrei,
Me redescobri
Com palavras e sons que eram novos
Lá isso não posso esquecer,
Nem deixar de lembrar.
Mesmo que talvez para muitos
O tempo hoje seja outro tempo.
Porque o tempo que agora se respira
É um tempo de outros verbos
De outros respirares
E sentires.
Sei que para muitos talvez já não haja poemas
Porque as canções que hoje nos soam
Trazem-nos novos sons
Novos ritmos
A sentir.
Talvez que para muitos, hoje,
Já não faça sentido
A canção escrita em Abril.
E que o sonho de uns tantos
Pareça ter-se diluído
Na espuma do tempo.
Talvez que já não haja sentir
Agora que outros sentires
Nos fascinam e seduzem.
Sei que talvez até para mim próprio
A vida não seja mais do que um outro talvez.
Sei tudo isso e sobre tudo isso
Talvez não saiba, afinal, nada de nada.
Mas lá que num Abril
Dum ano que ainda posso recordar
Me surpreendi,
Me alegrei,
Me redescobri
Com palavras e sons que eram novos
Lá isso não posso esquecer,
Nem deixar de lembrar.
Mesmo que talvez para muitos
O tempo hoje seja outro tempo.
quinta-feira, abril 24, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
Vale a pena ler
- O FUTURO É HOJE – Baptista-Bastos – [Diário de Notícias]
. - A síntese improvável – Pedro Adão e Silva – [Diário Económico]
terça-feira, abril 22, 2008
[Em tempo de] Memorial
No silêncio do murmúrio
Ouviram-se, intemporais,
As vozes dos que em tempos já gastos
Descobriram que muitas vezes
Apenas nos sabemos fechados no medo.
No silêncio de uma manhã aberta
Ouviram-se, serenas e tranquilas,
As vozes de alguns que nos tempos de hoje
Ainda querem continuar a descobrir
Que os homens sobem também o desafio.
No silêncio de hoje, como no de ontem,
Vamos aprendendo, afinal e tão-somente,
Que homens e mulheres apenas somos.
Ouviram-se, intemporais,
As vozes dos que em tempos já gastos
Descobriram que muitas vezes
Apenas nos sabemos fechados no medo.
No silêncio de uma manhã aberta
Ouviram-se, serenas e tranquilas,
As vozes de alguns que nos tempos de hoje
Ainda querem continuar a descobrir
Que os homens sobem também o desafio.
No silêncio de hoje, como no de ontem,
Vamos aprendendo, afinal e tão-somente,
Que homens e mulheres apenas somos.
segunda-feira, abril 21, 2008
Também a mim, também mim
Esta viagem de Cavaco à Madeira serviu para me explicar, se eu não soubesse já, a razão pela qual jamais votei ou votarei neste homem. Porque, ao contrário do que ele parece pensar, não é o cargo que está ao serviço dele, mas ele que deveria estar ao serviço do cargo. E não esteve.
Miguel Sousa Tavares
Cavaco no estrangeiro
Expresso, 21.04.2008
Miguel Sousa Tavares
Cavaco no estrangeiro
Expresso, 21.04.2008
Pensamentos subversivos (LXVII)
Não sei porquê, mas ao olhar o resultado que o meu clube teve lá em cima, cada vez mais me parece que, afinal, o SLB até nem andou lá muito mal.
É que depois de ter perdido em casa por 3-0 com a Académica, ter perdido ontem apenas por 2-0, lá em cima, até acaba por ser um bom resultado.
Nada a fazer…
É que depois de ter perdido em casa por 3-0 com a Académica, ter perdido ontem apenas por 2-0, lá em cima, até acaba por ser um bom resultado.
Nada a fazer…
domingo, abril 20, 2008
sábado, abril 19, 2008
Porque hoje é Sábado
Palavra de honra que hoje não me está a apetecer registar nada, aqui neste espaço que, afinal, serve para isso mesmo, para registar alguma coisa.
Talvez porque hoje é um daqueles dias em que se pode estar um pouquinho mais de tempo naquela modorra que nos sabe mesmo bem e que, nos dias que correm, já se vai tornando um luxo pecaminoso. Pelo menos, é o que nos querem fazer acreditar.
