terça-feira, julho 17, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
Ontem lá tivemos as “intercalares” em Lisboa (2)
Ribeiro e Castro: 1 vereador - Paulo Portas: 0 vereador
Ontem lá tivemos as “intercalares” em Lisboa
Podem consultar-se aqui os resultados provisórios de ontem.
domingo, julho 15, 2007
sábado, julho 14, 2007
E pronto: castiguem-se os jogadores e tudo vai continuar tranquilamente na santa paz do senhor
Perante o que se passou, é evidente que se devem tirar ilações. É evidente que os erros têm que ser reprimidos.Mundial sub-20 : Desacatos no jogo com o Chile vão ter consequências
FPF promete castigos
Correio da Manhã, 14.07.2007
Mas, mais uma vez me parece que vamos ficar pela rama, pela borda do alguidar. É que, se calhar, estas atitudes mais não são que corolários das “desculpas de mau pagador” pelos últimos desaires. Quando quem deveria ter cuidados redobrados com a maneira de encarar os desafios, apenas passa o tempo a queixar-ser dos outros, como se, afinal, o seu sucesso só não acontecesse por razões alheias (cabalas, perseguições, etc.), então não nos admiremos.
É que, se calhar, mais gente haverá que deveria andar a bater com a mão no peito.
sexta-feira, julho 13, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
“Casa roubada, trancas à porta”
«O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem uma auditoria a todas as juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) e garantiu alterar a respectiva composição, passando as juntas a ser compostas só por médicos, sem qualquer representante da própria CGA.»
Correio da Manhã, 11.07.2007
E, normalmente, como é evidente, e para mal, pelo menos de alguns, há sempre alguém a pagar a factura.
Como é que diz que disse?
Vasco Graça Moura
escritor
Diário de Notícias, 11.07.2007
(*) Quererá dizer autárquica? ?!?!...
terça-feira, julho 10, 2007
Mas o que é que o rapaz anda cá a fazer?
Gonçalo da Câmara Pereira, cabeça de lista do Partido Popular Monárquico (PPM)
Sol, 10.07.2007
segunda-feira, julho 09, 2007
Salmo
Mas falta-me percorrer ainda tanto
Para Te encontrar.
Estás em meu redor
Mas meu coração está, ainda,
Demasiado fechado
Para que possas chegar.
Vem, peço-te.
E ajuda-me a abrir a porta
Para que possas habitar esta minha casa
Que, muitas vezes, se esquece do Teu Amor.
domingo, julho 08, 2007
Tem mesmo piada [se é que se pode ainda ter piada]
Alice Vieira, Escritora
Lei antipiada
Jornal de Notícias, 08.07.2007
Obrigatória a leitura completa aqui.
sábado, julho 07, 2007
Dixit
Ana Sá Lopes
A POLÍCIA JUVENIL DOS MAUS COSTUMES PERSEGUE MARIAZINHA
Diário de Notícias, 07.07.2007
A campanha do Público
Quer-me cá parecer que o jornal anda meio esquecido. E os outros? Por exemplo, e já agora, quem paga aos assessores de Ruben e de Carmona?«Lisboa: AR paga assessores de Costa e Sá Fernandes. Apesar de integrarem grupos parlamentares, alguns só colaboram na campanha eleitoral.»
Público [edição impressa], 07.07.2007
sexta-feira, julho 06, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
Curioso [ou, talvez, perigoso]
Porque o que vai parecendo a cada vez mais gente é que existem por aí uns pequenos que pensam de vez em quando que são grandes e que se fazem ainda maiores com tiradas grandiloquentes.
Para não dizer que também andam por aí outros pequenos que fazem e dizem apenas o que julgam que os outros querem ouvir, ao sabor de algumas “modas” que apenas se fizeram para adormecer os demais.
