sexta-feira, janeiro 26, 2007
A Lei dos homens
Cá por mim, prefiro muito mais ter no peito o coração.
Um coração que bate (às vezes forte demais, até).
Um coração que treme (às vezes quase até ao limite).
Um coração que se engana (às vezes até demais, se calhar).
Mas um coração que é capaz de tentar cumprir o seu papel: sentir, ver, ouvir, compreender, ajudar, encorajar, acolher, amparar, compadecer-se, alegrar-se, entristecer-se.
E amar, claro. Sobretudo, amar.
O resto, histórias de fariseus e publicanos. Histórias, afinal e se calhar, de todos nós.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Estados d'Alma
Quero que me façam regressar
Ao pó de onde nasci
Que as minhas partículas
Sejam derramadas sobre a terra
Que me acolheu e fez crescer
Voltarei ao ponto de partida
Em osmose cósmica
Lá é o meu lugar, ontem, hoje e amanhã
terça-feira, janeiro 23, 2007
Outros olhares
Miriam I. MarzánDesnudo de Mujer I
Dibujo, Carbonzillo
http://www.artelista.com/obra/3826322321246299-desnudodemujeri.html#
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Abbé Pierre partiu
"O Movimento Emaús nasceu na França há 50 anos e vive uma proposta de solidariedade entre os pobres. Grupos comunitários recolhem, consertam e reciclam objetos para venderem a pessoas carentes por preços simbólicos. O Movimento acredita no lema “A força da partilha”. Trata-se de uma proposta de partilha com quem está pior. “Injustiça não é desigualdade, injustiça é não partilhar” .
Um dia, o Abbé Pierre, um sacerdote francês, acolheu em sua casa George, assassino, ex-preso, que já havia tentado se suicidar, e lhe disse: "Não tenho nada para lhe oferecer. Mas você quer me ajudar na construção de casas para pessoas sem-teto?". Assim começou Emaús, um movimento agora espalhado no mundo inteiro. As Comunidades de Emaús são compostas por pobres que, através do trabalho de recuperação e reutilização daquilo que é jogado fora, ganham honestamente seu sustento e se permitem o "luxo" de ajudar quem se encontra em condições piores."
In: Origem do Movimento Emaús, Wikipédia, a enciclopédia livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Ema%C3%BAs
Imagem: http://www.fondation-abbe-pierre.fr/
Avisos do meu pai
Algo de louvável
Apaga-te
É que as palmas de hoje
São as pedras
De amanhã
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Outros olhares
Francisco ZuñigaGrupo frente al mar
1983, Bronce, IV/VI
http://www.arte-mexico.com/eguerrero/zuniga/index.htm
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Primeira e última vez que, neste “Tempo”, me vou referir à questão do referendo sobre a IVG
Portanto, se me perguntarem concretamente se sou a favor ou contra o aborto, a minha resposta só pode ser uma: contra. Definitivamente.
No próximo dia 11 de Fevereiro, vai referendar-se uma matéria que se tem mostrado “fracturante” na nossa sociedade. A pergunta à qual somos chamados a responder é: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”
Está para mim claro, o que me é pedido que responda no próximo dia 11 de Fevereiro.
- Independentemente do que têm gritado, destilado, ululado, todos aqueles que, a montante e a jusante, ainda vão pensando que somos todos uma cambada de ignorantes.
- Independentemente do que têm vociferado, blasfemado, berrado, todos aqueles que, a montante e a jusante, se julgam donos e senhores da verdade única.
- Independentemente do que têm opinado, escrito e descrito todos aqueles que, a montante e a jusante, apenas têm de sério, de justo, de honesto, a sisudez, a rigidez, que por vezes manifestam na cara.
Por isso, no dia 11 de Fevereiro, lá irei à câmara de voto que me compete, e votarei. De acordo com a minha (e apenas minha) consciência, obviamente. E de acordo com o que sou: ser humano que procura ser tolerante, e que não se julga Deus. A isso, digo sim.