Cá por mim, cada vez mais vou exigindo o meu direito ao nada fazer. Já sei: Ai as vozes que se vão levantando por aí a invocarem alguns adjectivos a estas minhas, porventura insensatas, palavras. Devem ser os mesmos que, desta vida, apenas conhecem a insatisfação, a inquietação, o medo, a angústia, o correr sem se saber bem porquê. Devem ser os mesmos que, à realidade das coisas, à mera verdade das coisas, à simplicidade das coisas, preferem o politicamente correcto, o maneirismo educado da repressão dos sentimentos.
Palavra de honra que hoje não me está nada a apetecer registar aqui o que quer que seja. Hoje, estou perfeitamente irmanado com o meu gato que, aqui ao meu lado, no sofá que comigo diariamente disputa, se abandona a uma bem abençoada preguiça revigorante.
Talvez porque hoje é um daqueles dias em que se pode estar um pouquinho mais de tempo naquela modorra que nos sabe mesmo bem e que, nos dias que correm, já se vai tornando um luxo pecaminoso. Pelo menos, é o que nos querem fazer acreditar.
Cá por mim, cada vez mais vou exigindo o meu direito ao nada fazer. Já sei: Ai as vozes que se vão levantando por aí a invocarem alguns adjectivos a estas minhas, porventura insensatas, palavras. Devem ser os mesmos que, desta vida, apenas conhecem a insatisfação, a inquietação, o medo, a angústia, o correr sem se saber bem porquê. Devem ser os mesmos que, à realidade das coisas, à mera verdade das coisas, à simplicidade das coisas, preferem o politicamente correcto, o maneirismo educado da repressão dos sentimentos.
Palavra de honra que hoje não me está nada a apetecer registar aqui o que quer que seja. Hoje, estou perfeitamente irmanado com o meu gato que, aqui ao meu lado, no sofá que comigo diariamente disputa, se abandona a uma bem abençoada preguiça revigorante.
sexta-feira, abril 18, 2008
Dixit
Fez-se pois luz: Cavaco acha que a Madeira é o estrangeiro. Até se compreende, mas não se desculpa.
Fernanda Câncio
O INQUEBRANTÁVEL SENTIMENTO DO SR. SILVA
Diário de Notícias, 18.04.2008
Fernanda Câncio
O INQUEBRANTÁVEL SENTIMENTO DO SR. SILVA
Diário de Notícias, 18.04.2008
quinta-feira, abril 17, 2008
“HAIKU” [XXIII]
O tufão passou –
Um homem perto da morte
A dormir tranquilo.
HASHIMOTO TAKAKO (1899-1963)
Um homem perto da morte
A dormir tranquilo.
HASHIMOTO TAKAKO (1899-1963)
quarta-feira, abril 16, 2008
Desabafos ‘travesseirais’, depois de uma noite noite
Por acaso não querem comparar o Paulo com o Fernando, pois não?
Por acaso não querem comparar o Luís com…?
Palavra de honra que ainda não percebi lá muito bem até que ponto vai ser preciso descer ainda mais, para que as coisas possam encarreirar no percurso que se deseja.
Em verdade, em verdade se diga: quando nos desculpamos com a inclinação da sala para a nossa ‘azelhice’ no dançar…
Por acaso não querem comparar o Luís com…?
Palavra de honra que ainda não percebi lá muito bem até que ponto vai ser preciso descer ainda mais, para que as coisas possam encarreirar no percurso que se deseja.
Em verdade, em verdade se diga: quando nos desculpamos com a inclinação da sala para a nossa ‘azelhice’ no dançar…
A ler
- A VITÓRIA DOS PORCOS – Baptista-Bastos – [Diário de Notícias]
- O mito do futebol-empresa – Domingos Amaral – [Diário Económico]
terça-feira, abril 15, 2008
Força, amiga
A minha amiga A. está doente. Vai à faca, como se costuma dizer. Nos últimos dias acabou por descobrir que, às vezes, a vida surpreende-nos e não nos deixa acomodar nos nossos pequenos nadas.
