Eis-me aqui
Sem tempo
Sem espaço
Sem som
Sem cor
Eis-me aqui
Mesmo assim
Apesar de tudo
quarta-feira, outubro 18, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
Há quem diga
Nunca a liberdade acendera fogueiras e queimara o espírito. O crime das inquisições pertencia aos inquisidores.
Miguel Torga
A Criação do Mundo, IV Dia
Miguel Torga
A Criação do Mundo, IV Dia
segunda-feira, outubro 16, 2006
O que faz falta é bater na malta
Muito se tem falado, sobretudo nos últimos tempos, no pessoal da Administração Pública. Para muita e “santa gente” a solução é até bem simples: mandavam-se embora uns míseros duzentos mil funcionários públicos, e todos os nossos problemas ficariam resolvidos.
Por isso, li com bastante curiosidade os artigos de Carla Aguiar e Manuela Arcanjo, saídos hoje no Diário de Notícias. E nem preciso dizer mais nada.
Ah! Já agora, repiso um dado que me vem à cabeça: Os funcionários públicos são das poucas (para não dizer quase únicas) pessoas que, há bastos anos, não têm fugido (nem podem, aliás) quer aos seus compromissos fiscais, quer aos compromissos com a segurança social. Curioso, não é?
Por isso, li com bastante curiosidade os artigos de Carla Aguiar e Manuela Arcanjo, saídos hoje no Diário de Notícias. E nem preciso dizer mais nada.
Ah! Já agora, repiso um dado que me vem à cabeça: Os funcionários públicos são das poucas (para não dizer quase únicas) pessoas que, há bastos anos, não têm fugido (nem podem, aliás) quer aos seus compromissos fiscais, quer aos compromissos com a segurança social. Curioso, não é?
Epistologias (As preocupações da minha gente)
"Exmos. Senhores Administradores (do Banco …)
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal? (…)"
(De um e-mail [que corre na net], que recebi de um amigo, sobre as relações de alguém com uma instituição bancária da nossa praça.)
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal? (…)"
(De um e-mail [que corre na net], que recebi de um amigo, sobre as relações de alguém com uma instituição bancária da nossa praça.)
sexta-feira, outubro 13, 2006
Há dias felizes (mesmo sendo dia 13)
Sou, na verdade, e assumo-o com toda a força (e com toda a humildade, diga-se), uma pessoa de muito bom gosto.
Foi seguramente por isso, que há 27 anos, no dia 13 de Outubro, numa modesta e pequena capela desta nossa Lisboa, assumi, perante familiares e amigos, que o testemunharam, o compromisso de viver com uma Grande Senhora. Aquela que continua a arriscar viver comigo.
Por curiosidade, refira-se que também o meu irmão António, no mesmo dia, se irmanou comigo no mesmo compromisso com outra Grande Senhora. Por isso, também o seu extraordinário bom gosto. É uma questão de família, que querem? …
Hoje, passado todo este tempo, passadas todas as alegrias e tristezas, por mim, vou teimosamente continuando a reafirmar que tem valido a pena. Como tenho a certeza de igual sentimento do meu irmão António, manifestado lá no alto da montanha, onde tenho a certeza que ele está.
Foi seguramente por isso, que há 27 anos, no dia 13 de Outubro, numa modesta e pequena capela desta nossa Lisboa, assumi, perante familiares e amigos, que o testemunharam, o compromisso de viver com uma Grande Senhora. Aquela que continua a arriscar viver comigo.
Por curiosidade, refira-se que também o meu irmão António, no mesmo dia, se irmanou comigo no mesmo compromisso com outra Grande Senhora. Por isso, também o seu extraordinário bom gosto. É uma questão de família, que querem? …
Hoje, passado todo este tempo, passadas todas as alegrias e tristezas, por mim, vou teimosamente continuando a reafirmar que tem valido a pena. Como tenho a certeza de igual sentimento do meu irmão António, manifestado lá no alto da montanha, onde tenho a certeza que ele está.
quinta-feira, outubro 12, 2006
A Comédia (divina) de Dante
“POR MIM ENTRA-SE NA CIDADE DOLENTE,
POR MIM ENTRA-SE NA DOR INFINITA,
POR MIM ENTRA-SE NA ESTÂNCIA
DA GENTE PERDIDA.