Pensamentos subversivos (XXVIII)
Quando as manchetes, os títulos, os destaques são estes, cá para mim, é porque, afinal, Lisboa está bem e recomenda-se.
quarta-feira, julho 04, 2007
Dixit
Baptista-Bastos
“A METÁFORA DE BELARMINO”
Diário de Notícias, 04.07.2007
A “Borracha” no livro da história
Diário de Notícias, 04.07.2007
Verdades do nosso tempo
“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.”
George Orwell
Animal Farm, [O Triunfo dos Porcos]
terça-feira, julho 03, 2007
O que faz falta é explicar à malta
É obrigatória a leitura do texto completo. No entanto, deixa-se aqui, um pequeno excerto:
“Quem queira gerir as empresas e relacionar-se com os trabalhadores de uma forma inovadora e quem queira representar os trabalhadores de forma eficaz, tem de estar preparado para apresentar e receber propostas concretas e criativas que tenham como primeiro objectivo a manutenção dos postos de trabalho.
Infelizmente, esta é a cultura oposta à dos que, aplaudindo as propostas apresentadas no livro branco, não querem nem acordos nem negociações com os representantes dos trabalhadores das suas empresas. A cultura de imposição e da opacidade torna o modelo negocial que temos tido na Autoeuropa numa miragem. Não o usem, por isso, para fazer exactamente o oposto do que aqui temos conseguido.”
segunda-feira, julho 02, 2007
Poema em prosa
Mais do que eu poderia imaginar, o que se manifesta à minha volta é uma verdadeira sensação de cansaço para avançar na estrada que sei estar à minha frente. Veja-a eu ou não veja.
Mais do que eu poderia querer, o que descubro nos tempos que respiro, é uma profunda sensação de ausência no tempo presente que alguns teimam em querer permanente. Quer eu esteja quer eu parta.
domingo, julho 01, 2007
Silêncios
Ana Sá Lopes
“O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO O SILÊNCIO”
Diário de Notícias, DN Gente, 30.06.2007
Obrigatório ler o texto completo AQUI.
sábado, junho 30, 2007
"Meditabundando"
A minha civilização repousa sobre o culto do Homem através dos indivíduos. Teve o desígnio, durante séculos, de mostrar o Homem, assim como ensinou a distinguir uma catedral através das pedras. Pregou esse Homem que dominava o indivíduo... Porque o Homem da minha civilização não se define através dos homens. São os homens que se definem através dele. Há nele, como em todo o Ser, qualquer coisa que os materiais que o compõem não explicam. Uma catedral é uma coisa muito diferente de uma soma de pedras. É geometria e arquitectura. Não são as pedras que a definem, é ela que enriquece as pedras com o seu próprio significado. Essas pedras ficam enobrecidas por serem pedras de uma catedral. As pedras mais diversas servem a sua unidade. A catedral as absorve, até às gárgulas mais horrendas, no seu cântico. Mas, pouco a pouco, esqueci a minha verdade. Julguei que o Homem resumia os homens, tal como a Pedra resume as pedras. Confundi catedral e soma de pedras, e, pouco a pouco, a herança desvaneceu-se. É preciso restaurar o Homem. Ele é a essência da minha cultura. Ele é a chave da minha Comunidade. Ele é o princípio da minha vitória.
Antoine de Saint-Exupéry, in 'Piloto de Guerra'
Citação daqui
sexta-feira, junho 29, 2007
Ainda há mulheres com “eles” no sítio
Mika Acabou por rasgá-lo, enquanto refilava: “Odeio esta história e acho que não devia ser destaque”.
Expresso, 29.06.2007
Ver as imagens aqui.
Os deuses, às vezes…
«Um dia, Deus nosso Senhor vai levar Fidel Castro embora», disse Bush em resposta a uma pergunta, depois de um discurso na Escola de Guerra Naval.
Sol, 29.06.2007
«Agora entendo porque sobrevivi aos planos de Bush e de outros presidentes de me assassinar: Deus nosso Senhor protegeu-me», disse Fidel, um ateu convicto, em declarações enviados à imprensa estrangeira em Cuba.