O resto, hipocrisias que não ficam para a história.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Dúvidas subversivas (III)
Contribuintes deixam de declarar 'manifestações de fortuna' no IRS
Diário de Notícias, 17.01.2007
Então para que prega Frei José?
terça-feira, janeiro 16, 2007
Bem prega Frei José (que está tudo a caminho do céu)
Mas já agora, e segundo o mesmo diário, algumas curiosidades chamam a atenção:
* “(…) permite verificar que estes aumentos [salariais] foram inferiores à subida dos preços para mais de dois milhões de trabalhadores por conta de outrem. Estão nesta situação mais de 730 mil funcionários públicos, mas também mais de 1.300.000 empregados do sector privado.”
* “Na função pública, os aumentos salariais em 2006 não ultrapassaram 1,5 por cento; no sector privado, os dados conhecidos (…), mostram que os aumentos médios implícitos nos contratos que entraram em vigor até Setembro tinham subjacente um aumento salarial médio de 2,8 por cento.”
* “Esta situação deverá manter-se em 2007, pelo menos para a função pública, já que o aumento salarial estipulado unilateralmente pelo Governo volta a não ir além dos 1,5 por cento. [Mas este aumento ficará, afinal, em apenas 1 por cento, dado o aumento do desconto para a ADSE, em 0,5 por cento] (…) Na sua proposta de Orçamento do Estado para o corrente ano, o Governo prevê que os preços, em média, não subam mais do que 2,1 por cento.”
O que vale é que, no fim de contas a culpa vai continuar a ser do pobre funcionário público – não dos que, permanentemente, são nomeados (e continuam a ser, podem crer) para os inúmeros cargos que, se não existem, vão sendo paulatinamente criados.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Grandes Portugueses
Mas, já agora, que vem a ‘talhe de foice’, e depois de ver os seleccionados pela RTP, não resisto a alguns pensamentos, sobre algumas dessas figuras:
Álvaro Cunhal: Quase sempre em desacordo com ele. No que diz respeito ao conceito de democracia, ele estava quase sempre dum lado do rio e eu do outro. Respeito-lhe, no entanto, o sacerdócio.
Aristides Sousa Mendes: Por ter feito o que fez, está, com toda a certeza, já, no seio do Inefável.
D. Afonso Henriques: Ao saber-se de quem descendia (a ser verdade o que dizem), soube cumprir o papel que lhe estava destinado.
D. João II: Não foi por acaso que lhe deram o cognome de “Príncipe Perfeito”. Por todas as razões e mais algumas. Desde logo, por já saber que deveria ir para lá do mar, ter com os que já lá estavam.
Salazar: Calo-me. Até por respeito por mim próprio.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Nos tempos que correm, quem nos avisa…
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Canto e descanto
Hoje descanto.
Do desencanto
Refugio-me no canto
Da sala já cantada
Das notas do canto.
Hoje não canto.
Amanhã o encanto
Do querer feito canto.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Os meus astros
Imagem: http://astrologia.com.sapo.pt/"O ano de 2007 vaio ser dedicado à pesquisa. Mais especificamente, a pesquisar onde deixou as chaves do carro, o telemóvel, o carro, o namorado/a, a casa, o emprego. Só não vai perder a cabeça porque está bem atarrachada, felizmente."
In Metro, 08.01.2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
Reconhecimento a quem merece
Imagem: http://www.nemzetisport.hu/cikk.php?cikk=119821Público, 09.01.2007
Ontem e hoje: o mesmo olhar sobre nós próprios
Mozart – O Irmão do Fogo
Christian Jacq
Bertrand Editora, 2006
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Ainda tem havido coisas boas na TV [Será que “eles” sabem?]
Imagem: http://www.telesimo.it/telefilminbreve/house.htmDúvidas subversivas
sábado, janeiro 06, 2007
Outros olhares
Manuel Alvarez BravoEspejo negro
8 x 10", Plata / gelatina, 1942
http://www.arte-mexico.com/juanmartin/alvarezbravo/
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Eu governo, tu tentas, ele fica-se
A Comédia (divina) de Dante
Imagem: http://www.stelle.com.br/pt/inferno/dore6.html“Toda a malícia, abominada pelo Céu,
é sempre uma injúria, e toda a injúria
ou por força ou por fraude lesa outrem.”
