terça-feira, julho 17, 2007

Provérbios

A vida é uma cadeia de desenganos por meio dos quais se vai adquirindo a experiência
Encontrado aqui

segunda-feira, julho 16, 2007

Ontem lá tivemos as “intercalares” em Lisboa (2)

G’anda nóia!!

Ribeiro e Castro: 1 vereador - Paulo Portas: 0 vereador

Ontem lá tivemos as “intercalares” em Lisboa

Como possível rescaldo ao que se passou ontem, quer-me cá parecer a mim que bem poderemos dizer que cerca de 320.000 de cidadãos de Lisboa (61,15 % dos cerca de 525.000 eleitores) se estiveram positivamente a marimbar [para ser simpático] para o futuro da sua própria cidade [quiçá, para o seu próprio].

Podem consultar-se aqui os resultados provisórios de ontem.

sábado, julho 14, 2007

“Casa roubada, trancas à porta” (2)

Há dias escrevi isto.
Hoje dou de caras com
isto.

Quer-me cá parecer a mim que se deve estar à espera pelo “passamento” de mais alguém para que as medidas que se anunciam sejam uma realidade.

E pronto: castiguem-se os jogadores e tudo vai continuar tranquilamente na santa paz do senhor

Mundial sub-20 : Desacatos no jogo com o Chile vão ter consequências
FPF promete castigos
Correio da Manhã, 14.07.2007

Perante o que se passou, é evidente que se devem tirar ilações. É evidente que os erros têm que ser reprimidos.

Mas, mais uma vez me parece que vamos ficar pela rama, pela borda do alguidar. É que, se calhar, estas atitudes mais não são que corolários das “desculpas de mau pagador” pelos últimos desaires. Quando quem deveria ter cuidados redobrados com a maneira de encarar os desafios, apenas passa o tempo a queixar-ser dos outros, como se, afinal, o seu sucesso só não acontecesse por razões alheias (cabalas, perseguições, etc.), então não nos admiremos.

É que, se calhar, mais gente haverá que deveria andar a bater com a mão no peito.

Olhares [do tempo]

Maria Conceição Valdagua
Reflexão
óleo s. tela
Imagem
daqui

quarta-feira, julho 11, 2007

“Casa roubada, trancas à porta”

«O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem uma auditoria a todas as juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) e garantiu alterar a respectiva composição, passando as juntas a ser compostas só por médicos, sem qualquer representante da própria CGA.»
Correio da Manhã, 11.07.2007

É bem verdade, esta nossa maneira de ser de só depois de coisas como esta acontecerem, é que nos lançamos por aí de mãos no ar, a gritar “valham-nos os deuses!”.

E, normalmente, como é evidente, e para mal, pelo menos de alguns, há sempre alguém a pagar a factura.

Como é que diz que disse?

«(…) Neste panorama pouco animador, só a candidatura de Fernando Negrão contrasta fortemente com as outras. Inspira tranquilidade e confiança. Desde logo pela sua grande experiência política, autárcica (*) e profissional. (…)»
Vasco Graça Moura
escritor
Diário de Notícias, 11.07.2007

(*) Quererá dizer autárquica? ?!?!...

Outros olhares

Susan Joarlette
Silêncio
Óleo sobre tela
Imagem
daqui

terça-feira, julho 10, 2007

Mas o que é que o rapaz anda cá a fazer?

«Achei um debate [dos 12 candidatos à CML, RTP1] um bocadinho chato. Se estivesse a ver televisão já tinha desligado há muito tempo»
Gonçalo da Câmara Pereira, cabeça de lista do Partido Popular Monárquico (PPM)
Sol, 10.07.2007

segunda-feira, julho 09, 2007

Salmo

Estás tão perto de mim
Mas falta-me percorrer ainda tanto
Para Te encontrar.
Estás em meu redor
Mas meu coração está, ainda,
Demasiado fechado
Para que possas chegar.

Vem, peço-te.
E ajuda-me a abrir a porta
Para que possas habitar esta minha casa
Que, muitas vezes, se esquece do Teu Amor.

domingo, julho 08, 2007

Outros [e descansados] olhares

Millet
Descanso a mediodía
Imagem daqui

Tem mesmo piada [se é que se pode ainda ter piada]

«(…) Por exemplo à semelhança daqueles guetos que se vão criando por aí para os viciados em tabaco, devia criar-se, em todos os cafés, bares, restaurantes, discotecas e afins, zonas para os viciados em piadolas contra o Governo. (…)»
Alice Vieira, Escritora
Lei antipiada
Jornal de Notícias, 08.07.2007

Obrigatória a leitura completa aqui.