A DIVINA JUSTIÇA PUNITIVA MOVEU DEUS
A CRIAR-ME; FUI EDIFICADA PELA DIVINA
POTESTADE, A MAIS ALTA SABEDORIA
E O PRIMEIRO AMOR.
ANTES DE MIM NÃO FORAM CRIADAS
SENÃO COISAS ETERNAS, E EU ETERNAMENTE
DURO. DEIXAI TODA A ESPERANÇA,
Ó VÓS QUE ENTRAIS!”
Canto Terceiro
(Porta Infernal)
Inscrição que encima a porta
quarta-feira, outubro 11, 2006
A “reforma” da nossa Segurança Social”
"Mais justo", assim considerou José Sócrates o sistema que vai vigorar a partir de Janeiro de 2007 e que será "completamente diferente."
Cá para mim, tenho sérias reservas ao dito pelo PM. É que não me parece mesmo nada justa esta Segurança que o actual governo quer fazer Social. E de Vieira da Silva esperava mesmo muito mais. Veremos se não será um dia destes convidado a participar nalguma reunião “clubista”…
Neste particular, perfeitamente de acordo com a CGTP (vá lá…), central de onde, embora me tentem cada vez mais (ela própria muitas vezes), não consigo sair.
Cá para mim, tenho sérias reservas ao dito pelo PM. É que não me parece mesmo nada justa esta Segurança que o actual governo quer fazer Social. E de Vieira da Silva esperava mesmo muito mais. Veremos se não será um dia destes convidado a participar nalguma reunião “clubista”…
Neste particular, perfeitamente de acordo com a CGTP (vá lá…), central de onde, embora me tentem cada vez mais (ela própria muitas vezes), não consigo sair.
terça-feira, outubro 10, 2006
Coerências
Nisto, tem razão João Cravinho. É evidente que não lembra a ninguém, pelo menos àqueles que desejam livre, consciente, seria e convictamente uma sociedade mais justa, mais livre, mais fraterna, mais solidária.
Iberismos
Andam no ar, nos tempos que correm, algumas ideias que vêm, estou certo, e quer se queira quer não, provocar uma reflexão sobre todos nós, os descendentes dos povos que se espraiaram ao longo dos séculos neste pedaço de Terra a que se chama a Península Ibérica (ou, quiçá, a “Hispânia”).
Nesse sentido, e porque me parece que um dia ainda vamos ter que pensar muito seriamente sobre isto, creio que valerá bem a pena ler o artigo de opinião de Santiago Petschen (Prof. catedrático de Relações Internacionais na Univ. Complutense de Madrid), publicado hoje no Diário de Notícias.
Nesse sentido, e porque me parece que um dia ainda vamos ter que pensar muito seriamente sobre isto, creio que valerá bem a pena ler o artigo de opinião de Santiago Petschen (Prof. catedrático de Relações Internacionais na Univ. Complutense de Madrid), publicado hoje no Diário de Notícias.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Há quem diga
Não nos devemos encerrar na nossa mediocridade. Se acarinhares a tua magia, ela libertar-te-á de todas as camisas-de-forças.
Christian Jacq
Mozart, O Filho da Luz
Christian Jacq
Mozart, O Filho da Luz
sábado, outubro 07, 2006
Uma história de José(s)
Tadinho do José. Afinal ele até era e é um bom rapaz. No fim de contas, a culpa será de tudo e de todos, menos dele próprio. A culpa será, sobretudo, daquelas “coisas ocultas”. Esquisitas e (porque não?) demoníacas.
Isto é o que vem agora dizer o outro José. Se calhar, querendo fazer santo quem apenas merece o sabor insonso e insalubre. O José sabe bem que tem que dizer o que disse. Por causa “deles”. Por “eles”. Com “eles”.
Mas, caramba, o homem não tinha mesmo, nem tem, jeitinho nenhum para a coisa. É que às vezes não basta sermos muito bons numa determinada coisa para sermos igualmente muito bons noutra coisa. Por exemplo, um óptimo médico poderá não dar um bom ministro da saúde. Ou um competente e exemplar engenheiro ou arquitecto poderão não dar um bom ministro das obras públicas. Como até, porventura, um óptimo vereador poderá não dar um bom presidente de câmara.