A minha amiga A. está doente. Mas é só por uns dias, poucos, estou certo. Porque daqui a nada, vai acabar por descobrir que, afinal, ele há coisas que são passageiras. Ainda bem.
Não sei se a minha amiga A. vai ler estas palavras. Mas se as ler, saiba que elas apenas aqui estão para lhe dizer que cá estaremos para lhe dizer que, no fim de contas, como esperávamos, tudo não passou de um pequeno momento. Ainda bem. É que ainda temos muito que conversar.
A minha amiga A. está doente. Mas é só por uns dias, poucos, estou certo. Porque daqui a nada, vai acabar por descobrir que, afinal, ele há coisas que são passageiras. Ainda bem.
Não sei se a minha amiga A. vai ler estas palavras. Mas se as ler, saiba que elas apenas aqui estão para lhe dizer que cá estaremos para lhe dizer que, no fim de contas, como esperávamos, tudo não passou de um pequeno momento. Ainda bem. É que ainda temos muito que conversar.
segunda-feira, abril 14, 2008
“Quem apagou a chama olímpica?”
«(…) Seja como for, é certo que os interesses comerciais dos Jogos são tais, o poder do desporto é tão grande, que as velhas máximas do barão de Coubertin não podem ser aplicadas no mundo actual. (…)
A verdade é que a velha chama olímpica que anda agora protegida pela polícia, muito antes de ter sido apagada por manifestantes foi extinta pelos emaranhados e complicados interesses comerciais do desporto moderno.
Com boicote ou sem ele, o espírito já faleceu há largos anos...»
Henrique Monteiro
Expresso, 14.04.2008
A verdade é que a velha chama olímpica que anda agora protegida pela polícia, muito antes de ter sido apagada por manifestantes foi extinta pelos emaranhados e complicados interesses comerciais do desporto moderno.
Com boicote ou sem ele, o espírito já faleceu há largos anos...»
Henrique Monteiro
Expresso, 14.04.2008
domingo, abril 13, 2008
É por estas e por outras que o PSD tem, afinal, como desígnio, ajudar o PS a voltar a ter a maioria que já tem
PSD lança ataque à vida privada de José Sócrates
Diário de Notícias, 13.04.2008
Já agora, que vem a talhe de foice, vale a pena também ler o texto de Ferreira Fernandes, de hoje, no mesmo jornal. Transcreve-se só isto:
«(…) E tendo sido tola porque sendo política o parecia, foi tola também porque os argumentos de Rui Gomes da Silva foram tolos. Pequenez sobre a qual eu era capaz de generosamente deitar um manto, não fosse ela também uma pulhice. (…)»
Diário de Notícias, 13.04.2008
Já agora, que vem a talhe de foice, vale a pena também ler o texto de Ferreira Fernandes, de hoje, no mesmo jornal. Transcreve-se só isto:
«(…) E tendo sido tola porque sendo política o parecia, foi tola também porque os argumentos de Rui Gomes da Silva foram tolos. Pequenez sobre a qual eu era capaz de generosamente deitar um manto, não fosse ela também uma pulhice. (…)»
Pensamentos subversivos (LXVI)
Nos tempos que correm, que tal ler [ou reler], obrigatoriamente, o livro de George Orwell, “1984”?
sábado, abril 12, 2008
Brincadeiras com ‘apitos’
Fala-se em ‘Apito Final’. O quê? O ‘Apito Dourado’ não vai dissuadir ninguém de coisa nenhuma, a avaliar pelo que se vai observando neste final de temporada. Quem está dentro do futebol é óbvio que não quer mecanismos de controlo e fiscalização. Querem manter a política dos ‘sacos azuis’ (foi Vilarinho quem disse) e os segredos de conveniência. Querem lá saber da transparência no futebol! Conversa da treta. Eles querem opacidade e enganar os tolos. O problema é a corrupção começar no Estado. E, como tal, o circo vai continuar, não obstante o esforço meritório (mas insuficiente) de Hermínio Loureiro e Ricardo Costa.