sábado, julho 07, 2007

Dixit

«Já se percebeu que os vigilantes, uns mais jovens do que outros, andam aí aos molhos. Claro que qualquer cidadão arguto já se adaptou à emergência. Precauções a tomar: olhar para trás antes de dizer o que quer que seja nem que pareça baixinho; só ter opiniões com pessoas íntimas cuja confiança tenha sido submetida a testes prévios e convenientemente duros; em situações de risco, optar sempre por acenar a cabeça embora de maneira a que não se perceba se é claramente sim ou evidentemente não. A linguagem é traiçoeira, mas o body language chega a ser menos seguro.»
Ana Sá Lopes
A POLÍCIA JUVENIL DOS MAUS COSTUMES PERSEGUE MARIAZINHA
Diário de Notícias, 07.07.2007

A campanha do Público

«Lisboa: AR paga assessores de Costa e Sá Fernandes. Apesar de integrarem grupos parlamentares, alguns só colaboram na campanha eleitoral.»
Público [edição impressa], 07.07.2007

Quer-me cá parecer que o jornal anda meio esquecido. E os outros? Por exemplo, e já agora, quem paga aos assessores de Ruben e de Carmona?

Uma das minhas maravilhas do mundo


sexta-feira, julho 06, 2007

Provérbios

As dúvidas aumentam com a idade, não as certezas
Encontrado aqui

Outros olhares [T'á quase]


quinta-feira, julho 05, 2007

Curioso [ou, talvez, perigoso]

É evidente que isto não vai acabar com coisa nenhuma. A montante e a jusante, a berraria, a excitação, o nervosismo, os escrúpulos fervorosos, como não poderia deixar de ser, vão continuar.

Porque o que vai parecendo a cada vez mais gente é que existem por aí uns pequenos que pensam de vez em quando que são grandes e que se fazem ainda maiores com tiradas grandiloquentes.

Para não dizer que também andam por aí outros pequenos que fazem e dizem apenas o que julgam que os outros querem ouvir, ao sabor de algumas “modas” que apenas se fizeram para adormecer os demais.

Pensamentos subversivos (XXVIII)

Coisa deveras importante esta. Nada mais importante que isto, nos dias que correm.
Quando as manchetes, os títulos, os destaques são estes, cá para mim, é porque, afinal, Lisboa está bem e recomenda-se.

Dúvidas subversivas (XIV)

quarta-feira, julho 04, 2007

Dixit

(…) As pessoas precisam de símbolos de destemor, porque desejam rever-se nessa espécie de silogismo que faz do exemplo uma criação da esperança. Cunhal, Soares, Sá Carneiro, Vasco Gonçalves, vivem nessa matriz. Podemos gostar, ou não, daquilo que foram ou ainda representam. Como diria o meu amigo Luís Pignatelli, boémio e poeta, eles conservavam a nudez de um bom verso que admite todas as rimas. Aceitaram as imprecações e as injúrias, a pressão dos dias e a convulsão de anos tumultuosos, mas nunca se esconderam. José Sócrates pertence à congregação de fugitivos cujos protótipos mais próximos podemos encontrar em António Guterres e em Durão Barroso. O destino que escolheram não resgata o seu absentismo nem acrescenta lustre à mediocridade das suas estaturas. (…)
Baptista-Bastos
“A METÁFORA DE BELARMINO”
Diário de Notícias, 04.07.2007

A “Borracha” no livro da história

«George W. Bush considerou "excessivos" os 30 meses de prisão a que Lewis Libby, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, foi condenado em Junho por obstrução à justiça no caso da divulgação da identidade de uma agente da CIA. O Presidente dos EUA decidiu reduzir a pena a uma multa de 250 mil dólares e dois anos e meio de pena suspensa.»
Diário de Notícias, 04.07.2007

Verdades do nosso tempo

Imagem encontrada aqui

“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.”
George Orwell
Animal Farm, [O Triunfo dos Porcos]

terça-feira, julho 03, 2007

O que faz falta é explicar à malta

O Daniel Oliveira, no seu Arrastão, teve a excelente ideia de nos oferecer um texto de António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e operário naquela fábrica, sobre o acordo assinado naquela empresa. Tudo isto tendo em conta alguns comentários em defesa das propostas do Livro Branco para as leis laborais.

É obrigatória a leitura do texto completo. No entanto, deixa-se aqui, um pequeno excerto:

“Quem queira gerir as empresas e relacionar-se com os trabalhadores de uma forma inovadora e quem queira representar os trabalhadores de forma eficaz, tem de estar preparado para apresentar e receber propostas concretas e criativas que tenham como primeiro objectivo a manutenção dos postos de trabalho.
Infelizmente, esta é a cultura oposta à dos que, aplaudindo as propostas apresentadas no livro branco, não querem nem acordos nem negociações com os representantes dos trabalhadores das suas empresas. A cultura de imposição e da opacidade torna o modelo negocial que temos tido na Autoeuropa numa miragem. Não o usem, por isso, para fazer exactamente o oposto do que aqui temos conseguido.”