Canto Décimo Primeiro
(Continuação do Sexto Círculo: Heréticos)
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Outros olhares
Diego Isaias HernandezPueblo Invitado (Invited Town)
Oil on canvas. 2005
http://www.artemaya.com/galisa.html
Pensamentos subversivos (X)
[A saber: Ponte Luís I, Ponte da Arrábida, Ponte do Freixo, Ponte Infante D. Henrique. Não conta, por motivos óbvios, a Ponte S. João (Ferroviária), que substituiu a velhinha Ponte Maria Pia.]
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Lá que cheira a esturro, lá isso cheira
Correio da Manhã, 03.01.2007
Não há dúvida que o homem começou bem
Público, 03.01.2007
Recomeços
Descubro que sou capaz
De falhar ainda mais
Mas também em cada dia
Descubro em mim a força
De recomeçar de novo
domingo, dezembro 31, 2006
Ele aí está
sábado, dezembro 30, 2006
Nova imagem, em final de ano
Porque o tempo é de novo. Pelo menos nos dias a contar.
[Afinal, e apenas tão-somente, aproveitando os novos "conselhos" do "hospedeiro" deste espaço.]
Faltava tão pouco para o humanismo chegar neste final de ano
Estaremos, afinal, num tempo e numa história de deuses (embora mortais)?
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Pensamentos subversivos (IX)
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Não deixa de ser uma bonita história de Natal
“Jovem dá à luz em comboio Lisboa-Porto
O revisor e os funcionários da carruagem-bar do comboio Intercidades número 521, que faz a ligação entre Lisboa e o Porto, com partida diária de Santa Apolónia às 8.55, viveram ontem momentos únicos de ansiedade, mas também de alegria, quando uma passageira deu à luz uma menina em plena viagem. (…)”
Diário de Notícias, 28.12.2006
quarta-feira, dezembro 27, 2006
É verdade, estamos [continuamos] no Natal
E disseste que me levavas
No passeio que eu inventara
Deste-me a mão
E disseste a palavra
Que eu tinha escrito em mim
E eu olhei-te
E sorri
E agradeci-te
No silêncio de mim
segunda-feira, dezembro 25, 2006
É verdade, estamos no Natal. (PRESÉPIOS)
Não o tendo feito de outra forma, aproveito este ensejo para desejar a todos os que aqui vêm, nomeadamente aos caros amigos Armando S. Sousa e Paulo Cunha Porto, um óptimo, grande e Feliz Natal. Que o espírito do Presépio, seja ele qual for para cada um de nós, possa inundar os corações com o calor da amizade e da fraternidade.
sábado, dezembro 23, 2006
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Já agora, uma história de Natal
«(…) "Uma rapariga de 21 anos subiu ao telhado do edifício da câmara da cidade alemã de Lorrach, com a intenção de pôr termo à vida. Uma multidão de mirones juntou-se na praça e uma parte dos presentes, na sua maioria entre os 16 e os 19 anos, encorajaram a jovem a saltar (!) [o ponto de exclamação é da responsabilidade do autor deste texto]. Alguns sem-abrigo, que habitualmente ocupam o lugar, protestaram. Os ânimos aqueceram e em pouco tempo havia mais de 40 pessoas envolvidas em confrontos. A polícia teve de intervir para separar os dois grupos e seis agentes ficaram ligeiramente feridos. A jovem acabou por descer e foi conduzida a uma clínica da região." (…)»
Mário Bettencourt Resendes
“O exemplo dos sem-abrigo de Lorrach”
Público, 21.12.2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
[E porque não?] Um Poema de Natal
MENINO JESUS
Tuas mãos tudo partilham
do Todo que nos trouxeste.
Teus olhos, felizes, brilham
pelo “Sim” que ao Pai disseste.
