quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Os meus olhares
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Os amigos fazem anos
Parabéns rapariga! E continua, com toda a tua simpatia, generosidade e amizade, para com aqueles, que como nós, se sentem bem aqui. Faz-nos mesmo bem. Como, estou certo, te fará também bem a ti própria.
Pensamentos subversivos (LVIII)
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Se calhar até eu apostava…
Ricardo Araújo Pereira
Terrorismo é uma coisa, estupidez é outra
Visão, 31.01.2008
Leituras de hoje
Maria José Nogueira Pinto
POLÍTICA E SAÚDE
Diário de Notícias, 31.01.2008
quarta-feira, janeiro 30, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
A ver se nos entendemos…
João Miguel Tavares
FALTA DE AMBULÂNCIAS E EXCESSO DE TERRORISTAS
Diário de Notícias, 29.01.2008
“HAIKU” [VIII]
Meu bebé morde o mamilo –
Neblina no céu.
SUJITA HISAJO (1890-1946)
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Dixit
Aos poucos tornamo-nos mais securitários, mais adeptos do fecho das fronteiras, mais adeptos da vigilância electrónica, mais adeptos de uma série de medidas que contradizem a enorme marcha da nossa civilização para uma sociedade mais livre.
Essa é a guerra que estamos a perder. Em nome da nossa segurança e por via da nossa incapacidade derrotamo-nos a nós próprios. E eles, para quem a morte é a glória, sabem-no muito bem.»
Henrique Monteiro
A guerra que andamos a perder
Expresso, 28.01.2008
domingo, janeiro 27, 2008
Dixit
Nuno Brederode Santos
VISTO DA MARGEM
Diário de Notícias, 27.01.2008
Quem fala assim…
- “O fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal. Há aí uma criminalidade em Portugal muito importante, da mais nociva criminalidade para o Estado, para a sociedade, e que andam aí impunemente e alguns deles andam aí a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português”
. - "O Ministério Público é muito forte com os fracos, mas muito fraco com os fortes"
Citação do dia
Lao-Tsé
China Antiga, [-570--490], Sábio
Citação daqui
sábado, janeiro 26, 2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Citação do dia
Vergílio Ferreira, Escritor Português (1916-1996)
[Via Destak, 23.01.2008]
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Bem dito
É tudo isto que vai retirando legitimidade a essa lei "clara nos objectivos, mas de difícil leitura", para citar as palavras de Francisco George. Porque não é só a leitura que é difícil, a mente do legislador também está confusa e a equidade comprometida. Esta lei não é dura. É uma anedota.»
Maria José Nogueira Pinto
DURA LEX SED LEX?
Diário de Notícias, 24.01.2008
Contaram-me de ti
Nos teus olhos silenciosos
E da tua figura agastada.
A inquietação perturbou-me.
De não ter olhado o teu rosto
De não ter sentido as tuas mãos inquietas
De não ter falado as palavras
Que esperavas e não pedias.
Contaram-me dos teus olhos
Perdidos na névoa sombria
De momentos que te feriram.
E eu envolto em nuvens
De coisas bem feitas e frágeis.
Contaram-me da tua chegada
Sem passos de caminhada
E eu tão longe já partido.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Ora ainda bem que cá temos os bons exemplos da iniciativa privada!
Sol, 23.01.2008
‘Estória’ de não saber
Não sei de José nem de João. Nem mesmo sei como apareceram por ali. Como não sei também se se conhecem, ou se estão ali os dois como se não estivessem os dois ali junto um do outro. Por acaso, até nem sei se o José se chama, afinal, João, ou vice-versa. Ou, por ventura, Manuel, Tiago, Luís, Alfredo, ou António.
Não sei de José nem de João. Nem devo saber se mais alguém desconhece a sorte ou a má sorte destes João e José. Como também não sei se vivem, ou sobrevivem, ali ou apenas se ali se deixam estar.
Não sei muita coisa, das muitas coisas que a vida nos traz.
O que sei é o que vi. Dois cobertores tapando dois corpos, ali mesmo junto à porta de uma das Igrejas que abrigam preces nesta nossa Lisboa tão espiritual e tão mística. Não sei se eram o José e o João. Nem sei tão-pouco o porquê de estarem ali. Sei que a noite já estava. Eles também.
Não sei o depois. Nem sei como terá sido o antes.
Sei que por ali passa gente. Como eu.
terça-feira, janeiro 22, 2008
“HAIKU” [VII]
Uma mulher a dormir
Qual bicho-da-seda.