Provérbios

A dúvida é a sala de espera do conhecimento
Encontrado aqui

segunda-feira, julho 02, 2007

Poema em prosa

Mais do que eu poderia desejar, o que sinto nos dias que passam, é uma manifesta falta de vontade em percorrer o caminho que tenho a certeza me espera. Queira eu ou não queira.

Mais do que eu poderia imaginar, o que se manifesta à minha volta é uma verdadeira sensação de cansaço para avançar na estrada que sei estar à minha frente. Veja-a eu ou não veja.

Mais do que eu poderia querer, o que descubro nos tempos que respiro, é uma profunda sensação de ausência no tempo presente que alguns teimam em querer permanente. Quer eu esteja quer eu parta.

domingo, julho 01, 2007

Silêncios

«(…) Mariazinha defende-se com o silêncio. O silêncio é um risco mínimo, mas em si também é um risco. Secretamente, Mariazinha teme que o seu silêncio possa vir a ser mal interpretado. "Em que é que estás tu a pensar?", disse-lhe um dia o chefe, sobrolho carregado, de processo disciplinar em punho para o outro gajo do lado que tinha afixado um papel jocoso no elevador. É verdade que há pessoas que, só de lhes olhar para a cara, percebe-se perfeitamente em no que estão a pensar. E podem estar a ter maus pensamentos. Pensamentos jocosos. Pensamentos ofensivos. Mariazinha reza para que a sua cara não tenha ar de quem se prepara para "quebrar o dever de lealdade à hierarquia" ou para pensar "algo menos próprio" sobre o chefe ou, quiçá, o ministro da tutela. Reza para que a expressão seja, se não socrática, pelo menos neutra.»

Ana Sá Lopes
“O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO”
Diário de Notícias, DN Gente, 30.06.2007

Obrigatório ler o texto completo AQUI.

'TÁSSE' [mesmo] BEM

Botero
Pic nic
2001, oil on canvas
Imagem
daqui

sábado, junho 30, 2007

Dois anos

No final de Junho de 2005, quando iniciei este Tempo de Viagem, escrevi isto.

Hoje, passados dois anos, apetece-me dizer:

Aqui estou, de novo.
Espero, para continuar.

E, cansado deste re-começo, até já.

Dúvidas subversivas (XIII)

Será que só ele é que poderá usar a “res publica” para fazer política?

Pensamentos subversivos (XXVII)

Esta é que é uma campeã

Imagem daqui

Vanessa Fernandes é tetracampeã europeia
A portuguesa Vanessa Fernandes arrecadou este sábado, pela quarta vez consecutiva, o título europeu de triatlo, ao vencer a prova para elites femininas integradas nos campeonatos a decorrer em Copenhaga (Dinamarca).
A Bola, 30.06.2007

"Meditabundando"

É Preciso Restaurar o Homem
A minha civilização repousa sobre o culto do Homem através dos indivíduos. Teve o desígnio, durante séculos, de mostrar o Homem, assim como ensinou a distinguir uma catedral através das pedras. Pregou esse Homem que dominava o indivíduo... Porque o Homem da minha civilização não se define através dos homens. São os homens que se definem através dele. Há nele, como em todo o Ser, qualquer coisa que os materiais que o compõem não explicam. Uma catedral é uma coisa muito diferente de uma soma de pedras. É geometria e arquitectura. Não são as pedras que a definem, é ela que enriquece as pedras com o seu próprio significado. Essas pedras ficam enobrecidas por serem pedras de uma catedral. As pedras mais diversas servem a sua unidade. A catedral as absorve, até às gárgulas mais horrendas, no seu cântico. Mas, pouco a pouco, esqueci a minha verdade. Julguei que o Homem resumia os homens, tal como a Pedra resume as pedras. Confundi catedral e soma de pedras, e, pouco a pouco, a herança desvaneceu-se. É preciso restaurar o Homem. Ele é a essência da minha cultura. Ele é a chave da minha Comunidade. Ele é o princípio da minha vitória.
Antoine de Saint-Exupéry, in 'Piloto de Guerra'

Citação daqui

sexta-feira, junho 29, 2007

Ainda há mulheres com “eles” no sítio

Mika Brzezinski, jornalista do canal americano MSNBC, recusou-se ontem a ler uma notícia sobre a socialite Paris Hilton. A jornalista pegou num isqueiro para queimar o papel com a notícia, mas foi impedida pelos colegas.
Mika Acabou por rasgá-lo, enquanto refilava: “Odeio esta história e acho que não devia ser destaque”.
Expresso, 29.06.2007

Ver as imagens aqui.