Simples, meigo, despojado
para vestir nossa veste,
Tu és o Deus humanado
que nosso Irmão te fizeste.
Jesus Menino em Belém,
em Nazaré Tu cresceste;
homem, em Jerusalém
morte injusta padeceste.
Salvador de todo o povo
sem distinção, que nos deste
a esperança de um Mundo Novo,
bem-vindo porque vieste!
LOPES MORGADO
(Inspirado na imagem do Menino, feita pelas Irmãzinhas de Jesus)
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Prendas de Natal
Já agora gostaria de saber que prenda mereceriam receber, também nos seus sapatinhos, aqueles que não foram capazes de “ter olhos para ver”, ter “ouvidos para ouvir”, “boca para falar”. E, já agora, “mãos para actuar”. E rapidamente, convinha mesmo.
É verdade, estamos no Natal
Seja a tua arma
Que uma palavra de amor
Seja a tua resposta
Que um gesto de paz
Seja o teu comunicar
Que no teu coração
Floresçam jardins de fraternidade
terça-feira, dezembro 19, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Já agora, um bom conto de Natal
“Zacarias quase deslocou o ombro, empurrado pelas escadas do Templo no meio do tumulto. Além de arruinado, quando todas as suas pombas voaram para longe, fora espezinhado. Tudo isto por causa da fúria daquele estranho Nazareno, que espantara animais, derrubara mesas e espalhara o dinheiro. O vendedor de pombas até simpatizava com Ele, mas agora ficou furioso. (…)”
João César das Neves
Diário de Notícias, Opinião, 18.12.2006
O "ano da Besta"
No presente caso, para os outros, é claro.
“Gloria in excelsis deo. Et in terra pax hominibus bonæ voluntatis.”
Apesar das iluminações que decoram muitas das nossas ruas
Apesar do marketing e das campanhas promocionais
Apesar de todas as “Floribelas” do nosso burgo
Apesar de todos os “Morangos” mais ou menos açucarados
Apesar do maior “bacoquismo” da Europa no Terreiro do Paço
Apesar das muitas festas e eventos de solidariedade
Creio bem que, afinal, até é capaz de haver mesmo NATAL.
domingo, dezembro 17, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
A Comédia (divina) de Dante
o que o tempo traz consigo talvez,
e não enxergais, não vedes o presente.”
Canto Décimo
(Continuação do Sexto Círculo do Inferno)
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Nos meus, ninguém toca!
"Da iniciativa do Conselho de Deontologia do Porto da Ordem dos Advogados (OA) não será instaurado qualquer processo disciplinar ao advogado Lourenço Pinto." António Salazar não podia ser mais claro. Para este advogado, presidente do Conselho de Deontologia do Porto, o comentário que Lourenço Pinto dirigiu a Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, a respeito da agressão ao antigo vereador da Câmara de Gondomar Ricardo Bexiga, não é razão suficiente para que se avance com um processo contra o causídico do Porto. E António Salazar assumiu esta posição ao DN mesmo sabendo que o bastonário da Ordem dos Advogados (OA), Rogério Alves, já tinha afirmado publicamente que a questão vai ser analisada, no sentido de se apurar se há ou não fundamento para um processo disciplinar.”
Diário de Notícias, 13.12.2006
Inquietações (6)
Mesmo se nos pedem
A incredulidade
A vida sem aventura
É como um deserto
Sem oásis
(Lisboa, 20 de Junho de 1983)
terça-feira, dezembro 12, 2006
Sem comentários...
“As fugas de informação, vindas da Polícia Judiciária do Porto, são exemplo de que não se pode confiar em ninguém, segundo fonte ligada ao processo, admitindo-se que a investigação passe da PJ do Porto para a Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), a unidade de elite da Polícia Judiciária, porque santos da casa (Directoria do Porto) não fazem milagres, segundo pessoas próximas da condução deste processo.”