Ora, ao José parece ter-lhe faltado mais qualquer coisa. Mas isso não importa ao outro José.
Porque o que importa para “eles” é irem pondo as coisas no seu devido lugar. De um lado o Bem, “eles”, e no outro lado o Mal, os “outros”.
Como se não viessem, afinal e porventura, todos do mesmo sítio.
Isto é o que vem agora dizer o outro José. Se calhar, querendo fazer santo quem apenas merece o sabor insonso e insalubre. O José sabe bem que tem que dizer o que disse. Por causa “deles”. Por “eles”. Com “eles”.
Mas, caramba, o homem não tinha mesmo, nem tem, jeitinho nenhum para a coisa. É que às vezes não basta sermos muito bons numa determinada coisa para sermos igualmente muito bons noutra coisa. Por exemplo, um óptimo médico poderá não dar um bom ministro da saúde. Ou um competente e exemplar engenheiro ou arquitecto poderão não dar um bom ministro das obras públicas. Como até, porventura, um óptimo vereador poderá não dar um bom presidente de câmara.
Ora, ao José parece ter-lhe faltado mais qualquer coisa. Mas isso não importa ao outro José.
Porque o que importa para “eles” é irem pondo as coisas no seu devido lugar. De um lado o Bem, “eles”, e no outro lado o Mal, os “outros”.
Como se não viessem, afinal e porventura, todos do mesmo sítio.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Nem sou eu que o digo
Plenamente de acordo com Jorge Coelho quando afirma que "em matéria de saúde, que tem a ver com pessoas, convém ter a consciência de que as decisões não podem ser tomadas pelo prisma tecnocrata". Fica registado.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Questão (hoje) de convicções
Cá por mim, prefiro muito mais a “coisa pública” que a “eternidade de um príncipe”.
Estranhos sentimentos
Sinceramente que não compreendo isto. Cá para mim continuo a pensar que o caso do "Envelope 9" ainda não está cabalmente esclarecido. E por isso estranho muito – pelo menos – esta atitude manifestada por Vitalino Canas, em nome do seu PS.
quarta-feira, outubro 04, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
As preocupações da minha gente
Tem razão o Movimento dos Utentes dos Serviços de Saúde.
É mesmo para ficarmos bem preocupados.
De facto, o homem sabe bem o que está a fazer…
É mesmo para ficarmos bem preocupados.
De facto, o homem sabe bem o que está a fazer…
Registos incómodos
Portugal ganha três medalhas nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática
Portugal conquista quatro medalhas nas Olimpíadas Ibero-americanas de Física
Isto, estou em crer, ninguém está com muita vontade de reflectir. E é pena.
No meio de tudo isto – e embora tudo isto – apenas as minhas felicitações para estes campeões.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Cantiga de amigo
Sonho novas de meu amigo
Que me não chegam nesta hora de o querer
É partido em dia de horas ausentes
Em momentos de névoas salgadas e perdidas
E é sonhado em noites perturbadoras
Em leitos abertos à saudade e desfeitos de prantos
Sonho novas de meu amigo
Que me não chegam nesta hora de o querer
Não sei por onde anda o meu ausente
Nem caminhos descubro por chegar
Porque de viagem é a hora que procuro
E chegar ainda não revela o meu sentir
Sonho novas de meu amigo
Que me não chegam nesta hora de o querer
Que me não chegam novas do que anseio
Nem palavras nem trovas por compor
Porque em meu amigo me perdi sem remorsos
E em meu amigo me descobri sem voltar a perder-me
Que me não chegam nesta hora de o querer
É partido em dia de horas ausentes
Em momentos de névoas salgadas e perdidas
E é sonhado em noites perturbadoras
Em leitos abertos à saudade e desfeitos de prantos
Sonho novas de meu amigo
Que me não chegam nesta hora de o querer
Não sei por onde anda o meu ausente
Nem caminhos descubro por chegar
Porque de viagem é a hora que procuro
E chegar ainda não revela o meu sentir
Sonho novas de meu amigo
Que me não chegam nesta hora de o querer
Que me não chegam novas do que anseio
Nem palavras nem trovas por compor
Porque em meu amigo me perdi sem remorsos
E em meu amigo me descobri sem voltar a perder-me
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