Os deuses, às vezes…

«Um dia, Deus nosso Senhor vai levar Fidel Castro embora», disse Bush em resposta a uma pergunta, depois de um discurso na Escola de Guerra Naval.
Sol, 29.06.2007

George W. Bush tem destas coisas. Quando abre a boca, mais valia que apenas entrasse mosca. É que às vezes as respostas vêm imediatas e na medida certa. E merecidas, diga-se.

«Agora entendo porque sobrevivi aos planos de Bush e de outros presidentes de me assassinar: Deus nosso Senhor protegeu-me», disse Fidel, um ateu convicto, em declarações enviados à imprensa estrangeira em Cuba.
Sol, 29.06.2007

A ir por aí, começa a ser preocupante

Cá por mim, não sei o que se está a passar lá por cima.

Primeiro, foi o professor da DREN, que levou com um processo por ter dito umas coisas.
Agora, é uma directora de um centro de saúde que foi demitida por causa de um cartaz.

Por este caminho, quer-me cá parecer que isto tudo ainda vai dar um grande regabofe. E depois admiram-se…

quinta-feira, junho 28, 2007

Outros olhares

Aldemir Martins
Paisagem
acrílico sobre tela, 1984
Imagem
daqui

É pá, se é ele que o diz…

“(…) mas estou surpreendido porque algumas das pessoas que me criticaram há quatro anos agora foram ainda mais longe. São ex-marxistas mais neoliberais do que os neoliberais.”
Bagão Félix (ex-ministro do Trabalho do Governo de Durão Barroso),
Sobre o “Relatório de Progresso da Comissão do Livro Branco das Relações Laborais”, apresentado por Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.
Correio da Manhã, 28.06.2007

O princípio das coisas

O princípio das coisas
Foi coisa que sempre me fascinou
Aliás, o fascínio por tudo o que nos abarca
Foi sempre mote para os avanços e os recuos
Da nossa história que nem sempre assumimos comum

O princípio das coisas
Foi coisa que sempre me encantou
Aliás, o encanto por tudo o que nos envolve
Foi sempre alma para as alegrias e as tristezas
Da nossa existência que nem sempre desejámos comum

O princípio das coisas
É coisa que continua a questionar-me
Aliás, de questão em questão vou descobrindo
A nossa natureza humana
Que um dia havemos de sentir
Apenas

quarta-feira, junho 27, 2007

"Meditabundando"

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht
Citação daqui

terça-feira, junho 26, 2007

“Um homem vestido de preto da sola dos sapatos até à gola, com um pin vermelho em forma de coração”

«Parece aquela velha anedota: era um homem tão conhecido, tão conhecido, tão conhecido, que um dia foi ao Vaticano e as pessoas perguntavam: "Quem é aquele senhor de branco ao lado do Joe Berardo?"»
João Miguel Tavares, “JOE NO CCB, JOE NA PT, JOE NO BCP, JOE NO BENFICA. UAU, JOE”
Diário de Notícias, 26.06.2007

Dúvidas subversivas (XII)

segunda-feira, junho 25, 2007

Outros olhares

Botero
The beach
2002, oil on canvas
Imagem
daqui

Citação do dia

As Pequenas Injustiças
Não me conformo com as pequenas injustiças. Aceito as grandes, porque são inevitáveis, como as catástrofes, e atestam a impotência dos deuses.
Aquela criança, descalça, apenas precisava de uns sapatos. Se tivesse nascido sem pés, não era tão grande a minha revolta.
António Arnaut, in "As Noites Afluentes"

domingo, junho 24, 2007

sábado, junho 23, 2007

Ele lá saberá porquê

«O primeiro-ministro deu ordens a Correia de Campos para que o estudo sobre a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não fosse divulgado nem posto em discussão pública.»
Sol, 23.06.2007

Coisas do amigo "Manel"

Ultimamente, até nem tenho estado nada de acordo com ele. Cá por coisas. Mas nisto, creio bem que ele terá toda a razão.

sexta-feira, junho 22, 2007

Vá lá que o bom senso, por vezes, ainda se vai manifestando

«A Assembleia da República aprovou ontem, por unanimidade, uma proposta que recomenda ao Governo que recupere as casas dos bairros dos Lóios e Amendoeiras, em Marvila, Lisboa, que tinham sido transmitidas para a gestão da Fundação D. Pedro IV.»
Diário de Notícias, 22.06.2007

Nããããããããããããã........