Correio da Manhã, 12.12.2006[Adenda]
«(…) Mas seria também muito bom que o Ministério Público se interessasse pelo episódio da agressão de contornos mafiosos ao ex-vereador Ricardo Bexiga. A confirmar-se a versão de Carolina Salgado, fortemente indiciada por co-autoria a partir das suas próprias palavras, não estamos perante um mero caso de ofensas corporais. (…)
Poderemos estar aqui perante um caso que verdadeiramente interpela o Estado de direito, muito mais do que o próprio "Apito Dourado".
Não há outra conclusão possível quando a um advogado (onde anda a Ordem?) é imputada uma frase como a que está no livro – "Parabéns, minha querida, mas ele [Ricardo Bexiga] ficou a falar".»
Eduardo Dâmaso
Diário de Notícias, Editorial, 12.12.2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Até quanto aos poderosos Orwell acabou por ter razão
(Ou deveria dizer que há animais mais animais que outros animais?)
sábado, dezembro 09, 2006
A Comédia (divina) de Dante
com os sectários, de todas as seitas:
e as tumbas estão muito mais cheias do que pensas.
Aqui igual com igual é sepultado,
e os sepulcros são mais ou menos ardentes.»
Depois, voltando à mão direita,
passámos entre as tumbas incandescentes e os altos muros.”
Canto Nono
(À porta da cidade de Dite)
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Pensamentos subversivos (VII)
Já agora, porque é que os portugueses que residem, por exemplo, em Bragança, Vila Real, Vilar Formoso, Elvas ou Vila Real de Santo António, não têm igualmente um subsídio, que no caso se poderia chamar de “interioridade”?Açores e Madeira com salário mínimo superior ao do continente.
Funcionários Públicos com subsídio de insularidade, que, no Porto Santo, equivale a 30% do vencimento.
Público, 07.12.2006 (Sem link, obviamente)
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Razões que a razão desconhece
De facto, na Lápide, deveria estar também: “O Tribunal não actuava com independência, aceitava e cobria as torturas e ilegalidades cometidas pela PIDE/ DGS, limitava-se, salvo excepção, a repetir a sentença que a polícia política já tinha definido”.
Pelo menos, era muito mais honesto.
Pensamentos subversivos (VI)
Mas não me digam que a D. Alzira, minha vizinha, obstinada assistente das permanentes telenovelas que nos assolam o ar “televiseiro”, tem o mesmo grau de culpa no cartório que os responsáveis das nossas televisões.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Dá que pensar! (Se é que ainda somos capazes de pensar…)
“Um estudo das Nações Unidas divulgado ontem em Helsínquia revela que continuam a aumentar as desigualdades na distribuição da riqueza mundial. De acordo com as conclusões do relatório realizado pelo Instituto Mundial para a Investigação do Desenvolvimento Económico da Universidade das Nações Unidas, dois por cento das pessoas mais ricas do planeta possuem mais de metade da riqueza disponível.
Baseando-se em dados de 2000, o estudo mostra que um por cento dos adultos mais ricos é dono de 40 por cento da riqueza, sendo que dez por cento dos mais abastados possuem 85 por cento da riqueza disponível. Por sua vez, metade da população adulta mundial detém apenas um por cento da riqueza total do planeta, o que prova bem as desigualdades existentes entre os mais ricos e os mais pobres. (…)”
Correio da Manhã, 06.12.2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
Mas então o que é que os homens têm andado a fazer todo este tempo?...
“O líder do PSD, Marques Mendes, e Marcelo Rebelo de Sousa defenderam hoje a realização de um julgamento sobre Camarate, considerando ser uma "vergonha para a democracia" continuar por esclarecer a queda do avião que matou Sá Carneiro.”
Público, 05.12.2006
segunda-feira, dezembro 04, 2006
E disto, ninguém fala?