TAKESHITA SHIZUNOJO (1887-1951)
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Dixit [Indignações]
Fernando Madrinha
Jogo de enganos
Expresso, 21.01.2008
Gente sem memória, é gente sem futuro
sábado, janeiro 19, 2008
Dixit
Anselmo Borges
MENTIRA E DIREITO À VERDADE
Diário de Notícias, 19.01.2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
A ler [a crónica toda]
Miguel Carvalho
A Devida Comédia
Visão, 18.01.2008
Santas e sagradas … imoralidades!
Público, 18.01.2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Pensamentos subversivos (LVII)
[Pelo menos, será sempre a maneira mais fácil…]
‘Estória’ de chegar
No espaço que desde sempre conhecemos como o espaço onde fatalmente nos chegamos, mesmo que nem sempre o saibamos reconhecer, encontrou um lugar onde pudesse repousar a cabeça. E o corpo todo, já agora, que nem sempre é apenas a cabeça o motivo dos cansaços que nos tolhem o movimento.
Chegou como chegam todos aqueles que acabamos por receber com a naturalidade do estar e do permanecer.
No tempo que desde sempre aprendemos a conhecer como tempo de serena tranquilidade, propiciadora de novos quereres, retemperadora de novas energias, apaziguadora de forças aquecidas por tempestades bem carregadas, encontrou novo tempo de re-aprender a sonhar, porque da vida talvez apenas pudesse respirar o sonho.
Chegou, afinal, como chegam todos aqueles que chegam. Sem mais.
E aqui, onde me encontro, onde nos encontramos, apenas somos capazes de ver, de escutar, de apreender, de abarcar, de ousar, tudo aquilo que fica para lá dos que chegam. Os que chegam como chegam. Sem mais.
Porque, talvez, ficar, estar, permanecer, como quem fica, está, permanece, se calhar só está ao alcance daqueles que são capazes de chegar como chegam todos aqueles que chegam. Sem mais.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Dixit
Quem nos acode?»
Baptista-Bastos
OS 'GÉNIOS' E OS OUTROS
Diário de Notícias, 16.01.2008
Boa malha!
Ferreira Fernandes
Diário de Notícias, 16.01.2008
Temporalidades
Que nos leva a baixar a cabeça
Como se desce o sentimento.
Abrem-se à nossa frente janelas
Franqueadas em gestos largos e manchados
Pela humidade que nos medra nos olhos.
A nossa casa tem sido quase sempre
A sensação de querer mais e poder menos
O desejo de ansiar e a vontade de ousar.
E porque apenas conhecemos o que está perto
Descuramos com a indiferença dos fracos
Os longes que se desejam aqui bem perto.
É verdade que não somos capazes de olhar
E o ver está tão afastado de nós
Como do fariseu a compaixão se perdeu.
O tempo está tão cheio de poeira
Como enevoado se descobre, afinal,
A minha distância para a vida.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Dixit
Mário Soares
NOTAS SOBRE 2008
Diário de Notícias, 15.01.2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
AVC’s [e outros enfartes] clubísticos [2]
É o clube do meu coração no melhor de toda a sua “normalidade”.
E já agora, até na realeza somos bem mais pequeninos que aqui ao lado. É que nem o nosso 'Donzinho' consegue dar a 'el-presidente' o seu mais veemente “porque não te calas?”.
domingo, janeiro 13, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
A ler
- Como esfolar dois gatos – Ricardo Costa – [Diário Económico]
- Elogio da loucura – Miguel Carvalho – [Visão]
- Na apresentação do governo-sombra – Miguel Abrantes – [Câmara Corporativa]
quinta-feira, janeiro 10, 2008
E porque não pegar nele e ler?

Vates A.G.B.
Ana Margarida Oliveira
Ed. Verso da Kapa
.
- «A verdade é que já Camões conferiu ao povo português, n’Os Lusíadas um carácter messiânico, um povo eleito que dá mundos ao Mundo. (…) E tal como agora, também então vivemos, como diz Fernando Pessoa, na “mágoa de um presente infeliz, a saudade imensa de um futuro melhor”. Acreditamos num “Encoberto” e, ao longo da História, acreditámos em vários. Esse é o nosso mito: não ter um mito para além de nós próprios, e é isso que nos une.» (Pág. 293)
- «Na verdade, ao longo dos séculos fomos descobrindo o Mundo e esquecemo-nos de nos descobrir a nós. Abrimos as portas ao Mundo e fechámo-las a nós. Nós podemos ser o nosso próprio Encoberto.» (Pág. 294)
Em Janeiro de 1608, em pleno reinado de D. Filipe II, a nau Santo Agostinho sai de Goa para mais uma viagem de volta ao reino. Dentro desta nau estão as enigmáticas Trovas do Bandarra.