Comerciantes dizem que Bragaparques foi «altamente beneficiada» com permuta
Sol, 22.06.2007

Pensamentos subversivos (XXVI)

Se tudo isto não fosse demasiado sério, até julgaria que estava a assistir a um programa humorístico.

E cá nesta terra lá vamos continuando cantando e rindo…

quinta-feira, junho 21, 2007

Há dias assim

Há dias assim. Acordamos bem e sem dificuldade nos levantamos. O sono soube-nos a descanso e os sentidos abrem-se às novidades do dia com a frescura das manhãs.

Há dias assim. Saímos de casa com a boa disposição a bailar à nossa frente e deixamos que os primeiros raios solares se manifestem nos nossos olhos.

Há dias assim. Damos por nós, tranquilos e satisfeitos, a caminho do emprego, com a certeza de que ainda havemos um dia de não chegar, mas afinal, apenas encontrar.

Há dias assim. Em que, ao chegar ao destino, apenas nos apetece regressar.

quarta-feira, junho 20, 2007

Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover (*)

«Quem é mais pobre paga cada vez mais pela generalidade dos serviços de saúde do Estado. Essa tendência está demonstrada num relatório realizado há quatro meses por um grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar soluções para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). As taxas moderadoras pouco ou nada adiantam, representando 0,77% da despesa total de saúde. Por outro lado, especialidades como Estomatologia, Ginecologia, Oftalmologia ou Cardiologia têm vindo a desaparecer do SNS em benefício dos privados.»
Jornal de Notícias, 20.06.2007


(*) Constituição da República Portuguesa, Artº 64º, nº 1
(Pode consultar o texto da Constituição da República Portuguesa,
aqui)

Dia Mundial dos Refugiados

Imagem daqui

terça-feira, junho 19, 2007

Momentos íntimos (VI)

É preciso olhar o caminho
E não ficar retido na partida
Mesmo que à nossa frente
O escuro seja o ar que respiramos

O passo a dar é ousar o depois
E o rumo a aventura que se assume

segunda-feira, junho 18, 2007

Outros olhares

Combas, Robert
Sin título
Acrílico, 1996
Imagem daqui

sábado, junho 16, 2007

Parábola do Zé e do Lucas

O Zé era um dos jovens mais requisitados da aldeia. E mais bem vistos por toda a gente. O que não era, porventura, de admirar, já que descendia de uma das famílias mais importantes e mais poderosas da região.

Toda a sua vida tinha sido conduzida com a segurança de quem sabe que as coisas são o que são, e que o mundo apenas olha para o que se pode e tem. Mas também que nunca se deveria esquecer que os preceitos e as leis (sobretudo as que existiam para se perpetuar o poder instituído) eram para se cumprir à risca.

E o Zé lá foi crescendo, aprendendo a ser um exemplo para todos. Mesmo que, por vezes, na intimidade da sua casa, os exemplos se ficassem apenas e tão-somente por exemplos. Mas que cumpria todas as letras dos compêndios que estudava e seguia, lá isso não se podia negar. Era, na verdade, um exemplo a seguir, segundo o seu mestre-escola.

Em tardes amenas e alegres, também o Zé se juntava aos outros jovens, em brincadeiras animadas e ruidosas. Mas sempre sem deixar de assumir a sua pose de menino bem comportado.

Lá na aldeia, numa casa meio acabada e já bem velha que se escondia ao fundo do casario, vivia o Lucas, um jovem mirrado pela secura do tempo e da boca. E da vida, diziam alguns.

Fugia amiúde de casa, em função das tareias com que era mimado, sobretudo pelo pai. A mãe, vivendo antecipadamente o deserto de carinhos e afagos, nem o marido lhe servia já de consolo. Seca de receber, acabara igualmente seca de dar. Desconfiados de tudo e de todos, apenas sabiam transmitir ao filho, que se calhar nem quiseram, a desconfiança com que olhavam a vida à sua volta.

Um certo dia, o Lucas tinha sido apanhado a roubar uma maçã, da cesta que a D. Ana tinha na sua venda. Coisa vil, segundo os compêndios da casa do Zé. E era, bem vistas as coisas.

Ao fugir da dona da venda, o Lucas esgueirou-se por entre os canaviais que acompanhavam o pequeno ribeiro da aldeia. Ao tornear, no centro do canavial, um grupo de canas mais afoitas, uma bem aguçada foi espetar-se-lhe no olho direito, ali ficando vermelha de sangue. Cambaleante, dorido e cego, acabou por cair já fora do canavial, ali mesmo ao lado do caminho que acompanhava o ribeiro.

Zé foi dos primeiros a chegar, ainda ofegante e depois do alarido todo que se tinha ouvido aquando do roubo e da fuga.