Sol, 29.06.2007
A ir por aí, começa a ser preocupante
Primeiro, foi o professor da DREN, que levou com um processo por ter dito umas coisas.
Agora, é uma directora de um centro de saúde que foi demitida por causa de um cartaz.
Por este caminho, quer-me cá parecer que isto tudo ainda vai dar um grande regabofe. E depois admiram-se…
quinta-feira, junho 28, 2007
É pá, se é ele que o diz…
Bagão Félix (ex-ministro do Trabalho do Governo de Durão Barroso),
Sobre o “Relatório de Progresso da Comissão do Livro Branco das Relações Laborais”, apresentado por Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.
Correio da Manhã, 28.06.2007
O princípio das coisas
Foi coisa que sempre me fascinou
Aliás, o fascínio por tudo o que nos abarca
Foi sempre mote para os avanços e os recuos
Da nossa história que nem sempre assumimos comum
O princípio das coisas
Foi coisa que sempre me encantou
Aliás, o encanto por tudo o que nos envolve
Foi sempre alma para as alegrias e as tristezas
Da nossa existência que nem sempre desejámos comum
O princípio das coisas
É coisa que continua a questionar-me
Aliás, de questão em questão vou descobrindo
A nossa natureza humana
Que um dia havemos de sentir
Apenas
quarta-feira, junho 27, 2007
"Meditabundando"
Bertolt Brecht
Citação daqui
terça-feira, junho 26, 2007
“Um homem vestido de preto da sola dos sapatos até à gola, com um pin vermelho em forma de coração”
João Miguel Tavares, “JOE NO CCB, JOE NA PT, JOE NO BCP, JOE NO BENFICA. UAU, JOE”
Diário de Notícias, 26.06.2007
segunda-feira, junho 25, 2007
Citação do dia
Não me conformo com as pequenas injustiças. Aceito as grandes, porque são inevitáveis, como as catástrofes, e atestam a impotência dos deuses.
Aquela criança, descalça, apenas precisava de uns sapatos. Se tivesse nascido sem pés, não era tão grande a minha revolta.
António Arnaut, in "As Noites Afluentes"
domingo, junho 24, 2007
sábado, junho 23, 2007
Ele lá saberá porquê
Sol, 23.06.2007
Coisas do amigo "Manel"
sexta-feira, junho 22, 2007
Vá lá que o bom senso, por vezes, ainda se vai manifestando
Diário de Notícias, 22.06.2007
Pensamentos subversivos (XXVI)
E cá nesta terra lá vamos continuando cantando e rindo…
quinta-feira, junho 21, 2007
Há dias assim
Há dias assim. Saímos de casa com a boa disposição a bailar à nossa frente e deixamos que os primeiros raios solares se manifestem nos nossos olhos.
Há dias assim. Damos por nós, tranquilos e satisfeitos, a caminho do emprego, com a certeza de que ainda havemos um dia de não chegar, mas afinal, apenas encontrar.
Há dias assim. Em que, ao chegar ao destino, apenas nos apetece regressar.
quarta-feira, junho 20, 2007
Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover (*)
Jornal de Notícias, 20.06.2007
(*) Constituição da República Portuguesa, Artº 64º, nº 1
(Pode consultar o texto da Constituição da República Portuguesa, aqui)
terça-feira, junho 19, 2007
Momentos íntimos (VI)
E não ficar retido na partida
Mesmo que à nossa frente
O escuro seja o ar que respiramos
O passo a dar é ousar o depois
E o rumo a aventura que se assume
segunda-feira, junho 18, 2007
sábado, junho 16, 2007
Parábola do Zé e do Lucas
Toda a sua vida tinha sido conduzida com a segurança de quem sabe que as coisas são o que são, e que o mundo apenas olha para o que se pode e tem. Mas também que nunca se deveria esquecer que os preceitos e as leis (sobretudo as que existiam para se perpetuar o poder instituído) eram para se cumprir à risca.