No século XXI, uma jornalista, ao preparar um artigo sobre Fernando Pessoa, apercebe-se que algo de estranho se passa com as Trovas do Bandarra.
Entre as dificuldades da viagem na nau do século XVII e as descobertas arqueológicas do século XXI, desenrolam-se duas fascinantes e tumultuosas histórias de amor e ainda a perigosa tarefa de decifrar as Trovas do Bandarra.
No fundo, Ana Margarida Oliveira, o que nos veio oferecer foram duas histórias de amor, numa única história de querer bem. De querer bem a um destino que de pessoal, se transforma necessariamente em colectivo. E, por isso mesmo, comum. E que, inexoravelmente, se tem [terá] de cumprir.
E isto não é, com toda a certeza, o menos importante.
“Vejo o mundo em perigo,
Vejo gentes contra gentes;
Já a terra não dá sementes,
Senão favacas por trigo
Já não há nenhum amigo,
Nenhum tem o ventre são,
Somos já vento soão,
Que não tem nenhum abrigo “
Citação daqui
Imagem daqui
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Espaços amigos
Por lá andei e gostei. E lembrei o tempo em que por “lá” fui respirando.
Por isso, aqui fica o registo:
Pensamentos subversivos (LVI)
terça-feira, janeiro 08, 2008
Dúvidas subversivas (XXVIII)
Não será também para se poder dizer depois, lá mais para o final do ano, que o aumento foi superior?...
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Pensamentos subversivos (LV)
AVC’s [e outros enfartes] clubísticos
Senão, vejamos [é preciso não ter a memória curta, e ter alguma calma a ver as coisas]: Até hoje não tínhamos ouvido falar de qualquer destes jogadores por estas razões. Mais até, qualquer deles era pedra bem importante, para não dizer essencial, na estrutura da equipa. Que se saiba, como jogadores e como pessoas. Aliás, se calhar ninguém era capaz de dizer com convicção que algum deles fosse capaz disto.
Mas o que aconteceu, aconteceu. Não poderia nunca acontecer. Esteve bem o treinador ao fazer o que fez. Também esteve bem o presidente ao fazer o que fez. Vamos ver o que vai dar, no final disto tudo.
Mas, desculpem lá a maldade, não se me tira da cabeça que o principal culpado de tudo isto não está em nenhum dos dois…
domingo, janeiro 06, 2008
"Meditabundando"
Ninguém nos pode privar da alegria do primeiro momento de consciência, ou seja, da descoberta. Mas, se reclamamos as respectivas honras, a alegria corre grave risco de se desfazer. Porque na maior parte dos casos não somos os primeiros.
O que é a descoberta? E quem pode dizer que descobriu isto ou aquilo? Que grande loucura é afinal alardear prioridades nesta matéria. Porque não querer confessar abertamente o plágio é arrogância e inconsciência.
Há dois sentimentos que são os mais difíceis de ultrapassar: o que resulta de descobrir uma coisa que já foi descoberta e o que decorre de se não ver descoberto aquilo que se devia ter descoberto.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
Citação daqui
sábado, janeiro 05, 2008
Ainda há vozes proféticas
Bispo Wolfgang Huber, Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana na Alemanha (EKD), ao jornal Bild am Sonntag, [Alemanha]
Via Diário de Notícias, 05.01.2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Bem dito
Fernanda Câncio
O INSPECTOR, A LEI, A CIGARRILHA, O CASINO E O PAÍS PACÓVIO
Diário de Notícias, 04.01.2008
Dixit
Eduardo Ferro Rodrigues
Entrevista à Revista Visão, 03.01.2008
Poema políticamente incorrecto
(Há tempos, no Aeroporto de Singapura, na sala do fumo...)
Fumador inveterado e bem obstinado
Me afirmei com todas as forças que descubro
Querem-me escondido e esquecido
Em espaços obscuros e esconsos
Como se de peste me vestisse
E apertam-me e empurram e afastam
E me despem friamente do que sou
Encurralado e acossado em nome
De verdades bem vistosas e condignas
Oferecem-me piamente a solidão
Proíbem-me e inibem-me sabiamente
E comercializam, ao meu lado, o meu pecado
Declaração de interesses:
Presentemente, sou não fumador convicto, até porque de sustos já chega.
Mas sou igualmente não pactuante com a estúpida intolerância dos “tolerantes”.