Quando o quiseram levar à pressa a casa do Senhor Fernandes, o enfermeiro não encartado da aldeia, foi a voz do Zé que se fez ouvir, indignada e bem sonora:

- Alto lá! Daqui ninguém sai até que se chame a autoridade. Foi cometido um crime. É preciso que seja feita justiça.

E só se calou quando, passadas que foram mais de duas horas de muito choro e dor, já depois de ser lavrado o auto, pelo Guarda Simão, lá puderam levar o infeliz criminoso até à sala do esforçado enfermeiro. Acompanhado, é bem de ver, e como não podia deixar de ser, pela escolta da autoridade. Depois de o ver, de limpar a zona ferida e sem remédio, deixando cair os ombros com ar de resignada comiseração, disse:

- Nada mais posso fazer. Levem-no ao hospital, muito embora não acredite que não venha a ficar cego daquela vista. Se o tivessem trazido logo, ainda se podia ter salvo a visão. Agora…

À noite, quando chegou ao quarto para se deitar, como era habitual, o Zé ajoelhou aos pés da cama e elevou aos céus a sua oração:

- Graças Vos dou, Meu Deus, porque não sou como os outros: ladrões, miseráveis, pedintes, injustos e mentirosos; nem como o tipo que foi hoje preso por ter roubado a D. Ana.

E, nessa noite, adormeceu feliz e tranquilo.

sexta-feira, junho 15, 2007

E não é que dei por mim a pensar que parece mais cristã a atitude da Amnistia Internacional?

«Amnistia garante não ser favorável à prática do aborto
A Amnistia Internacional (AI) divulgou ontem um comunicado negando ser partidária da prática do aborto, mas mantendo que é direito das mulheres "não serem submetidas a ameaças, à força ou à coerção quando pretendem exercer o seu direito em matéria de sexualidade e de reprodução". Todavia, a organização "deseja manter silêncio sobre os fundamentos do aborto", lê-se no documento difundido em Londres, que cita a secretaria-geral adjunta da AI, Kate Gilmore. A tomada de posição daquela organização surge um dia depois do Vaticano ter apelado aos católicos para suspenderem qualquer apoio e contribuição financeiros à AI, em protesto pela posição desta sobre o aborto. O conselho pontifical Justiça e Paz anunciou também "a suspensão das contribuições financeiras" da Igreja à AI. Sobre este ponto, a ONG esclarece "nunca ter aceitado fundos do Vaticano" nem de "outro Estado".
Para a AI, o essencial "é que o exercício dos direitos das mulheres não esteja submetido a medos, ameaças e pressões quando aquelas têm de gerir as consequências de uma violação ou de um sério ataque aos direitos do Homem", lê-se ainda no comunicado.»

Diário de Notícias, 15.06.2007

Desabafos [em dia de nuvens]

- Já viram como trataram disto tudo?

Desabafos de colega que acabara de sentir na pele que obras em espaços que ocupamos, ou se fazem “connosco” ou se fazem “apesar de nós”. Com os custos do nosso bem-estar, é evidente. E podendo ser de outra maneira, bem entendido.

É bem verdade, as coisas, ou são bem feitas, ou não. E quando digo “bem feitas”, quero dizer, naturalmente, bem pensadas, bem realizadas. Bem pensadas, sobretudo.

Nos tempos que correm, a mim, cada vez mais me vai parecendo que, se calhar, afinal somos tão-somente o que somos, porque as “cabeças” que temos também são o que são. E ponto final.

Afinal, nos tempos que correm, se calhar (ou não), o que faz falta é gente que pense.

Mas, terá sido [ESTE] o Programa que eu votei?

«o Governo está a cumprir o seu Programa de Saúde»
António Correia de Campos, Ministro da Saúde
Assembleia da República, Interpelação ao Governo sobre as políticas de saúde
Sol, 15.06.2007

Dúvidas subversivas (XI)

Não querem lá ver que é dos efeitos de se viver no “deserto”?

Pensamentos subversivos (XXV)

O que faz falta é adormecer a malta

quinta-feira, junho 14, 2007

É como o tempo de hoje: Nuvens sobre as nossas cabeças

“A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP, afecta à UGT) chegou hoje a acordo com o governo sobre a revisão do sistema de vínculos, carreiras e remunerações.”
Sol, 14.06.2007

Eu não diria melhor

“Nestas excepcionais circunstâncias, quais deveriam ser os critérios de selecção do (da) presidente da Câmara de Lisboa? Como eleitora e empenhada cidadã alfacinha sugiro estes: ter estatuto próprio; capacidade de liderança, saber pensar e saber concretizar; gostar do presente e ter saudades do futuro; sentir apetência para grandes coisas mas igual empenhamento na melhoria do quotidiano das pessoas.”
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 14.06.2007