“A existência de restaurantes de fast food nos hospitais pediátricos americanos encoraja as famílias a ingerirem esses alimentos e a acreditarem que esse tipo de alimentação é relativamente saudável. É o que diz um estudo coordenado por Hannah Sahud, pediatra do Allegheny General Hospital, de Pittsburgh.(…)
«Estamos a veicular duas mensagens diferentes ao trabalharmos nos cuidados de saúde e promovermos a saúde dizendo que a obesidade é um grave problema médico, mas ao mesmo tempo encorajando-a implicitamente», disse Hannah Sahud à A.P.”
Público, “Um Terço dos hospitais pediátricos dos EUA tem fast food”, 04.11.2006 (Sem link)
Pensamentos subversivos (V)
Encontros
Do meu ser feito vida
E vivo a terra que crio
Com o amor que em mim nasceu
Sou filho do amor criador
E da terra que o acolheu
Vivo a terra que amo
E amo o amor que me fez nascer
(Lisboa, 17 de Janeiro de 1983)
quarta-feira, novembro 29, 2006
Encontros
Foi o que me ajudou a descobrir o meu amigo F.R., professor, de escola noutros tempos, e de vida nos dias de hoje.
A vida, afinal, é tão-somente isto: sabermos partilhar os momentos de encontro, como sabemos partilhar uma bica e uma mesa de um qualquer “café” da nossa cidade.
Há viagens que dão que pensar...
c. 1520, óleo sobre madeira
Museu Nacional de Arte Antiga
Lisboa, Portugal
http://www.uc.pt/artes/6spp/f2.html
terça-feira, novembro 28, 2006
Mesmo que tenha dito que não: Fico!
Vamos lá a ver se nos entendemos! Cá para mim, que não percebo nada da coisa, achei curioso o seguinte: É prática habitual no PCP (não sei se noutros lados tal se pratica) os candidatos a deputado assinarem uma declaração de renúncia ao seu mandato, caso o Partido assim o entenda. Foi esse, naturalmente, o caso da ilustre deputada que ora se recusa a sair. Porque, como a grande parte dos entendidos diz, tal documento não é legal, porque vai contra a Constituição e a Lei geral. Mais uma vez, terão todos muita razão.
Mas que diabo, então nada a dizer de alguém que assina um documento, na presunção de que não o vai cumprir. Mas c’um raio: Então a assinatura de uma pessoa já não tem valor nenhum? A palavra dada já não é um valor? E nem me meto já por outros caminhos, como honra, valores, ética, etc..
Para que não restem dúvidas, por mim, estou radicalmente contra esta prática do PCP. Por uma questão de valores. Obviamente.
“A Marca Marvila”
Já agora, um breve apontamento, apenas para referir um inquérito que a referida Junta de Freguesia levou a efeito, elaborado por uma entidade idónea.
Realçam-se apenas aqui alguns dos dados apurados:
– À pergunta ”Gosta de viver em Marvila”, 84% afirmam que sim.
– À pergunta “Porque vive em Marvila”, 24% afirmam que o fazem por opção pessoal.
– Quando se coloca a pergunta “A que conceito melhor associa Marvila”, 22% dos inquiridos referiu a Marcha Popular (41% no caso dos não residentes).
Cá por mim, morador em Marvila, fico contente pela minha Freguesia. E, por isto felicito os responsáveis da Junta de Freguesia de Marvila por terem criado esta oportunidade de debate e de reflexão sobre o meio onde vivemos.
Que não caia em “saco roto” o que aqui se reflectiu.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Inquietações
Saibam que posso chegar
O meu tempo de ser é sempre o tempo
De aprender e descobrir o chegar e partir
Sempre que quiserem que eu permaneça
Saibam que eu posso partir
sexta-feira, novembro 24, 2006
Invernias
Aquece e junta
Aqueles que amam.
Os outros…
Para eles
É sempre Inverno.
(Lisboa, 14 de Dezembro de 1982)
quinta-feira, novembro 23, 2006
A Comédia (divina) de Dante
“Quantos no mundo são considerados grandes reis,
que permanecerão aqui como porcos na lama,
deixando no mundo memórias abjectas!”