[Para não dizer mais…]
quinta-feira, janeiro 03, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Dixit
Baptista-Bastos
TALVEZ TERNURA
Diário de Notícias, 02.01.2008
E não é que já cá estamos?
Na verdade, a certeza que mais vamos tendo, é a de que tudo passa. E passa mesmo.
Passam os dias e passam as horas.
Passam os momentos e passam as sensações.
Na verdade, cada vez mais, vamos acabando por descobrir que muito, mas mesmo muito, pouca coisa vai permanecendo imutável. Mas, não tenhamos dúvida, vai permanecendo imutável.
E cá estamos.
Na verdade, até os anos passam.
Por isso mesmo, cá estamos em 2008. Inexoravelmente. Com toda a irreverência de uma criança que começa a dar os primeiros passos.
E cá estamos.
Na verdade, passámos de ano. 2007 adormeceu o sono permanente e 2008 acordou para a caminhada que se mostra aberta.
Mas também descobrimos a nossa certeza possível. Descobrimos que, pelo menos, ainda respiramos. E, para já, é o que mais importa. Talvez, se calhar, a única coisa que importa.
Que, no entardecer de 2008 possamos descobrir, com serenidade, que valeu a pena participar na caminhada.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
domingo, dezembro 30, 2007
É d’Homem!
- No ano de 2008 tem de acabar a ‘Operação Furacão’. Vai ser o ano do fim do processo dos voos da CIA, do julgamento da Casa Pia e outros. Os poucos prazos que anunciei até hoje cumpriram-se.
- É um ano [2008] muito importante! As pessoas estão à espera de resultados e têm todo o direito de pedir contas. O que não pode pensar o sindicato do Ministério Público, ou quem quer que seja, é que o poder político não tem o direito de inquirir o procurador sobre a Justiça. Tem todo o direito. O Presidente da República e o primeiro-ministro têm todo o direito de perguntar ao procurador como vai a Justiça do País. É natural que queiram resultados e que eles venham a aparecer. É preciso sair do impasse em que a justiça se encontra.»
Pinto Monteiro, Procurador-geral da República
Entrevista [excertos] ao Correio da Manhã, 30.12.2007
sábado, dezembro 29, 2007
Ler os outros
Inês Pedrosa
Regresso ao futuro
Expresso, 29.12.2007
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Os deuses devem mesmo estar loucos… [Ou: Para acabar o ano em beleza]
Público, 28.12.2007
Dixit
Carlos Marques de Almeida
“Música no coração”
Diário Económico, 28.12.2007
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Balanços…
Pedro Lomba
UM ANO IMPOLÍTICO
Diário de Notícias, 27.12.2007
quarta-feira, dezembro 26, 2007
terça-feira, dezembro 25, 2007
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Poema de Natal
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes
Encontrado aqui
domingo, dezembro 23, 2007
Poema de Natal
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga
Antologia Poética
Coimbra, Ed. do Autor, 1981
Encontrado aqui
sábado, dezembro 22, 2007
Os “mas” do costume
O que está em causa, o que conta verdadeiramente, o que deveria ser levado em conta é tão-somente o PRINCÍPIO. Não o valor das coisas, que raio!
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Momentos íntimos
Bateste-me à porta.
De mansinho
Eu t’a abri
E de mansinho
A estrada foi sendo
Caminhada
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Na verdade, gostei de ler
Há dois meses que nos incitam a "brincar ao Natal", agora definitivamente transformado num entrudo pelo marketing desenfreado da sociedade de consumo. Só vejo o velho vermelhusco, o seu trenó e as suas renas, sinos, fitas e bolas, pinheiros de todos os tamanhos, comida e presentes. Uma sociedade infantilizada parece querer fugir de qualquer espiritualidade, recusar qualquer dimensão transcendental. Onde está, então, o Menino, a razão única desta efeméride, quer se acredite quer não, na sua divindade?»
Maria José Nogueira Pinto
ONDE ESTÁ O MENINO?
Diário de Notícias, 20.12.2007
Não resisto a colocar aqui [Sem mais palavras, obviamente…]
Sol, 20.12.2007
Momentos íntimos
Sulcos na areia da vida
E os meus pés são como formigas
Minúsculos obreiros da eternidade
quarta-feira, dezembro 19, 2007
terça-feira, dezembro 18, 2007
É bom irmos pensando bem nas coisas, porque qualquer dia…
João Miguel Tavares
O CAPUCHINHO VERMELHO CORRE RISCO DE DESEMPREGO
Diário de Notícias, 18.12.2007
Dixit
Miguel Sousa Tavares
O circo
Expresso, 17.12.2007