Pensamentos subversivos (XXIV)

dura, parece ser a Mulher. Mas quer-me cá parecer a mim que também dever ser bastante dura em “bom-senso”. E quando assim é…

quarta-feira, junho 13, 2007

Santo António [de Lisboa]

Santo António e o Menino
Museu Militar do Buçaco, Buçaco, Portugal
Imagem daqui

Enche-se a Avenida de gente
Que a marcha já espreita
É assim que o povo que se sente
É Santo António que se enfeita

terça-feira, junho 12, 2007

Parabéns Zé

Imagem daqui
Nesta data, em 1875, a figura do Zé Povinho, criada por Rafael Bordalo Pinheiro, aparecia pela primeira vez na revista Lanterna Mágica.

Dúvidas subversivas (X)

Ao olhar para isto tudo, até dá vontade de perguntar porque é que, afinal de contas, se derrubou o ditador.

segunda-feira, junho 11, 2007

Hábitos de rico e a arte de furtar

«Há muitos milénios os bandoleiros da estrada viviam de saquear mercadores. Quando os nobres legalizavam a prática, através de taxas e portagens, a capa de legitimidade mantinha a rapina. Hoje as leis de protecção dos cidadãos constituem em muitos casos uma forma serena de pilhagem equivalente aos velhos assaltos. Já no século XVII o clássico português A Arte de Furtar ensinava que: "os maiores ladrões são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões" (c. IV).»
João César das Neves
Diário de Notícias, 11.06.2007

Outras leituras

1 Caramba, não custava nada pedir desculpa pelo que disse. Mesmo se sem intenção (embora, como dizia o meu avô, só se sente quem é filho de boa gente). Um pouco de humildade e bom senso não fazem mal a ninguém.

2
Neste caso, segundo parece, houve excesso de zelo. Em todos os outros parece haver défice

3
Eu não disse? Quando esta Senhora abre a boca…

domingo, junho 10, 2007

Outros olhares

Vasco Fernandes, 1853-1932
Pentecostes
c. 1534-1535, óleo sobre madeira
Sacristia da Igreja de Santa Cruz, Coimbra, Portugal
Imagem daqui

sábado, junho 09, 2007

Dúvidas subversivas (IX)

Mas ela sabe [pelo menos agora] com quem se meteu?

Quer-me cá parecer que esta Senhora, é daquelas pessoas que em cada “abertura de boca”, em cada gesto, em cada momento em que se dá “ares da sua graça”, das duas uma: ou entra “mosca” ou sai mesmo asneira…

Pensamentos subversivos (XXIII)

sexta-feira, junho 08, 2007

[Esses malfadados] Partidos

Muitas vezes (por muitas razões, porque me apetece, até) não estou de acordo com Daniel Oliveira [Arrastão]. O que não quer dizer que não seja seu leitor assíduo. Nos media e na blogosfera. (Caramba, o homem até escreve bem…)

Mas
aqui, ele até tem razão. Pelo menos no que diz respeito aos partidos políticos (o resto são outras contas) e à nova saga que por aí vai grassando, os “independentes” (entre aspas, de propósito).

Aconselha-se a leitura.

Citação do dia

Nós não somos a última geração na terra.
Monge Tibetano
Fonte:
aqui
.

quarta-feira, junho 06, 2007

Outros [e bem diferentes] olhares




Estados d’Alma

Como diz o meu amigo Paulo, normalmente o meu primeiro instinto é o que se aproxima e adequa mais com a realidade.

Apesar de tudo, a vida continua a sorrir-me.

terça-feira, junho 05, 2007

Leituras obrigatórias

Às vezes ele há coisas que nos fazem pensar. Vale [bem] a pena ler:

1. João Miguel Tavares, no Diário de Notícias (05.06.2007),
Será que a dor dos McCann merece tratamento VIP?

2. Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias (05.06.2007),
O medo da luta volta a atacar

Apenas um tempo no nosso tempo

Há um tempo no nosso tempo
Que muitas vezes apenas adivinhamos
E que muitas outras vezes
Apenas não sabemos

É o tempo das nossas esperas
Das nossas paragens
Das nossas insónias
Das nossas dúvidas
Das nossas angústias

É o tempo das nossas vozes
Das nossas palavras
Dos nossos gestos
Dos nossos olhares
Dos nossos sons
Do nosso silêncio