E o Zé lá foi crescendo, aprendendo a ser um exemplo para todos. Mesmo que, por vezes, na intimidade da sua casa, os exemplos se ficassem apenas e tão-somente por exemplos. Mas que cumpria todas as letras dos compêndios que estudava e seguia, lá isso não se podia negar. Era, na verdade, um exemplo a seguir, segundo o seu mestre-escola.
Em tardes amenas e alegres, também o Zé se juntava aos outros jovens, em brincadeiras animadas e ruidosas. Mas sempre sem deixar de assumir a sua pose de menino bem comportado.
Lá na aldeia, numa casa meio acabada e já bem velha que se escondia ao fundo do casario, vivia o Lucas, um jovem mirrado pela secura do tempo e da boca. E da vida, diziam alguns.
Fugia amiúde de casa, em função das tareias com que era mimado, sobretudo pelo pai. A mãe, vivendo antecipadamente o deserto de carinhos e afagos, nem o marido lhe servia já de consolo. Seca de receber, acabara igualmente seca de dar. Desconfiados de tudo e de todos, apenas sabiam transmitir ao filho, que se calhar nem quiseram, a desconfiança com que olhavam a vida à sua volta.
Um certo dia, o Lucas tinha sido apanhado a roubar uma maçã, da cesta que a D. Ana tinha na sua venda. Coisa vil, segundo os compêndios da casa do Zé. E era, bem vistas as coisas.
Ao fugir da dona da venda, o Lucas esgueirou-se por entre os canaviais que acompanhavam o pequeno ribeiro da aldeia. Ao tornear, no centro do canavial, um grupo de canas mais afoitas, uma bem aguçada foi espetar-se-lhe no olho direito, ali ficando vermelha de sangue. Cambaleante, dorido e cego, acabou por cair já fora do canavial, ali mesmo ao lado do caminho que acompanhava o ribeiro.
Zé foi dos primeiros a chegar, ainda ofegante e depois do alarido todo que se tinha ouvido aquando do roubo e da fuga.
Quando o quiseram levar à pressa a casa do Senhor Fernandes, o enfermeiro não encartado da aldeia, foi a voz do Zé que se fez ouvir, indignada e bem sonora:
- Alto lá! Daqui ninguém sai até que se chame a autoridade. Foi cometido um crime. É preciso que seja feita justiça.
E só se calou quando, passadas que foram mais de duas horas de muito choro e dor, já depois de ser lavrado o auto, pelo Guarda Simão, lá puderam levar o infeliz criminoso até à sala do esforçado enfermeiro. Acompanhado, é bem de ver, e como não podia deixar de ser, pela escolta da autoridade. Depois de o ver, de limpar a zona ferida e sem remédio, deixando cair os ombros com ar de resignada comiseração, disse:
- Nada mais posso fazer. Levem-no ao hospital, muito embora não acredite que não venha a ficar cego daquela vista. Se o tivessem trazido logo, ainda se podia ter salvo a visão. Agora…
À noite, quando chegou ao quarto para se deitar, como era habitual, o Zé ajoelhou aos pés da cama e elevou aos céus a sua oração:
- Graças Vos dou, Meu Deus, porque não sou como os outros: ladrões, miseráveis, pedintes, injustos e mentirosos; nem como o tipo que foi hoje preso por ter roubado a D. Ana.
E, nessa noite, adormeceu feliz e tranquilo.
sexta-feira, junho 15, 2007
E não é que dei por mim a pensar que parece mais cristã a atitude da Amnistia Internacional?
A Amnistia Internacional (AI) divulgou ontem um comunicado negando ser partidária da prática do aborto, mas mantendo que é direito das mulheres "não serem submetidas a ameaças, à força ou à coerção quando pretendem exercer o seu direito em matéria de sexualidade e de reprodução". Todavia, a organização "deseja manter silêncio sobre os fundamentos do aborto", lê-se no documento difundido em Londres, que cita a secretaria-geral adjunta da AI, Kate Gilmore. A tomada de posição daquela organização surge um dia depois do Vaticano ter apelado aos católicos para suspenderem qualquer apoio e contribuição financeiros à AI, em protesto pela posição desta sobre o aborto. O conselho pontifical Justiça e Paz anunciou também "a suspensão das contribuições financeiras" da Igreja à AI. Sobre este ponto, a ONG esclarece "nunca ter aceitado fundos do Vaticano" nem de "outro Estado".