Canto Oitavo
(Ainda o Quinto Círculo do Inferno)
quarta-feira, novembro 22, 2006
O que faz falta é falar dele
Como diz Pedro Rolo Duarte, hoje, no seu artigo de Opinião no DN: “Pedro Santana Lopes está para o jornalismo político como Elsa Raposo está para as revistas sociais: a todos serve o mesmo prato, e todos se servem do mesmo prato. No fim, os consumidores aplaudem. Mesmo quando as três partes sabem que há algo de podre nesta relação ocasional, feita de traições, conspirações, romances e muita areia atirada para os olhos de todos. Mas o povo gosta - e isso é que interessa, não é?”
terça-feira, novembro 21, 2006
Inquietudes
segunda-feira, novembro 20, 2006
Viagens...
É comigo que fica sempre a voz
De quem me falou palavras amigas.
Quando parto, parto. Parto e chego.
(Lisboa, 7 de Janeiro de 1983)
sexta-feira, novembro 17, 2006
Pensamentos subversivos (II)
E, já agora, não se poderia colocar o homem também “entre parêntesis”?
Santana Lopes, Entrevista à RTP1
Público, 17.11.2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
A Comédia (divina) de Dante
“Os choques, entre os dois grupos, sempre eternos
serão: os avaros sairão do sepulcro com o punho
fechado, e os pródigos sem cabelo.
Mal dar e mal conservar privou-os
do Paraíso e colocou-os nesta luta:
qual ela seja, tu a vês.”
Canto Sétimo
(Quarto e Quinto Círculos do Inferno)
quarta-feira, novembro 15, 2006
Pensamentos subversivos
terça-feira, novembro 14, 2006
Dúvidas
Em dúvidas permanentes
Há muito que me habituei
A viver com a própria dúvida
E questionando-me
Fui descobrindo em cada dia
Mais um pouco do pouco que sou
(Lisboa, 25 de Outubro de 1983)
Pior que não ver, é não querer ver
Diário de Notícias, Caderno Economia, 10 de Novembro de 2006
(Sem Link, claro)
segunda-feira, novembro 13, 2006
Como é que disse?
Correia de Campos, Ministro da Saúde
Congresso do PS, Santarém
sábado, novembro 11, 2006
Leituras de fim-de-semana
"Eu fui à Madeira para defender a autonomia regional. Já o senhor não foi a Felgueiras há um ano, nem teve uma palavra. E enquanto nada disser sobre o assunto, em matéria de credibilidade política estamos conversados."
Marques Mendes, em resposta ao Primeiro-Ministro, noi debate do OE 2007
Expresso, 11.11.2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
Convicções
Para desistir
Lembra-te que o dia
Não acabou ainda
É que o Sol
Surge sempre
Quando a noite adormece
(Lisboa, 26 de Dezembro de 1982)
quinta-feira, novembro 09, 2006
De greve!
Deixemo-nos de coisas. Podendo, eventualmente, estar de acordo com alguns aspectos da actual governação, podendo ser sensível a alguns dos motivos que estão por detrás da actuação do Governo de José Sócrates, não posso, por isso mesmo, e de igual modo, esquecer uma questão de primordial importância – pelo menos para mim – que é a de que não devem ser sempre os mais pequenos a suportar, pelo menos em primeira instância, todos os custos das crises que, ciclicamente, vão surgindo nas sociedades. E que me desculpem lá mais uma vez, mas começa a ser tempo de mudar as agulhas: a culpa não pode ser sempre dos mesmos.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Bem dito
Vicente Jorge Silva
“Pena de morte: uma herança silenciada”
Diário de Notícias, 08.11.2006
A Comédia (divina) de Dante
“A facção negra longo tempo se alçará no mando,
vexando a facção branca sob grave peso,
sem levar em conta suas queixas e ameaças.
Existem lá dois justos, mas não são ouvidos;
a soberba, a inveja e a avareza são
as três faíscas, que incendeiam os corações.”
Canto Sexto
(Terceiro Círculo do Inferno)
terça-feira, novembro 07, 2006
Condenação justa! Pena justa?