Rui Santos
Monumento ao 'Apito'
Correio da Manhã, 12.04.2008
Rui Santos
Monumento ao 'Apito'
Correio da Manhã, 12.04.2008
Pensamentos subversivos (LXV)
Têm razão o [ainda] presidente e o [por enquanto] treinador do meu clube: ele há coisas que são demais.
Depois da brincadeira de ontem, até estava à espera de os ouvir dizer mais uma vez que andam por aí seres a puxarem a casa para baixo. Devem ser os deuses que, conluiados com fantasmas recentes da nossa memória, não querem levar o [ainda] presidente e o [por enquanto] treinador do meu clube a subir o Olimpo, para lhes serem cingidas as iluminadas cabeças com as coroas das glórias sonhadas.
Depois da brincadeira de ontem, até estava à espera de os ouvir dizer mais uma vez que andam por aí seres a puxarem a casa para baixo. Devem ser os deuses que, conluiados com fantasmas recentes da nossa memória, não querem levar o [ainda] presidente e o [por enquanto] treinador do meu clube a subir o Olimpo, para lhes serem cingidas as iluminadas cabeças com as coroas das glórias sonhadas.
quinta-feira, abril 10, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
“HAIKU” [XXII]
Tiro as mãos das luvas –
Na pérola do anel,
Uma nuvem ténue.
TAKESHITA SHIZUNOJO (1887-1951)
Na pérola do anel,
Uma nuvem ténue.
TAKESHITA SHIZUNOJO (1887-1951)
terça-feira, abril 08, 2008
Bem dito
O que Agostinho Branquinho não disse à Lusa, porque preferiu a insinuação cobardolas - mas eu digo por ele -, é que todo este episódio vergonhoso só existe para sugerir que José Sócrates andou a pressionar a RTP para fazer um favorzinho a Fernanda Câncio. Sócrates, que ainda há poucos anos era homossexual (lembram-se?, foi no tempo do amigo Santana), agora parece que se transformou num heterossexual furioso, empenhado em arranjar tachos à namorada. É este o PSD que temos. E é esta a gente que quer mandar no País. Só duas palavrinhas (muito simples): vade retro.
João Miguel Tavares
FERNANDA CÂNCIO, JOSÉ SÓCRATES E O PSD
Diário de Notícias, 08.04.2008
Obrigatório ler o texto todo aqui.
João Miguel Tavares
FERNANDA CÂNCIO, JOSÉ SÓCRATES E O PSD
Diário de Notícias, 08.04.2008
Obrigatório ler o texto todo aqui.
Desígnios
Seguro de mim
Arrisco olhar de frente
A espera.
Certo do meu olhar
Ouso encarar às claras
O percurso.
Cioso do meu segredo
Procuro incessantemente
A sabedoria.
Arrisco olhar de frente
A espera.
Certo do meu olhar
Ouso encarar às claras
O percurso.
Cioso do meu segredo
Procuro incessantemente
A sabedoria.
domingo, abril 06, 2008
sábado, abril 05, 2008
Pensamentos subversivos (LXIV)
Com tudo isto, sempre gostaria de ver quem é que teria coragem de nem sequer lá pôr os pés.
É que, passamos a vida a falar muito, mas quando toca a agir, acabamos sempre por nos acobardarmos aos mais diversos interesses que por aí abundam.
É que, passamos a vida a falar muito, mas quando toca a agir, acabamos sempre por nos acobardarmos aos mais diversos interesses que por aí abundam.
sexta-feira, abril 04, 2008
Os “futibóis” cá do burgo
«(…) A Liga de Futebol Profissional resolveu dar um arzinho da sua graça. Só por graça, bem entendido. Depois de anos e anos a olhar para o lado à espera de que os tribunais fizessem o seu trabalhinho (dela, Liga), lembrou-se de que afinal também tem uma Comissão Disciplinar. Fê-lo por várias razões: por julgar que Pinto da Costa está fragilizado. Por sentir que a família Loureiro pode estar ferida de morte. Por ter a certeza de que nem Boavista nem União de Leiria têm quem chore por eles. Por o FCP se estar a marimbar para perder seis ou mais pontos e provavelmente não levar a gracinha a mal. Mas, sobretudo, por julgarem que estão protegidos por um guarda-chuva que se chama ‘Apito Dourado’. Oportunismo, do pior. (…)»
João Marques dos Santos
Prendas, política e futebol
Correio da Manhã, 04.04.2008
João Marques dos Santos
Prendas, política e futebol
Correio da Manhã, 04.04.2008
quinta-feira, abril 03, 2008
quarta-feira, abril 02, 2008
A ler
- Uma questão de honra – Baptista-Bastos – [Diário de Notícias]
. - O problema internacional de Sócrates – Domingos Amaral – [Diário Económico]
. - O Portugal político em transformação – J Faustino – [Abécula]
terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
“E ninguém se indigna?”