Para a AI, o essencial "é que o exercício dos direitos das mulheres não esteja submetido a medos, ameaças e pressões quando aquelas têm de gerir as consequências de uma violação ou de um sério ataque aos direitos do Homem", lê-se ainda no comunicado.»
Diário de Notícias, 15.06.2007
Desabafos [em dia de nuvens]
Desabafos de colega que acabara de sentir na pele que obras em espaços que ocupamos, ou se fazem “connosco” ou se fazem “apesar de nós”. Com os custos do nosso bem-estar, é evidente. E podendo ser de outra maneira, bem entendido.
É bem verdade, as coisas, ou são bem feitas, ou não. E quando digo “bem feitas”, quero dizer, naturalmente, bem pensadas, bem realizadas. Bem pensadas, sobretudo.
Nos tempos que correm, a mim, cada vez mais me vai parecendo que, se calhar, afinal somos tão-somente o que somos, porque as “cabeças” que temos também são o que são. E ponto final.
Afinal, nos tempos que correm, se calhar (ou não), o que faz falta é gente que pense.
Mas, terá sido [ESTE] o Programa que eu votei?
António Correia de Campos, Ministro da Saúde
Assembleia da República, Interpelação ao Governo sobre as políticas de saúde
Sol, 15.06.2007
quinta-feira, junho 14, 2007
É como o tempo de hoje: Nuvens sobre as nossas cabeças
Sol, 14.06.2007
Eu não diria melhor
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 14.06.2007
Pensamentos subversivos (XXIV)
quarta-feira, junho 13, 2007
Santo António [de Lisboa]
Enche-se a Avenida de gente
Que a marcha já espreita
É assim que o povo que se sente
É Santo António que se enfeita
terça-feira, junho 12, 2007
Parabéns Zé
Dúvidas subversivas (X)
segunda-feira, junho 11, 2007
Hábitos de rico e a arte de furtar
João César das Neves
Diário de Notícias, 11.06.2007
Outras leituras
2 – Neste caso, segundo parece, houve excesso de zelo. Em todos os outros parece haver défice…
3 – Eu não disse? Quando esta Senhora abre a boca…
domingo, junho 10, 2007
Outros olhares
Vasco Fernandes, 1853-1932Pentecostes
c. 1534-1535, óleo sobre madeira
Sacristia da Igreja de Santa Cruz, Coimbra, Portugal
Imagem daqui
sábado, junho 09, 2007
Dúvidas subversivas (IX)
Quer-me cá parecer que esta Senhora, é daquelas pessoas que em cada “abertura de boca”, em cada gesto, em cada momento em que se dá “ares da sua graça”, das duas uma: ou entra “mosca” ou sai mesmo asneira…
sexta-feira, junho 08, 2007
[Esses malfadados] Partidos
Mas aqui, ele até tem razão. Pelo menos no que diz respeito aos partidos políticos (o resto são outras contas) e à nova saga que por aí vai grassando, os “independentes” (entre aspas, de propósito).
Aconselha-se a leitura.
quarta-feira, junho 06, 2007
Estados d’Alma
Apesar de tudo, a vida continua a sorrir-me.