Saddam Hussein foi condenado à morte, por enforcamento. Aqui, se me permitem, estou profundamente em desacordo.
Como já o afirmei antes, aqui, aqui, aqui e aqui, sobre a pena de morte, tenho uma atitude de franca, decidida e sincera discordância. Sobre a Morte, a minha atitude é radicalmente contra a sua utilização como arma para atingir um qualquer objectivo. É uma questão de convicção ética e moral.
E sobre esta questão, a Pena de Morte, volto a lembrar aqui (nunca é demais dizê-lo) o que afirma a Amnistia Internacional: A pena de morte é a punição mais cruel, desumana e degradante. Viola o direito à vida. É irreversível e pode ser infligida a inocentes. Nunca se provou que fosse capaz de diminuir o crime mais eficazmente do que outras formas de punição.
Já agora, duas reacções gostaria de referir aqui:
Por um lado, a reacção do Presidente da República, Cavaco Silva, ao manifestar-se contra a condenação à morte de Saddam Hussein. Mesmo considerando que "todos temos conhecimento dos crimes e atrocidades praticadas por esse ditador e foi bom que o novo regime iraquiano tivesse levado até ao fim o julgamento". E disse-o claramente: "Pessoalmente, também sou contra a pena de morte e identifico-me plenamente com a declaração comum da União Europeia em que se apela para que a pena de morte a Saddam Hussein não seja executada".
Por outro lado, a atitude (reacção de regozijo soberbo) de George W. Bush foi, para não dizer outra coisa, uma piada de muito mau gosto. Até porque, se não me engano, alguns desses crimes terão sido cometidos há uns anos atrás, época essa na qual o ditador era até um dos grandes amigos da então administração americana.
segunda-feira, novembro 06, 2006
Chove
Sei que chove porque vejo
As gotas da chuva no vidro da janela
Do meu quarto
Chove
Sei que chove porque oiço
O ruído dos pingos no metal da janela
Do meu quarto
E a água que cai
Não vem apenas alimentar
As terras áridas de secas mortais
Nem apenas lavar as ruas e os caminhos
Da cidade que me envolve
Chove
E a chuva que vai caindo
Vai lavando também os meus olhos
Tão cansados da nostalgia
Do tempo que se escoa inexorável
Clareza sem sofismas
Por isso, vale a pena ler o que Miguel Sousa Tavares escreveu no Expresso desta semana, no seu “God Bless américa”.
Não resisto a deixar aqui o parágrafo final do seu texto:
“Esta semana Bush vai a julgamento nas eleições legislativas americanas. Será uma ocasião decisiva para perceber se os americanos já realizaram finalmente os danos causados por este Presidente, que representa o que de pior e mais obscuro a América tem. Já vai sendo tempo de os Estados Unidos se reconciliarem com o mundo e nós com eles.”
domingo, novembro 05, 2006
Leituras de fim-de-semana
- Mas o que é que deu a Marques Mendes para se sujeitar a estas situações (na Madeira)? É que da parte do Senhor da Ilha só pode vir o que vem. Quer-me cá parecer a mim que, de facto, quem já é pequeno, se não está atento, mais pequeno ainda fica.
E depois não se admire se, de novo, o proibirem de lá voltar. - "Questões de segurança" levaram o PCP a não revelar, para já, o local da reunião das organizações comunistas e operárias de todo o mundo?
Ou questões de segredo para não se revelar quem cá virá? - O General e ex-Presidente da República, Eanes vai defender a sua tese de doutoramento, este mês de Novembro, numa Universidade de Espanha. E qual vai ser essa Universidade? Vem no Expresso desta semana.
De facto, grande "Obra"!
sexta-feira, novembro 03, 2006
Visitas a registar
Saber pensar a palavra livre
É conhecer a Via Láctea
E percorrer o universo.
(Lisboa, 24 de Outubro de 1983)
quinta-feira, novembro 02, 2006
As “cenas” do nosso quotidiano
E depois dizem que não temos motivos para dar uma boa e farta gargalhada!!!