Tempo com tempo
E tempo sem tempo

Tempo aberto
E tempo encerrado

Apenas um tempo no nosso tempo

segunda-feira, junho 04, 2007

terça-feira, maio 22, 2007

Citação do dia

Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.
Madre Teresa de Calcutá
In: Citador

segunda-feira, maio 21, 2007

Creio bem que estamos a ter um pequeno intervalo

Às vezes a vida dá algumas voltas sem nós próprios sabermos.
Às vezes, quando menos esperamos, a vida faz-nos pensar que o quotidiano, afinal, pode ser tudo menos quotidiano.
Às vezes, quando distraídos andamos, a vida vem lembrar-nos que, apesar de tudo, as mudanças podem acontecer.
Às vezes, quando pensamos que a estrada se mantém inalterável à nossa frente, a vida vem mostrar-nos que, afinal, há outras estradas, outros caminhos, que nos aguardam e nos desafiam.
Às vezes, quando julgamos que é outro o caminho que temos de encetar, afinal de contas, apenas sabemos descobrir que o melhor é mantermo-nos na estrada que já vínhamos a percorrer.
Às vezes, às vezes mesmo, quer-me cá parecer a mim, que o melhor é mesmo apenas olhar e esperar que a cancela se abra.
E ela abrir-se-á. Disso estou certo.

quinta-feira, maio 17, 2007

quarta-feira, maio 16, 2007

[Pensa]Tempos

Tudo é Fugaz
Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as causas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some. Como não há-de ser louco o homem que, neste meio, se incha ou se encrespa ou se lamenta, como se qualquer coisa o tivesse perturbado durante um tempo que se visse, um tempo considerável?
Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"
Fonte daqui

segunda-feira, maio 14, 2007

Momentos íntimos (V)

Movo as pedras com a lentidão
De quem sabe que o tempo
É a respiração de quem vive.

sábado, maio 12, 2007

Outros olhares

Asun Aparício
Mujer luna
Blanco y Negro (Digital)
Imagem
daqui

sexta-feira, maio 11, 2007

Devoções


Do pai não se ouviu palavra
Do filho, apenas que filho se conhece
Mas do Divino Espírito
Se sabe sempre muita devoção
Porque Santa é a terceira pessoa
Da Trindade que una se descobre.

Terceira, 28.04.2007






quinta-feira, maio 10, 2007

Citação do dia

A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar.
D. Hélder Pessoa Câmara
Arcebispo brasileiro (1909 – 1999)

terça-feira, maio 08, 2007

Adega Lusitana [Angra do Heroísmo]


Da noite chegada e recebida
Sobe a voz sentida
De quem sabe o sabor
De estar entre gente
Que se quer gente de bem

E de notas tangidas com arte
Por dedos lestos e dóceis
Se fez música de sentir
Se fez memória de gente simples
Se fez história de gente grande



segunda-feira, maio 07, 2007

Dúvidas subversivas VIII

Já agora: viram a amabilidade, a simpatia, a empatia (a subserviência?) da comunicação social, ontem, para com o tal soba da Ilha?

Pensamentos subversivos XXII

Parece que o soba da Ilha lá ganhou aquilo.
Não gostei.
Já sei: sou rasca!

domingo, maio 06, 2007

sexta-feira, maio 04, 2007

Jogos [deste tempo]

Os dados estão lançados.
Sobre a mesa as apostas vão-se alinhando ao correr do tempo.
De um lado, os jogadores que ainda pensam que as faces dos dados estão de feição. E que os números pintam o ar com a sorte a sorrir.
Do outro lado, os jogadores que já sabem que, se calhar, a sua vitória será a derrota da jogada seguinte.

Os dados estão lançados.
Na mesa, verde esperançosa, cruzam-se números que, quase sempre, se ficam por contas de subtrair. Ou em multiplicações que, quase sempre, se ficam por divisões de somatórios alheios.

Os dados estão lançados.
À volta da mesa, admirados e expectantes, as silhuetas dos figurantes que sabem que este é um jogo que não podem jogar, mas um jogo que os pode perder.
Porque o ganhar, quase sempre, é o ganhar sem ganhar.

quinta-feira, maio 03, 2007

Que bem me souberam estes dias... [II]










Do ventre da terra
O calor que aquece o esperado
O fogo que cozinha o desejado

Do ventre da terra
O hálito sulfuroso que afasta
O apetite que cedo se descobre

Do ventre da terra
A taça repleta, fumegante
A malga dos sabores que sonhamos

E depois do tempo de espera
Nem hálitos, nem vapores, nem odores
Apenas o saciar das fomes que nos acompanham













quarta-feira, maio 02, 2007

Momentos íntimos (IV)

Estou com sono.
E o meu sono
Mais não é que a vontade
De fechar os olhos
Mais não é que a vontade
De calar os sentidos.

Porque o meu sono
Abre a porta para a noite
Onde me encontro perdido
Sobretudo de mim.