terça-feira, junho 05, 2007
Leituras obrigatórias
1. João Miguel Tavares, no Diário de Notícias (05.06.2007), “Será que a dor dos McCann merece tratamento VIP?”
2. Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias (05.06.2007), “O medo da luta volta a atacar”
Apenas um tempo no nosso tempo
Que muitas vezes apenas adivinhamos
E que muitas outras vezes
Apenas não sabemos
É o tempo das nossas esperas
Das nossas paragens
Das nossas insónias
Das nossas dúvidas
Das nossas angústias
É o tempo das nossas vozes
Das nossas palavras
Dos nossos gestos
Dos nossos olhares
Dos nossos sons
Do nosso silêncio
Tempo com tempo
E tempo sem tempo
Tempo aberto
E tempo encerrado
Apenas um tempo no nosso tempo
segunda-feira, junho 04, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Citação do dia
Madre Teresa de Calcutá
In: Citador
segunda-feira, maio 21, 2007
Creio bem que estamos a ter um pequeno intervalo
Às vezes, quando menos esperamos, a vida faz-nos pensar que o quotidiano, afinal, pode ser tudo menos quotidiano.
Às vezes, quando distraídos andamos, a vida vem lembrar-nos que, apesar de tudo, as mudanças podem acontecer.
Às vezes, quando pensamos que a estrada se mantém inalterável à nossa frente, a vida vem mostrar-nos que, afinal, há outras estradas, outros caminhos, que nos aguardam e nos desafiam.
Às vezes, quando julgamos que é outro o caminho que temos de encetar, afinal de contas, apenas sabemos descobrir que o melhor é mantermo-nos na estrada que já vínhamos a percorrer.
Às vezes, às vezes mesmo, quer-me cá parecer a mim, que o melhor é mesmo apenas olhar e esperar que a cancela se abra.
E ela abrir-se-á. Disso estou certo.
quinta-feira, maio 17, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
[Pensa]Tempos
Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as causas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some. Como não há-de ser louco o homem que, neste meio, se incha ou se encrespa ou se lamenta, como se qualquer coisa o tivesse perturbado durante um tempo que se visse, um tempo considerável?
Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"
Fonte daqui
segunda-feira, maio 14, 2007
Momentos íntimos (V)
De quem sabe que o tempo
É a respiração de quem vive.
domingo, maio 13, 2007
sábado, maio 12, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
Devoções
quinta-feira, maio 10, 2007
Citação do dia
D. Hélder Pessoa Câmara
Arcebispo brasileiro (1909 – 1999)
terça-feira, maio 08, 2007
Adega Lusitana [Angra do Heroísmo]
segunda-feira, maio 07, 2007
Dúvidas subversivas VIII
Pensamentos subversivos XXII
Não gostei.
Já sei: sou rasca!
domingo, maio 06, 2007
sexta-feira, maio 04, 2007
Jogos [deste tempo]
Sobre a mesa as apostas vão-se alinhando ao correr do tempo.
De um lado, os jogadores que ainda pensam que as faces dos dados estão de feição. E que os números pintam o ar com a sorte a sorrir.
Do outro lado, os jogadores que já sabem que, se calhar, a sua vitória será a derrota da jogada seguinte.
Os dados estão lançados.
Na mesa, verde esperançosa, cruzam-se números que, quase sempre, se ficam por contas de subtrair. Ou em multiplicações que, quase sempre, se ficam por divisões de somatórios alheios.
Os dados estão lançados.
À volta da mesa, admirados e expectantes, as silhuetas dos figurantes que sabem que este é um jogo que não podem jogar, mas um jogo que os pode perder.
Porque o ganhar, quase sempre, é o ganhar sem ganhar.
quinta-feira, maio 03, 2007
Que bem me souberam estes dias... [II]
Do ventre da terra
O calor que aquece o esperado
O fogo que cozinha o desejado
Do ventre da terra
O hálito sulfuroso que afasta
O apetite que cedo se descobre
Do ventre da terra
A taça repleta, fumegante
A malga dos sabores que sonhamos
E depois do tempo de espera
Nem hálitos, nem vapores, nem odores
Apenas o saciar das fomes que nos acompanham
quarta-feira, maio 02, 2007
Momentos íntimos (IV)
E o meu sono
Mais não é que a vontade
De fechar os olhos
Mais não é que a vontade
De calar os sentidos.
Porque o meu sono
Abre a porta para a noite
Onde me encontro perdido
Sobretudo de mim.





