Dez mil milhões de dólares. Era este o montante que, no final de 2006, alguns portugueses tinham aplicados em paraísos fiscais. As seguradoras investiram 9,5 mil milhões e os bancos 4,1 mil milhões. Finalmente, o Estado, através de diversas entidades públicas, também fez aplicações de 235 milhões de dólares. (…)
Ora se esse dinheiro tivesse sido aplicado em Portugal, os cofres do Estado receberiam no mínimo um quinto daquele valor. Por isso, parece-me que é mais do que legítimo perguntar se ninguém se indigna com esta situação. É que esta é a prova provada de que a crise, quando chega, não é para todos. E que as "off-shores" são uma forma de promover a desigualdade entre cidadãos do mesmo país, sempre em favor dos mais ricos.
Nicolau Santos
Expresso, 31.03.2008
Ora se esse dinheiro tivesse sido aplicado em Portugal, os cofres do Estado receberiam no mínimo um quinto daquele valor. Por isso, parece-me que é mais do que legítimo perguntar se ninguém se indigna com esta situação. É que esta é a prova provada de que a crise, quando chega, não é para todos. E que as "off-shores" são uma forma de promover a desigualdade entre cidadãos do mesmo país, sempre em favor dos mais ricos.
Nicolau Santos
Expresso, 31.03.2008
domingo, março 30, 2008
sábado, março 29, 2008
Se calhar, até nem deixa de ter alguma razão
O poder político enfraqueceu o poder dos professores perante os alunos. As aulas são, em grande medida, a imagem da bandalheira em que se transformou o País.
Rui Santos [Em nota na sua crónica ‘Avisos à Selecção’]
Correio da Manhã, 29.03.2008
Rui Santos [Em nota na sua crónica ‘Avisos à Selecção’]
Correio da Manhã, 29.03.2008
Ainda bem que ainda há gente que não anda a correr como alguns outros
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou que a declaração unilateral de independência do Kosovo "é algo muito anormal" e defende que Portugal tem de ser "cuidadoso" na decisão de reconhecimento ou não deste país.
Público, 29.03.2008
Público, 29.03.2008
sexta-feira, março 28, 2008
Provérbios
Comida em casa de pobre, antes faça mal que sobre.
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora
In Tomás Lourenço, Provérbios Pós-Modernos, Âncora Editora
quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
É mesmo
«(…) As crianças não são seres angélicos que o mundo corrompe. São bicharocos nem sempre encantadores, muitas vezes cruéis, que têm de ser educados para a vida e para se comportarem devidamente em sociedade. Alguém se esqueceu de fazer esse trabalho com aquela miúda do Porto, dez anos atrás. Tão simples – ou tão complicado – quanto isso.»
João Miguel Tavares
NEM ANJOS INOCENTES, NEM GERAÇÃO RASCA
Diário de Notícias, 25.03.2008
João Miguel Tavares
NEM ANJOS INOCENTES, NEM GERAÇÃO RASCA
Diário de Notícias, 25.03.2008
Dúvidas subversivas (XXXIII)
Mas porque é que será que agora a moda instituída é: fazer, desfazer, avançar, recuar?
Esta gente não aprenderá que quando temos de fazer uma coisa, devemos primeiro planear e pensar muito bem como a executar?
Ou será que tudo isto era assim mesmo?
Esta gente não aprenderá que quando temos de fazer uma coisa, devemos primeiro planear e pensar muito bem como a executar?
Ou será que tudo isto era assim mesmo?
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